Cartas

Visita indigestaMais um embuste, próprio de governos populistas, a visita indigesta de Fernando Lugo, presidente do Paraguai, a Brasília a fim de negociar o inegociável, uma vez que o Tratado de Itaipu, assinado em 26 de abril de 1973, deixa claro o compromisso do Brasil, que vem sendo cumprido. Talvez por ter o Brasil um presidente entreguista (conforme diz Saulo Ramos em seu livro Código da Vida), Lula dá de mão beijada partes do patrimônio do País aos vizinhos. Lugo é a cobra pronta para dar o bote, pois sabe que não sairá de mãos vazias. Por outro lado, deve aproveitar a visita para aprender como distribuir Bolsa-Família e fazer seu povo dependente do benefício, garantindo dessa forma a permanência no cargo e pensão para todos os filhos que ainda poderão aparecer.IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloDe fato, não há o que negociar (6/5, A3). Se o Paraguai acha que é "ilegítima" a dívida que assumiu na década de 1970 para a construção da Hidrelétrica de Itaipu, o Brasil pode achar, em contrapartida, que também é ilegítimo o tratado de paz assinado em 9 de janeiro de 1872, que confirmou as atuais fronteiras, sem falar na dívida, intencionalmente subdimensionada na época, perdoada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas.SERGIO S. DE OLIVEIRAssoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)A viagem canceladaEm terras de mentirosos, uma mentira a mais ou a menos não faz diferença para nenhum lado.ARIOVALDO BATISTAarioba06@hotmail.comSão Bernardo do CampoLíbiaParece-me curiosa a surpresa em relação ao amigo que não mais virá. Ninguém mais se lembra de qual foi o primeiro país que nosso presidente visitou após assumir o cargo? Incrível semelhança.MICHEL PAPESCUmichel@pepper.com.brSão PauloMercosul x VenezuelaEquivocada a colocação do presidente da Federação de Câmaras de Comércio e Indústria Venezuela-Brasil, no Fórum de ontem, ao reclamar que editorial do Estadão ideologizou o tema, de "grande importância para a política externa brasileira", quando criticou a entrada da Venezuela no Mercosul, o que tanto almeja Hugo Chávez. Mais correto seria ele ter dito que o tema é de relevância máxima para os interesses da Venezuela, e que também seria bom para o Brasil, não fossem os riscos de Chávez acordar uma manhã de veneta e pôr a perder negociações importantes para todo o bloco. Além do que a menina dos olhos de Chávez é a Alba, e ele não esconde isso.MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloTerceiro mandatoDiante do susto causado pela doença da ministra Dilma, que poderá obrigar a pré-candidata do PT à sucessão presidencial a desistir da disputa, governistas voltam a falar em terceiro mandato para o presidente Lulla, tal como fizeram ainda agora alguns dirigentes do PTB. Na realidade, vez por outra, quando percebem que após oito anos de governo o PT não conseguiu formar uma única liderança capaz de substituir Lulla, os governistas insistem na mesma ladainha, aventando a hipótese de um plebiscito para que seja alterada a Constituição a fim de permitir que o atual presidente dispute novo mandato. Engraçado, essa gente adora falar em plebiscito para discutir o terceiro mandato, mas foge como o diabo da cruz de qualquer tentativa de discutir a possibilidade de uma consulta popular sobre, por exemplo, a extinção do Senado, o corte de 50% do número de deputados federais, estaduais e vereadores, a redução de salários e mordomias dos parlamentares, etc.JÚLIO FERREIRAjulioferreira.net@gmail.comRecifeO poder é, realmente, afrodisíaco. Estamos ferrados.SÉRGIO BARBOSAsergiobarbosa@megasinal.com.brBatataisGoverno e investimentoMuito interessante a entrevista do competente Júlio Sergio Gomes de Almeida (6/5, B4), na qual, sem rodeios, avalia que o governo deu muito incentivo para bens de consumo duráveis, mas se esqueceu do investimento, o que certamente redundará em problemas futuros. O que ocorre, prezado economista, é que quem compra bens de capital não é o eleitor que adquire bens de consumo e que, já em 2010, vai eleger o(a) próximo(a) presidente.CARLOS AUGUSTO PEREIRA LIMAsantaremaa@directnet.com.brMococaPoupançaConcordo com o que o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) escreveu no artigo Poupança, cinismo & insanidade (6/5, B2): o governo socialista de Lula, mexendo na poupança do trabalhador, é mais que uma ironia, é sinal de que o governo do PT há muito deixou de estar voltado para o bem comum do povo e trabalha apenas para os interesses de uns poucos grupos. Como eleitor do presidente Lula em 2002, sinto-me traído e esquecido. Afinal, votei nele e hoje vejo seu governo fazendo coisas que eu jamais imaginaria.EDISON MINAMIedison.minami@hotmail.comSão PauloO artigo do deputado Raul Jungmann, rico em adjetivação, não se prende muito a um detalhe: a incidência do Imposto de Renda, mencionada en passant, como se mero detalhe fosse. Ora, mesmo considerando a alíquota mínima, que pressupõe a permanência da aplicação por dois anos em carteira, a mordida de "apenas" 15% invalida a argumentação de S. Exa. para uma Selic de um dígito, considerando uma taxa de administração nula. Com todo o respeito, fazer contas não é um pecado.ALEXANDRU SOLOMONasolo@alexandru.com.brSão PauloHaja farra neste país!Agora o governo vai mexer na poupança. Sejam ao menos espertos, senhores do governo. Se acabarem com o pouco que os trabalhadores, pequenos poupadores, podem ganhar, como eles vão pagar as passagens aéreas e outras farras de Brasília? Banqueiro não paga farra de ninguém. Banqueiro ganha.ROBERTO CURSINO BENITEZrobertobenitez@adv.oabsp.org.brSão José dos CamposOs bancos devem estar muito preocupados mesmo com a queda nos lucros. Imaginem, o Itaú só lucrou R$ 2 bilhões no trimestre e o Bradesco, apenas R$ 1,7 bilhão no mesmo período! Em contrapartida, a indústria e o comércio, que geram o maior número de empregos no País, andam a passo de tartaruga, quase parando. O que diria Lula se pudéssemos vê-lo hoje na oposição ou atuando num sindicato qualquer? Ia fazer um barulho danado, né não?ANGELO TONELLIangelotonelli@yahoo.com.brSão PauloPapelão...Que papel feio fez o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que pagou várias passagens aéreas, até para fora do País, para a namorada com dinheiro do contribuinte. E não adianta dizer que vai devolver o dinheiro ao Senado, isso não apaga sua atitude imoral, é o mesmo que uma pessoa roubar um carro e, apanhada pela polícia, achar que basta devolvê-lo e está tudo bem. Só faremos do Brasil um país justo quando todos os delitos forem punidos, sejam de um simples morador de rua ou de um senador da República.ELIANA ODAlinaoda@bol.com.brSão Paulo Lei de ImprensaParabéns ao Estado pelo editorial O STF e a Lei de Imprensa (5/5, A3). Não se pode permitir nenhuma forma de barrar a liberdade de imprensa num país onde a democracia não é ampla. O jornal faz o seu papel diariamente com imparcialidade e todas as publicações merecem respeito pelo mérito.DIOGO MOLINA GÓISdiogomolina@folha.com.brItajubá

, O Estadao de S.Paulo

07 de maio de 2009 | 00h00

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