Cartas

Mercado de trabalhoOs que estudam o mercado de trabalho no Brasil devem ler o relatório da Caixa Econômica Federal sobre os resultados do FGTS em 2008, publicado no Diário Oficial de 27/4. Os dados essenciais estão na página 20. No ano passado foram registradas 16,5 milhões de demissões sem justa causa, que causaram saques no Fundo de Garantia da ordem de R$ 26,4 bilhões. E houve 2,9 milhões de aposentadorias, acrescentando saques de R$ 5,9 bilhões. Assim, o montante sacado atinge R$ 32,3 bilhões, correspondendo a dois terços da arrecadação do FGTS no exercício, que foi de R$ 48,7 bilhões. Houve em torno de 16 milhões de admissões (senão o fundo teria desabado), mas a média salarial dos contratados é menor que a média recebida pelos dispensados, consequência de uma demanda de emprego maior que a oferta.FRANCISCO PEDRO DO COUTTORio de JaneiroTaxa Selic Juro cai ao menor nível da história (30/4, B1). E as cotas do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) continuarão a ser cobradas com juros de 1% ao mês mais a Taxa Selic?PAULO BUSKOpaulobusko@terra.com.brSão PauloPaís dos espertosÉ realmente engraçado! O Senado aprovou a MP 449, que beneficia os contribuintes que devem até R$ 10 mil à Receita (até o ano de 2002). Para completar, dispõe um novo parcelamento para aqueles que não pagaram parcelamentos feitos anteriormente, dando 180 meses de prazo, com descontos nos juros e multas. É surreal! Quem pagou seus impostos corretamente não merece sequer a isenção da correção da Selic nas parcelas a pagar do IRPF 2009. Está lá, no site da Receita Federal: "A 2.ª quota, que deve ser paga até 29/5/2009, tem acréscimo de juros de 1%.O valor das demais quotas é acrescido de juros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir de maio de 2009 até o mês anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento." Como se pode ver, quem honra as suas obrigações é que é punido. Para estes não existe a conversa governamental de "beneficiar as pessoas físicas em um momento delicado da economia". Já quem não cumpriu as suas obrigações foi premiado. Este é o Brasil, país dos "espertos"!MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisCompensando perdasAté quando a Petrobrás vai "compensar perdas" para não baixar os preços dos combustíveis? GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloGripe políticaNo embalo do combate às despropositadas mordomias dos parlamentares no Congresso Nacional, em que despontam, entre muitas outras, os planos de saúde vitalícios, aparece uma oportunidade de melhorar o atendimento médico à população em geral. Bastaria obrigar S. Exas. a usarem exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS) no tratamento de suas moléstias. Dependentes da rede pública, eles se tornariam mais diligentes, lutando como leões para elevar o padrão de atendimento a todos nós.CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESIcblucchesi@yahoo.com.brSão PauloUtopiaA moralização do Congresso Nacional só ocorrerá quando os seus ocupantes tiverem de dar satisfação de seus atos a alguém. Dizer que deputados e senadores devem obediência aos seus eleitores é uma ingênua ilusão. Uma utopia. Aqui, no Brasil, com dinheiro na mão se consegue uma cadeira no Congresso com facilidade. Político, então, não está nem aí para eleitor, infelizmente. A farra, o deboche e o sarcasmo têm ainda muito a oferecer aos incrédulos olhos dos cidadãos brasileiros.HABIB SAGUIAH NETOsaguiah@mtznet.com.brMarataízes (ES)Raposa-Serra do SolEnquanto assistimos ao festival de confetes no STF para agradar ao "chefe", vemos que o trabalhador rural - entenda-se: os agricultores que nos dão sustentação econômica com sua produção de alimentos - está sendo massacrado, tratado como bandido e sendo constantemente ameaçado pela Justiça. Ora pela demarcação pura e simples das terras indígenas ou pela nova Lei Ambiental, ora pelas invasões do MST. Parece-me que os que trabalham neste Brasil passam a ser, aos olhos da Justiça, os verdadeiros "ladrões" da Nação. Enquanto nossos políticos e outros quadrilheiros são agraciados com recompensas pelas perdas que tiveram por terem sido descobertos nas suas roubalheiras, como aumentos de salários, responder em liberdade, mesmo após a comprovação do delito, etc. Agora vem a Justiça tirar à força os arrozeiros que estavam há muitos anos produzindo naquelas terras. Por que não fazer a retirada de forma ordenada, a partir das indenizações aos arrozeiros e recolocando-os em nova zona de plantio? E a situação dos criadores de gado no nosso Centro-Oeste e dos plantadores de soja e milho, que estão abandonados pelo governo? No caso dos criadores, os frigoríficos simplesmente faliram. E os agricultores sofrem com a nova Lei Ambiental. É vergonhoso vermos o ministro do Meio Ambiente esbravejando como se fosse o dono da verdade. Será que o ministro sabe o que é trabalhar a terra de sol a sol e ver muitas vezes a própria natureza acabar com a lavoura, e o agricultor não ter nenhum apoio/socorro do governo neste momento de crise? Cadê o nosso ministro da Agricultura para defender os agricultores? Por que a Justiça não é tão severa assim com o MST, muito pelo contrário?EDUARDO K. YASUDAekyasuda@gmail.comSão Paulo''Para as doenças do Congresso existeum remédio infalível: o voto"Agripino Alberto Domingues centraltalentos@bol.com.brSão PauloO sr. Adolfo Esbeli e sua esposa, dona Zilda, serão expulsos do seu lar, após 82 anos no norte do Estado de Roraima, por decisão judicial. Este é um problema delicado da Justiça: decisões sem conhecimento da realidade constituem uma forma de violência...CARLOS JOSÉ BENATTIcjbenatti@globo.comSão PauloMais cotas?Aonde vai parar essa história de reserva de cotas em universidades e instituições de ensino médio? Não bastasse a discutível cota para negros, agora a Câmara aprova uma para portadores de deficiência, com aval da Comissão de Constituição de Justiça e do Ministério da Educação? Na faculdade que cursei - instituição pública bem cotada - havia na minha turma tanto negros como portadores de deficiência física e todos entraram por mérito próprio, sem nenhum tipo de favorecimento, e tornaram-se ótimos profissionais. Daqui a pouco as pessoas que não se enquadrem em nenhuma cota minoritária não terão direito a escola nem universidade pública. E, então, faremos o quê? Criaremos uma cota especial para elas?LUCIANO HARARYlharary@hotmail.comSão Paulo?Estadão.edu?Parabéns pela iniciativa e pelo belo trabalho. Ficamos torcendo para que o Estado concentre mais seus esforços para ajudar a melhorar a educação pública. Só assim o Brasil vai crescer com justiça e qualidade.FÁBIO GALVÃOfabiogalvao@cgccomunicacao.com.brSão PauloFundação CasaCumprimento o Estado pelo editorial Casa nova para os menores (30/4, A3). O jornal traçou um histórico muito apropriado sobre a Febem (atual Fundação Casa) e produziu um diagnóstico preciso da relação do Estado com os menores infratores sob sua tutela.MARCOS ANTÔNIO MONTEIROsecretário adjunto de Gestão Pública do Estado de São Paulo e ex-presidente da Febem (janeiro a dezembro de 2004)mmonteiro@sp.gov.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

01 de maio de 2009 | 00h00

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