Cartas

REDUÇÃO DE IMPOSTOSLouvável a atitude do governo de reduzir a carga tributária de vários setores da economia, visando, em tese, a diminuição do desemprego em razão da crise atual. Além dos setores já beneficiados, outros dez segmentos buscam essa concessão (2/5, B1). Porém o setor de serviços, que sabidamente é o maior gerador de empregos do País (notadamente as pequenas e microempresas) e que sofre a maior carga de encargos e tributos incidentes sobre a sua folha de pagamentos, ainda não recebeu a atenção dos nossos governantes. Em janeiro foi dada uma prorrogação para o recolhimento do imposto Simples. Mas em fevereiro houve a cobrança dos meses de janeiro e de fevereiro (soma dos dois meses). A esmagadora maioria das empresas (microempresas e empresas de pequeno porte) mal conseguiu honrar os seus compromissos de dezembro, principalmente o 13.º salário. Acredito que a inadimplência relativa a esse encargo (o Simples) tenha sido enorme. Não seria o caso de o governo proporcionar um alento a essas empresas? Como sugestão, poderia parcelar os débitos existentes inerentes a esse encargo, diluindos-os ao longo dos meses complementares ao exercício fiscal. Creio que outras soluções poderão ser encontradas, para que também esse setor da economia possa receber um alívio em seus fluxos de caixa.Paulo Roberto Willig willigpaulo@ig.com.brSão PauloVIRADA ÉTICAÉ urgentíssima uma virada ética nos três Poderes, que inclua o fim de eles mesmos decidirem seus salários e infinitos penduricalhos, cada vez maiores. 1) O "cara" disse que acha normal a farra das passagens e que também farreou quando congressista: com ele eram 300 ou 301 picaretas? 2) Há desvios nos Judiciários estaduais e tratamento VIP para familiares de ministro do STF. Para que servem os caríssimos Tribunais de Contas, que nunca acham os desvios? 3) Nos Legislativos federal, estaduais e municipais as farras continuam com o dinheiro alheio e a cada dia se descobre uma nova "criatura". Pena não terem a mesma criatividade em benefício do cidadão pagador de suas mordomias. Como patrões, deveríamos ter o direito de demiti-los por justa causa, sem direito a indenização ou aposentadoria. E cadeia se não devolverem o desviado.Mário Alves Dente dente28@gmail.comSão PauloO presidente Lula justificou o uso indevido das passagens aéreas pelos parlamentares. Declarou também que durante seu mandato de deputado federal vários sindicalistas viajaram para Brasília com a sua verba de passagens. Salvo engano, Lula foi eleito deputado em 1986, ou seja, essa farra com dinheiro público existe há pelo menos 23 anos. Nesse período todo, imaginem a conta gigantesca que todos estamos pagando, com quase nenhum retorno.Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.comSão PauloFARSA DA MORALIZAÇÃONos meus 92 anos, já vi muita coisa, mas a farsa que o Congresso está oferecendo a seus eleitores passa dos limites. Quando será que teremos um novo sistema eleitoral que nos permita saber em quem votamos?Julia Macdonell macdonellj@terra.com.brJoanópolisPASSAGENS NO SENADOAo contrário do que diz o editorial A farsa da moralização (3/5, A3), o Senado aprovou em plenário, em 22/4, o novo disciplinamento para uso de passagens aéreas pelos senadores. A resolução foi originada de ato da Comissão Diretora do Senado, da mesma data, lido e aprovado em plenário como Projeto de Resolução 18/2009.Francisco Mendonça Filho chicom@senado.gov.brsecretário de Imprensa da presidência do SenadoBrasíliaEDUCAÇÃOUm alento a notícia de que a partir de 2010 professores temporários contratados pelo governo de São Paulo finalmente farão uma provinha anual. A solução encontrada para o professor que não for aprovado também é importante. Quem sabe o exemplo paulista seja seguido por outros Estados e os nossos jovens terminem o ensino médio sabendo ler, escrever e um pouco de Aritmética, sem precisar fazer contas nos dedos.Cleide Silva cleidesilva007@estadao.com.brSão PauloParabéns pelo excepcional editorial O retrato de sempre (2/5, A3). O editorialista, ao comentar os resultados do Enem, retratou com precisão a situação da educação brasileira e o papel que a escola pública deve ter para a superação do "círculo perverso da pobreza e da ignorância". Impecável!Mauro de Salles Aguiar mauro@colband.com.brdiretor presidente do Colégio Bandeirantes São Paulo''Farra aérea: Lulla, o rei do baixo clero"José Simioni josesimioni@hotmail.comCuiabáVALETS AUTÔNOMOSQual a responsabilidade legal dos "guardadores de carros", uma vez serem "contratados" para exercer sua atividade? Cláusula única desse contrato verbal: ou o motorista dá uma grana ou o estilete do flanelinha acaba com a pintura do carro. Todas as autoridades sabem que é um achaque, mas exigem reclamação formal para poderem tomar medidas legais. Euclydes Rocco Jr. integraarq@uol.com.brSão PauloDONOS DA RUAOs flanelinhas revogaram até a lei da oferta e da procura, pois o achaque liquida a procura. Será que os que, "na confiança", ficam com inúmeras chaves têm carteira de habilitação? Quanto à PUC, qualquer um que seja encaminhado ao 23.º DP, logo um bando de estudantes de Direito o socorre, valendo-se do argumento do "trabalho". Pobre País, onde tudo pode, a não ser ter esperança.Guto Pacheco daniguto@uol.com.brSão PauloSEM-TERRAPará tem ?exército? de 15 mil sem-terra (3/5, A10). E assiste a amplo recrutamento. Isso é movimento social ou grupo paramilitar? O recrutamento coincide com o aumento da violência. E o governo não faz nada? Enquanto nada se faz, um líder da Comissão Pastoral da Terra (CPT) diz que "ocupar é um direito deles". E o dono das terras não tem direito a nada?Adherbal Ramon Gonzalez gonzalezadherbal@ig.com.brSanta Cruz das PalmeirasVISITAS ILUSTRESJá que a agenda do presidente ficou aberta com a ausência do iraniano, por que Lula não convida os ditadores de Mianmar e da Coreia do Norte?James F. Sunderland Cook sunderland2008@gmail.comSão PauloVENEZUELA NO MERCOSULO editorial Mercosul bolivariano (5/5, A3) reflete claramente uma desnecessária ideologização e dramatização de tema de grande importância para a política externa brasileira. É fundamental que se tenha coerência na análise do processo de integração, o que não tem ocorrido, alternando editoriais que criticam o Mercosul com outros, como o citado, que procuram "defendê-lo". O que nunca é abordado é o fato de a Venezuela representar o 3.º PIB da América do Sul, o 7.º destino das exportações brasileiras e o maior gerador de superávit comercial brasileiro, em 2008. É esquecido, ainda, o risco de o acervo histórico de preferências comerciais para empresas brasileiras, que possibilita esta próspera relação comercial, deixar de existir em janeiro de 2011, por eventual e desastrosa rejeição do Protocolo de Adesão.José Francisco F. Marcondes Netopresidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-BrasilSão PauloN. da R. - Nada é mais ideologizado que o discurso bolivariano, inventado pelo presidente Hugo Chávez, e não por este jornal. O comércio Brasil-Venezuela desenvolveu-se até agora sem a participação venezuelana no Mercosul. Por que deveria diminuir, se o Protocolo de Adesão for agora rejeitado pelo Congresso brasileiro?

, O Estadao de S.Paulo

06 de maio de 2009 | 00h00

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