Cartas

Lula e os 300 picaretasO que se pode pensar do presidente Lula quando defende a Câmara dos Deputados, dizendo que não há por que se surpreender com a polêmica das passagens? Até parece que, para o presidente, roubar é uma coisa comum, um novo conceito na administração pública. E vem com uma justificativa como se não fosse ele também responsável por coibir a corrupção no País. Segundo Lula, "isso é utilizado desde que o Congresso é Congresso". E mais: "É preciso parar com a mania de que somente no Brasil acontecem essas coisas." Ora, o sr. presidente precisa é combater, e não incentivar essa mazela. Quando deputado federal, Lula disse que na Câmara havia 300 picaretas. Hoje bem que poderia dizer: "Eu e os 300 picaretas..."FRANCISCO AURENY BRAZfranbraz55@estadao.com.brBarueriLula, que um dia defendeu sem constrangimento algum a "cumpanherada" enterrada até o pescoço no mensalão, vem agora defender a farra das passagens aéreas. Considerando que também defendeu com unhas e dentes o uso indiscriminado dos cartões corporativos, chega-se à conclusão de que o homem é chegado mesmo a uma boa farra.GERALDO ALAÉCIO GALOggalo10@terra.com.brGuarulhosÉtica públicaPaís em que a lei é ambígua, prolixa e inconclusa, desde a Constituição federal, as decisões só podem caminhar para o arbítrio no interesse próprio dos poderosos e políticos antiéticos.FRANCISCO JOSÉ SIDOTIfransidoti@terra.com.brSão PauloPovo nas ruasMilhares de trabalhadores saíram às ruas de São Paulo em 1.º de maio para comemorar o Dia do Trabalho, em festa promovida pela Força Sindical. Falta promover mobilização idêntica para protestar contra os escândalos que assolam Brasília nos três setores da República.SÉRGIO LUIZ CORRÊAseluco@uol.com.brSantos?Cretinice ideológica?Sempre que o senhor que está presidente tenta justificar o quadro caótico em que se encontram a saúde, a segurança e a educação no Brasil, ele se manifesta de forma veemente contra tudo e contra todos, menos sobre sua incompetência e de seus comandados. Ao afirmar que a votação que pôs fim à CPMF foi "a maior cretinice ideológica" e que a derrota se deveu à "hipocrisia dos parlamentares", ele se esquece de que foi radicalmente contra a CPMF quando eterno candidato e integrante da oposição mais absurda da História do País. Lembrando mais algumas pérolas proferidas por esse senhor, temos declarações contra a taxa de juros, os impostos escorchantes, as alíquotas do Imposto de Renda na fonte, que na Câmara havia 300 vigaristas, Sarney era o grande ladrão do País, entre outras. Agora, na Presidência, o que fez e continua fazendo? Privilegia banqueiros, aumenta a carga tributária, tece alianças com os tais picaretas da Câmara, com Sarney e outros caciques que já deviam ter sido defenestrados da política - ah, e o mensalão, sobre o qual nada sabia... Quando a coisa não vai bem, também culpa a herança maldita dos governos anteriores. Que pena. Pobre Brasil.CLAUDIO D. SPILLAClaudio.Spilla@CSpilla.orgSão Caetano do SulChupando o dedoO presidente do Brasil vai socorrer o sr. Lugo, presidente paraguaio, abalado pela sucessão de escândalos de paternidade. Mais uma vez assistimos a nossos suados impostos sendo enviados para socorro de outros, e não do povo brasileiro. Enquanto isso, as cidades inundadas pelas chuvas continuam rezando para a Providência Divina e chupando o dedo.LUCIA HELENA FLAQUERlucia.flaquer@gmail.comSão PauloDinheiro em pencaSe o Brasil tem tanto dinheiro assim, a ponto de emprestar ao FMI e socorrer outros países (correndo risco de sofrer um calote, só para não perder a amizade), por que o sr. Lula não dá aumento aos aposentados?ELAINE NAVARRO PACHECO DO AMARALelainenavarro.pa@hotmail.comSão PauloFora da realidadeQuando a diplomacia brasileira vai parar de sonhar? Além das derrotas para a Bolívia, o Equador, a Argentina, o Paraguai (da Venezuela só recebe ordens), perdeu a cadeira na Corte Internacional de Haia, a eleição na OEA, a indicação na OIT. Agora pretende lançar o grande Celso Amorim candidato a diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Espero que isso ocorra no dia da chegada ao Brasil de Mahmoud Ahmadinejad. O Japão, a União Europeia e os EUA, sem falar de Israel, jamais aceitariam tal indicação, possível só na imaginação visionária do Palácio do Planalto e do próprio Itamaraty.HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHOhlffilho@hotmail.comSão PauloTriste visitaEstá prevista para dia 6 a visita oficial do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao nosso abençoado país. Somos uma nação democrática, pacífica, multirracial, laica, com total liberdade religiosa, inimiga da violência e do terrorismo internacional. Qual é, então, a finalidade dessa visita? Interesses políticos? Econômicos? O inimigo do meu amigo é meu inimigo, então, como receber, com as formalidades de praxe para um chefe de Estado, figura tão desprezível? Alguém que se notabiliza por incitar o ódio, o preconceito, a violência e a destruição merece honrarias? Como ficarão os membros do governo das diversas esferas, como o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o da Justiça, Tarso Genro, a assistente pessoal do presidente Lula, Clara Ant, o governador da Bahia, Jaques Wagner, o vice-governador de São Paulo, Alberto Goldman, para citar apenas alguns, que não poderão ser apresentados ao "ilustre" visitante? Quem de nós faria algo parecido em nossa casa? Receberíamos alguém e esconderíamos nossos familiares e amigos, pois sabidamente nosso convidado não confraternizaria com eles? Presidente Lula, peço que reflita a respeito e cancele essa visita. LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloPergunta que não quer calar: onde estão as organizações em favor dos direitos humanos, que ainda não organizaram nenhum protesto contra a visita do maior agressor das liberdades humanas? Não vamos às ruas protestar contra essa visita indesejada? Por que será?ADEMAR MONTEIRO DE MORAESammoraes57@hotmail.comSão Paulo De semelhançasNão pude conter o riso ao ler as afirmações do embaixador iraniano, Mohsen Shaterzadeh, a respeito das semelhanças entre Brasil e Irã. Absurdo o fato de o sr. Shaterzadeh invocar a expressão "justiça social" para uma nação que não respeita a mulher, caça judeus e cristãos, executa gays em praça pública e apenas apregoa o ódio contra o resto do mundo. Sr. Mohsen Shaterzadeh, cinismo e hipocrisia são sérios problemas do Brasil e, pelo visto, do Irã também. Poupe-me!SÉRGIO ECKERMANN PASSOSsepassos@yahoo.com.brSão Bernardo do CampoAyrton SennaNeste 1.º de maio se completaram 15 anos da morte do inesquecível Ayrton Senna, o maior piloto de Fórmula 1 do Brasil e um dos três maiores do mundo, de todos os tempos. Senna foi um verdadeiro ídolo, com incrível talento, carisma e deixou uma legião de admiradores e fãs em todo o planeta. Depois de sua partida prematura, no GP de Ímola, a Fórmula 1 nunca mais foi a mesma.RENATO KHAIRrenatokhair@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

02 de maio de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.