Cartas

O caraDepois dos gols que Ronaldo fez contra o Santos, o presidente Lula, como bom corintiano, deveria repassar o título que lhe foi dado por Barack Obama a quem realmente é "o cara". Mesmo fora do peso e com três operações graves no joelho, Ronaldo se superou e continua genial!GRIMA GRIMALDIgrimagri@terra.com.brSão PauloExiste um ditado antigo e muito conhecido: em terra de cego, quem tem um olho é rei. E o Fenômeno dançou em cima do Santos, conseguiu sobressair-se dentre os demais em campo.ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHOarluolf@hotmail.comItapevaGripe ou peste suína?Até que o governo resolva se vai recorrer ao Serviço de Defesa Sanitária Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento, ou ao de Epidemiologia e Serviço de Saúde, do Ministério da Saúde, os nosso aeroportos ficam sem vigilância sanitária.SERGIO S. DE OLIVEIRAssoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)É bom frisar que essa gripe não é transmitida pela carne de porco, para não afetar o já afetado mercado suíno. Também é importante salientar que a carne aquecida acima de 70 graus é própria para consumo. THIAGO VAN LEEUWENleeuwen02@gmail.comSão PauloExames preventivosEspero, como a maioria dos brasileiros, que a ministra Dilma recupere rapidamente a saúde. Mas uma declaração dela me deixou intrigado. Aconselhou a todos que façam exames preventivos periódicos. Esse conselho é para quem utiliza a rede pública de saúde ou para quem pode usar os serviços de hospitais como aquele onde ela foi atendida? Será que ela não conhece a rede pública de saúde do Brasil?JOSÉ CARLOS S. CARAPETOjccarapeto@terra.com.brMatãoFiquei consternada ao saber da doença de Dilma e desejo-lhe uma pronta recuperação. Sábado, na entrevista coletiva, ela falou da sorte de ter tido diagnóstico precoce e da importância dos exames preventivos. Mas, ministra, num país onde os hospitais da rede pública mal têm aparelhos de raio X e de mamografia, como incluir tomografia de tórax na lista de exames da população?MARINA CASSARINOmcmcass@uol.com.brSão PauloTenho muita dó da ministra Dilma por causa de sua doença, mas tenho muito mais dó de qualquer brasileiro que tenha a mesma doença e precise usar o SUS!TANIA TAVAREStaniatma@hotmail.comSão PauloNova farraDepois da farra das passagens aéreas, agora apareceu a do seguro-saúde. Que mais ainda virá?OLYMPIO FÉLIX DE A. CINTRA NETTOofacnt@yahoo.com.brSão PauloSó umas perguntinhas: a população foi consultada para conceder seguro-saúde vitalício aos senadores? Se não foi, não seria o caso de cortar tudo isso imediatamente? Se houver algum senador honesto em Brasília, poderia fazer o favor de responder?ANTONIO DO VALEadevale@uol.com.brSão PauloSaber do seguro-saúde vitalício para senadores e familiares foi um choque, perdi o ar. Inacreditável, vergonhoso, absurdo! Mas vejo uma solução para a melhoria do nosso sistema de saúde pública: que todos os parlamentares, incluindo os seus amados familiares, só possam ser atendidos nos postos de saúde e hospitais de sua base eleitoral. Para agilizar proponho que entre em vigor via medida provisória.OSCAR SECKLER MULLERoscarmuller2211@gmail.comSão PauloEstudar para quê?Fiquei surpresa com o novo empréstimo que a Caixa Econômica está oferecendo ao público em geral. Agora podemos viajar sem nenhuma burocracia, basta ir a uma agência de viagens e fazer o tão sonhado "pacote" que a Caixa lhe empresta - os juros são os mais baixos já cobrados. Lindo, não? Pois é... Já precisei fazer um empréstimo na tal Caixa. Só que esse empréstimo não foi para viajar, foi para estudar! Sou aterrorizada mensalmente desde janeiro de 2007 e o serei até dezembro de 2013. A cada atraso de meros 15 dias na prestação, eu e meu fiador somos bombardeados com cartas e mais cartas e ameaçados com a inclusão de nosso nome na tão temida Serasa. Nem vou comentar sobre a grosseria dos funcionários... Agora, para minha surpresa, o tal empréstimo para lazer é lançado e nem é preciso fiador, basta levar comprovante de residência. Brasileiros e brasileiras, estudar para quê? Sem nenhum estudo, neste país, chega-se a qualquer cargo no Legislativo, com todas as benesses (viagens de avião, seguro-saúde vitalício, aposentadoria após quatro mandatos, etc.). Fico aqui pensando: dos R$ 20 mil que pedi para estudar, já paguei R$ 12 mil e ainda devo R$ 20 mil... Acho que já teria dado a volta ao mundo! Mais de uma vez. Isso é Brasil...BRUNA CALDEIRA STRIFEZZIbcaldeira@sgtecnologia.com.brSão PauloTrampolim para a reaçãoO excelente editorial Os amortecedores da crise (25/4, A3) confirma a solidez da economia brasileira ante as demais, pois tem resistido bravamente à maior crise de todos os tempos, utilizando os fundamentos implementados pelo governo FHC e mantidos satisfatoriamente pelo governo Lula. As previsões do FMI para 2009-2010 nas economias dos países desenvolvidos indicam contração de 3,8% e, no Brasil, de 1,3%, equivalente à perda de R$ 35 bilhões de faturamento em 2009 e ao aumento da taxa de desemprego para 9%. Tais previsões indicam a necessidade de uma reação para diminuir o impacto da crise, com a reativação de nossa economia via incentivos às exportações, maior oferta de crédito e financiamento, redução de impostos sobre mão de obra e da taxa de juros. Essa reação poderia começar com a exploração de nosso mercado interno, pela preferência dos consumidores por produtos "made in Brazil" em detrimento dos fabricados na China (novo polo industrial mundial e grande acumulador de reservas dos países desenvolvidos, que ocasionou o extermínio de empregos em todos os países industrializados), e ser consolidada com um programa de nacionalização semelhante ao 2.º Plano Nacional de Desenvolvimento do governo Geisel, que consolidou o Polo Industrial de Manaus e propiciou o surgimento de milhares de empresas de componentes e montadoras, que foram beneficiadas com a política de incentivos fiscais, permitindo o uso do índice de nacionalização para cada componente fabricado no País e tornando nossos produtos mais competitivos ante a concorrência internacional. Esse programa foi tão eficiente que passados 34 anos a indústria nacional praticamente acabou com os produtos "made in Paraguai" e gerou um faturamento de US$ 30 bilhões em 2008 no Polo Industrial de Manaus. Para evitar desequilíbrio nas contas internas poderíamos usar 20% do valor de nossas reservas que estão aplicadas em títulos públicos americanos, cujas taxas de remuneração são de 5% ao ano. Este valor, equivalente a US$ 30 bilhões, poderia ser usado para garantir recursos no biênio 2009-2010, representando ao mesmo tempo mais um amortecedor para a crise, um novo gerador de empregos e um inibidor de exportações de empregos e divisas, além de contribuir para que os brasileiros que sofrem com o desemprego fiquem com a consciência tranquila quando puderem decidir, entre os produtos fabricados no Brasil, o que comprar.JOSÉ GUILHERME LEVENSTEINguilherme.levenstein@jlbrasil.comSão PauloEsta crise é uma ótima oportunidade para nossos economistas reverem esse sistema financeiro que privilegia o especulador em detrimento do trabalhador produtor. Ou não têm interesse nisso? SERGIO AUGUSTO C. BEREgutobere@gmail.comSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

28 de abril de 2009 | 00h00

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