Cartas

ConveniênciasLula diz que a propaganda do PPS sobre a poupança foi "insana". Não gostou de o partido de Roberto Freire insinuar que a poupança pode ser confiscada, como no tempo de Collor. Mesmo que desta vez Lula tenha razão, não pode esquecer muitas das insanidades praticadas por seu PT contra adversários políticos. Por exemplo: a de que FHC iria privatizar a Petrobrás, lembram? E que podemos dizer sobre o sequestro dos atletas cubanos pelo governo petista, para devolvê-los a Fidel? Ou de um criminoso italiano condenado em seu país, o Battisti, que Lula se nega a deportar, criando até um contencioso diplomático prejudicial ao Brasil? Dossiês, corrupção, promessas jamais cumpridas não são ações insanas também, presidente?! Lula deveria pedir desculpas à Nação antes de julgar os seus concorrentes. Hoje até aliado do Collor ele é...PAULO PANOSSIANpaulopanossian@hotmail.comSantosExcesso de fiscalização?Ante a crítica do presidente às supostas regras de fiscalização do uso de dinheiro público, pasmo, pergunto: a que país ele se referiu? Por aqui, se existisse menos fiscalização do que a precaríssima que aí está, não haveria mais recursos públicos, melhor, até os próprios cofres públicos já teriam sido levados, tais a volúpia e o ritmo de assalto praticado por tantos, em especial pela classe política, seus "sagrados" familiares, amigos, correligionários, etc. Não bastam os milhões mensais sumidos? Sem falar dos ainda não descobertos... E, na hipótese de se revisarem as fiscalizações, não seria prudente incluir uma para quem lança asneiras ao ar?RONALDO PARISIrparisi@uol.com.brSão PauloJustiça para todos!Notícias recentes: o governo federal desloca 500 homens da Polícia Federal e da Guarda Nacional a fim de garantir a saída dos arrozeiros de Roraima da reserva indígena Raposa-Serra do Sol, para respaldar decisão do STF. Os arrozeiros estavam lá estabelecidos havia vários anos, com investimentos em equipamentos, infraestrutura e muito trabalho. Ao Pará chegam 20 homens da Guarda Nacional para garantir a ordem entre integrantes do MST e proprietários rurais. Essa grande força se alojou na capital, Belém, onde não há nenhum conflito. Já existem mais de cem mandados de reintegração de posse de fazendas invadidas ainda não cumpridos no Pará, alguns há vários meses. E ninguém toma providências para responsabilizar o governo daquele Estado, petista, por desobediência a decisões judiciais. Realmente, o Brasil passa por um processo degenerativo de suas instituições nunca antes visto. Até quando e quanto mais vamos ver essas distorções sem reação?PEDRO SÉRGIO V. MARTINEZpsmartinez@bbro.com.brSão VicenteCotasNão bastassem as cotas raciais - que nada mais são do que uma tremenda discriminação racial -, agora vamos ter de conviver também com cotas para deficientes físicos nas universidades. O próprio governo demonstra que não sabe lidar com as diferenças. O ambiente acadêmico, em algum tempo, terá mais alunos brindados por sua cor ou deficiência física do que por mérito ou competência. De novo se criam categorias diferentes de cidadãos. Como sempre, o governo age qual avestruz, não ataca o problema da desigualdade escolar de frente, com mais e melhores escolas para todos os cidadãos, aparelhando os professores com salários dignos e material técnico condizente.MARCO ANTONIO MOURA DE CASTROmike.castro@uol.com.brSão PauloO vestibular não deixa de ser uma competição, vencem os melhores. A garantia de cotas raciais é uma aberração. É o mesmo que garantir a determinados atletas, via cotas, as melhores posições no pódio. Assim, por exemplo, na São Silvestre, considerando a supremacia dos corredores do Quênia, aos outros competidores caberiam cotas para lhes garantir boa colocação...ROBERTO TWIASCHORrtwiaschor@uol.com.brSão PauloDesrespeitoO governo não respeita mesmo o cidadão. Aumento de 25% no preço do cigarro, para aumentar arrecadação, é inadmissível, especialmente em tempos difíceis. Na outra ponta, José Serra quer dar uma de bonzinho, de protetor dos não-fumantes, com uma absurda lei antifumo. Enquanto isso, meu genro precisou de atendimento no Hospital São Paulo e lhe disseram que demoraria quatro horas. Foi para casa. Essa turma está é brincando. Gente séria em 2010: Joaquim Barbosa para presidente.BOB SHARPbobsharp@uol.com.brSão PauloPrecatóriosAlega o prefeito Gilberto Kassab que o objetivo da PEC 12 é possibilitar o planejamento do pagamento de precatórios e sujeitar governantes às rígidas punições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e ao sequestro de valores. Todo ano o orçamento da Prefeitura de São Paulo prevê pagamento de precatórios, mas sistematicamente, nos últimos anos, eles não são pagos, os recursos têm sido desviados para outras finalidades e nada acontece com os prefeitos. A LRF já existe, não há necessidade de emenda constitucional para efetivá-la. Alega, ainda, o prefeito Kassab que a nova regra aprovada pelo Senado, nessa PEC 12, prevê correção e juros dos precatórios não pagos pela poupança. Não é justo corrigir os débitos do governo com o particular pela poupança, enquanto os débitos do particular com o governo são corrigidos por taxas e juros muito maiores, além de multas e outras severíssimas penalidades. Essa PEC 12 estipula que serão pagos primeiro os precatórios de menor valor e depois os outros. E a ordem cronológica como fica? Quem espera há décadas vai continuar esperando e, provavelmente, morrer sem nada receber. Não é justo. Participar de leilão eletrônico para receber irrisória fração daquilo a que se tem direito, atestado pela Justiça? Se eu fosse investidor estrangeiro, pensaria umas dez vezes antes de aplicar recursos em empreendimentos num país onde a Justiça é tão desprezada e a segurança jurídica será nula se vingar essa tal PEC. Sinceramente, prefeito Kassab, não vejo nessa PEC 12 nem bom senso nem responsabilidade. E muito menos justiça.PAULO T. SAYÃO, engenheiro civilCotiaAs decisões da Justiça sobre o pagamento dos precatórios alimentares têm merecido do Executivo (federal, estadual e municipal) o mesmo desrespeito que as deliberações do Conselho de Segurança da ONU, ou seja: não passam de letra morta!MARIA LUIZA TERRA CELIDONIOmaltece@uol.com.brAtibaiaNova LuzCabe esclarecer à leitora sra. Suely Mandelbaum (28/4) que o projeto de lei de concessões urbanísticas não inclui desapropriações na Rua Santa Ifigênia. Tampouco na proposta apresentada na reportagem a que se refere a leitora (projeto Jayme Lerner) foram previstas desapropriações nessa rua. Portanto, não há ameaça ao comércio ali instalado, que tem de ser preservado, pois é uma ancoragem importante à região. Remover os comerciantes locais seria até uma ação contrária à cidade e ao próprio mercado imobiliário. No que se refere aos valores dos imóveis que serão efetivamente desapropriados, a reportagem apresenta apenas estimativas, haja vista que quem definirá, de fato, os valores finais é a Justiça. GRAZIELE DO VAL, assessora de Imprensa da Associação Imobiliária Brasileira graziele.val@communicacao.com.brSão PauloRetificaçãoParabéns ao Estado e ao repórter José Maria Mayrink pela matéria Eméritos querem voz no episcopado (26/4). Foi ótima, gostei muito. Só uma pequena retificação: onde se diz que dom Paulo Evaristo tem 77 anos, na verdade, tenho 87 anos completos. Grande abraço!CARDEAL DOM PAULO EVARISTO ARNSdompaulo@terra.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

02 de maio de 2009 | 00h00

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