Cartas

VAMOS VOTAR, SIMFala-se novamente no fim do voto obrigatório. Confesso que não tenho vontade de sair de casa para votar. Mas pensemos no seguinte: muitos pais ou mães que não mandam seus filhos para a escola porque ela fica a 2 km de distância, e o governo não fornece transporte escolar, são os mesmos que andam 10, 12 km debaixo de sol de 40 graus ou com água até a cintura para votar, pois não querem perder a ''boquinha'' que está muito boa, aliás, ótima, segundo muitas pesquisas publicadas. Votemos, sim. Ainda que nos reste votar por exclusão, é melhor do que não votar e contribuir para a manutenção do status quo.Marcia Marize de Meirelles marcia.marize@terra.com.brSão PauloBOAS NOTÍCIASFoi muito bom ler os editoriais Contas abertas e Escola para professores (8/5, A3). O primeiro relatando projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados que garantirá a todo cidadão acesso, em tempo real, às informações sobre o uso do dinheiro público, nos três Poderes e nos três níveis do Executivo. É uma grande transparência e me faz lembrar as palavras do primeiro-ministro da Finlândia quando, em visita ao Brasil, respondeu à pergunta de um repórter dizendo que o segredo de seu país ser o de menor nível de corrupção do mundo é a completa transparência dos gastos públicos. O segundo editorial é notícia igualmente alvissareira, pois relata que o governador José Serra vai submeter os professores que forem contratados em concurso público para o Estado de São Paulo a curso de qualificação e treinamento pedagógico. Isso significa uma grande preocupação do Executivo estadual com a melhoria da qualidade do ensino público. Finalmente! São notícias tão boas para o futuro do País quanto as descobertas do pré-sal, a meu ver.Sergio Lopes blackfeet@uol.com.brSão PauloNo editorial Escola para professores nada foi escrito sobre a valorização salarial dos professores. Eles e todo o funcionalismo público vêm amargando a falta de reposição de perdas salariais - repito: reposição, não falo em reajuste. Nota-se que os funcionários pleiteiam reposições e a administração ignora. Que tal uma Escola de Administradores Públicos?Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.comSão PauloESCOLA PARA PROFESSORESÉ de aplaudir toda e qualquer iniciativa tendente a aprimorar o ensino nas escolas, mormente o fundamental, que atende a um universo expressivo da população e pode alavancar melhorias coletivas se bem aplicado e bem conduzido. O método empregado para este aprimoramento não deve ser o da simples exigência ou da pressão. A escola de formação deve ser sensível a seu contexto, pois ensinar professores é tarefa que mais se ajusta a debates em seminário do que às aulas expositivas. A discussão entre mestres afina o conhecimento e sinaliza as melhores técnicas na obtenção da perfeita transmissão de conteúdos. Acredito que a didática seja ínsita ao indivíduo, mas pode ser instigada. Ademais, o debate pode aprimorar os próprios conteúdos, melhorando apostilas e livros e dando aos professores a sequência mais harmônica e ajustada ao aprendizado. Esta experiência vem sendo aplicada nos cursos de pós-graduação da Escola Paulista da Magistratura.Venicio Salles veniciosalles@uol.com.brmagistrado estadualSão Paulo?ESTADÃO.EDU?Projetar o futuro com base na formação de um conhecimento crítico-reflexivo é uma iniciativa para quem acredita, de fato, na importância da educação para a vida de todo cidadão! Com esse princípio nasce o projeto Estadão.edu. Parabéns!Milú Villelamembro fundador e coordenadora da Comissão de Articulação do movimento Todos pela EducaçãoSão PauloA GAIOLA DE OUROO deputado Sérgio Moraes é, dentre a turba lá no Congresso, o mais autêntico deles. O que ele disse é o que realmente pensa a maioria dos nossos congressistas. Só que não têm coragem de dizer.Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.brMonte Santo de Minas - MGO Conselho de Ética é de fazer rir... E chorar também!Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.comJacarezinho - PRLEI ANTIFUMOParabéns ao governador José Serra. Com a assinatura da Lei Anti-fumo, ele pode contar com o meu voto em qualquer eleição. E que todos os não-fumantes beneficiados o apoiem.Celso Ribas G. De CarvalhoSão PauloAcho que mais de 88% da população adulta aprova a Lei Antifumo sancionada pelo governador José Serra. Não fui ouvida e, confesso, sou intolerante com fumantes em ambientes fechados.Ana F. Campos ana-fcampos@hotmail.comSão PauloEu sou fumante, mas nunca gostei de gente que fuma em locais fechados nem de cinzeiros cheios de restos de cigarro. O cheiro é nauseabundo, horrível. Ainda não sei se a minha vida vai mudar com a proibição. Mas, na minha avaliação, a lei é sensata, porque o problema é de saúde pública. Diva M. Junqueira diva-junqueira@bol.com.brLins''Parlamentar que se lixa para o povo deve ser ?linchado? pelo voto" Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.brSão PauloPRIORIDADESSou favorável à Lei Anti-fumo. Mas, sinceramente, o foco é grande demais. Gostaria de ver do governador José Serra o mesmo foco e a mesma obstinação para erradicar o tráfico na Cracolândia, pois entra e sai governo e aquela situação deprimente não termina. No meu entender, isso seria mais prioritário do que o próprio combate aos fumantes.Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.comSão PauloSÓ PÃO E ÁGUADepois de proibir o cigarro nos bares, o governo já estuda, em nome da lei seca e da saúde, a possibilidade de vetar dos cardápios o chope, a caipirinha e a porção de linguiça...Sidnei Glibas labreaitaim@uol.com.brSão PauloBar sem cigarro é o mesmo que romeu-e-julieta sem goiabada!Sergio Augusto Carneiro Bere gutobere@gmail.comSão PauloGRIPE A NO MÉXICOA respeito do artigo Suíno sadio (6/5, A2), respondo, com surpresa, ao escrito no último parágrafo. Pois, dada a excelente relação que existe entre nossos países, considero que o sr. Xico Graziano, além de publicar no Estado os seus conselhos dirigidos ao México e à OMS, deveria enviá-los também, na sua qualidade de secretário do Estado, às autoridades correspondentes no México. Muito lhe agradeceria que o fizesse e assinalasse igualmente a localização precisa dos lugares a que se refere. Aproveito para agradecer ao povo e ao governo de São Paulo a solidariedade e o carinho que têm manifestado, nestes difíceis momentos, ao povo mexicano.Salvador Arriola ggallegos@sre.gob.mxcônsul-geral do MéxicoSão PauloXico Graziano responde: As informações, amplamente disseminadas, sobre a epidemia da gripe A indicam que condições insalubres de vida para os humanos, incluindo deficiências na oferta de água e de saponáceos, favoreceram a transmissão do vírus e, certamente, a baixa resistência orgânica das pessoas permitiu que sua saúde fosse mais severamente afetada pela doença. Jamais imaginei criar um problema diplomático com o México em razão da minha singela colocação.

, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

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