Cartas

Prevaleceu o bom sensoEnfim, após vários setores da sociedade brasileira se manifestarem contra a vinda de Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil, mesmo sem nenhuma atitude do nosso governo para cancelá-la, o bom senso prevaleceu e o não bem-vindo presidente do Irã cancelou a sua visita. Finalmente!BORIS BECKERborisbecker@uol.com.brSão PauloÉ tranquilizadora a notícia de que Ahmadinejad não virá ao Brasil, pois assim não precisaremos explicar ao mundo o porquê de nosso governo receber um indivíduo que carrega em sua história perseguição religiosa, afronta aos direitos humanos de mulheres, homossexuais e crianças e de todos os que não aprovam o seu regime, ditador teocrático com falta de respeito à liberdade de imprensa e à livre expressão, apoio a grupos terroristas, além de pregar a destruição do Estado de Israel e dos judeus, entre outras atrocidades. O governo do PT precisa tomar um rumo em relação ao que defende, pois o nosso país assinou várias convenções internacionais que não podem continuar a ser desrespeitadas, como se nada representassem.LEILA E. LEITÃOItanhaémO Brasil pode, sim, ser parceiro comercial do Irã. Na verdade, já somos parceiros desse país. Não é este, no entanto, o momento de expandir as relações comerciais com o regime dos aiatolás e do presidente Ahmadinejad. O Irã tem um programa nuclear muito suspeito e proíbe que a AIEA o inspecione. Além disso, seu presidente ameaça outro país de destruição - Israel - e recentemente fez a conferência mundial contra o racismo perder o efeito, ao levar dezenas de países a abandoná-la após suas declarações promovendo o ódio. O Brasil, neste momento, ao querer ampliar os laços comerciais com o Irã, faz com que as sanções impostas pela ONU não tenham o efeito desejado: pressionar aquele país a permitir inspeções em seu programa nuclear. Assim, o Irã se sentirá à vontade para continuar seu caminho rumo ao desenvolvimento de armas nucleares.ARTUR HOLENDERtuco18@gmail.comSão PauloO mais éticoEm passado recente, Lula afirmou que no Brasil não havia pessoa mais ética que ele. Agora, ao classificar como hipocrisia e desproporcional o tratamento dado pela imprensa ao escândalo das passagens aéreas envolvendo parlamentares, a pergunta é inevitável: será que a ética de que o presidente se diz ser possuidor é realmente a mesma observada no dia a dia pelo cidadão comum, sistematicamente indignado diante das sucessivas farras à custa do dinheiro público, sem que os responsáveis sejam rigorosamente punidos?ODILON OTÁVIO DOS SANTOSoos@uol.com.brMaríliaQuer dizer que na farra congressista das passagens aéreas surgiu um "cara" somando-se aos 300 picaretas? Obama precisa saber!ANTÔNIO WUOassinel@uol.com.brMogi das CruzesA confissão de Lula de que usou e abusou de sua cota de passagens, quando deputado, foi indecorosa, obscena, etc. Mas teve endereço certo: os votos dos 300... Ou já esquecemos deles?ROBERTO ARANHArcao@globo.comSão PauloNosso presidente - de todos, mas eleito por uma parcela à sua imagem e semelhança - finalmente reconheceu que fazia parte dos mais de 300 picaretas em sua medíocre fase de congressista. Vamos ver quanto tempo levará para admitir sua parcela de atuação nos escândalos dos mensaleiros, dos aloprados, etc. "Verdade ainda que tardia."EDISON RIBEIRO PEREIRAedisonribeiro@hotmail.comSão PauloSe o presidente Lula diz que é normal o repasse de passagens aéreas pelos parlamentares, pergunto-me o que é imoral nessa política torpe. Será que para eles tudo pode?PRISCILA SCATENApriscilascatena@terra.com.brSão PauloPrecatóriosPreciso o artigo Constitucionalizando o calote (4/5, A2), do presidente da Associação dos Advogados de São Paulo, Fabio Ferreira de Oliveira, a propósito da PEC n.º 12/2006. Sugiro que se remeta cópia a todos os congressistas, que parecem ignorar os efeitos da proposta, e aos ministros do STF, que são (ou deveriam ser) os guardiães da Carta Magna. A aludida emenda constitucional é, inegavelmente, um acinte ao regime democrático, porque anula por completo a soberania do Poder Judiciário, já que "precatório", como se sabe, é uma requisição judicial de pagamento em decorrência de decisão judicial da qual não mais cabe recurso. Ora, anular os efeitos de uma decisão judicial expedida em conformidade com o sistema jurídico então vigente e já transitada em julgado - é o que ocorrerá com a aprovação da referida PEC - equivale a proclamar a inutilidade do Poder Judiciário. As pessoas de bem esperam, portanto, que não se aprove essa excrescência. Aliás, o que precisa ser corrigido nessa área não é a Constituição federal, mas a permanente irresponsabilidade dos administradores públicos, que sempre inventam uma desculpa para deixar de cumprir as decisões judiciais. De resto, quanto mais se transige com a Carta Magna sobre essa questão, como vem ocorrendo a partir de 1988, mais se acham os administradores públicos no "direito" de burlá-la. Note-se que os precatórios, com vista à regularização dos respectivos pagamentos, foram parcelados, inicialmente, em oito e, depois, em dez anos. Ocorre, porém, que essas normas constitucionais jamais foram cumpridas. Mas agora, atingindo as raias do absurdo, pretende-se submeter os precatórios a "leilões" - o credor mais necessitado dará, por certo, maior desconto, o que representará uma nova injustiça - e instituir um prazo indefinido de pagamento, já que torna inócua a ordem cronológica... O tempora, o mores!NILTON MESSIAS DE ALMEIDAnmalmeida@aasp.org.brRibeirão PretoUm olhar parcialAcompanho atentamente a parcialidade com que vêm sendo tratadas as questões dos arrozeiros de Roraima e do MST. Tanta pressa em julgar os primeiros e nenhuma medida consistente para conter as invasões e os líderes de um movimento com preparo paramilitar. Afinal, o que é que há?SHEILA RAYNSFORDSheila@interair.com.brSantana de ParnaíbaTimãoSaudações ao esquadrão do parque do santo guerreiro!LUIZ CARLOS TIESSItiessilc@hotmail.comJacarezinho (PR)Sem ofuscar os devidos méritos, parabéns ao Corinthians, campeão invicto do Paulista 2009. Mas, lamentavelmente, diante das cenas em que jogadores do Corinthians tiraram a bola das mãos do árbitro, somadas à invasão do campo por cartolas e penetras, sinceramente fiquei sem saber se o sr. Sálvio Spínola terminou ou não a partida... O assédio ao Ronaldo está a cada dia ficando mais rançoso. Para completar, quase transformaram o capitão William em tocha humana, ao receber a taça das mãos de políticos. Aquela parafernália que solta serpentinas, confetes e fogos ao mesmo tempo tem de ser terminantemente proibida, para evitar eventuais futuras tragédias. Mas, como estamos no país do carnaval, do futebol e de outras palhaçadas, tudo se repetirá no próximo ano, sob os auspícios da Federação Paulista de Futebol.ROBERTO STAVALEbobstal@dglnet.com.brSão PauloVendo a "acalorada" festa do nosso Corinthians, lembrei-me das previsões de um ex-presidente do clube, que afirmava: "Quem sai na chuva é pra se queimar." Pois não é que a "chuva" quase queima a taça e os cartolas, no Pacaembu, neste domingo?DECIO DE ALMEIDAbdfpartners@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

05 de maio de 2009 | 00h00

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