Cartas

Sem medo de ser feliz?Mal nos livramos da odiosa CPMF e já ameaçam os nossos depauperados bolsos com mudanças nas regras de remuneração da Caderneta de Poupança, reduzindo os ganhos e tributando valores depositados acima de uma faixa ainda a ser definida. Ou seja, além de render menos, o saldo dos depósitos passará a encolher por conta da mordida do leão. E um dia nos disseram que não deveríamos ter medo de ser felizes. Só rindo mesmo, para não chorar de raiva.WILSON ROBERTO MOREIRAwilsonrmoreira@globo.comSão PauloPoupança derretidaSegundo declarações de nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega, a poupança continuará a ser o investimento mais garantido. Para começar, ele poderia repor aos investidores os 40% que perderam com a desvalorização do dólar no últimos meses....ROBERT PLASrplas@uol.com.brCotiaQuero pegar um gancho no comentário do leitor sr. Gustavo Guimarães da Veiga, de 7/5:por que, em vez de reduzir os rendimentos das Cadernetas de Poupança do povão, o governo não reduz o Imposto de Renda que recai sobre os investimentos especulativos das elites?PAULO BUSKOpaulobusko@terra.com.brSão PauloLista fechadaMais uma safadeza nos preparam nossos estimados políticos, aqueles mesmos que acintosamente nos espezinham diariamente com falcatruas e escândalos, sempre encobertos por novos escândalos e falcatruas, e assim sucessivamente. Esta agora da lista fechada é demais. Se já não estão nem aí para a opinião pública, como descaradamente disse o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), o relator do processo contra o deputado do castelo, Edmar Moreira, como será no futuro, com a aprovação dessa proposta? Se agora estão "se lixando" para o eleitor, depois, então, não dá nem para pensar.ANTONIO CARLOS PEREIRAacpereira1939@com4.com.brBatataisO voto em lista fechada é a última safadeza proposta pelo Legislativo. Quando estamos todos indignados com a farra das passagens, com os planos de saúde vitalícios, com os intermináveis engodos que temos de suportar desse surreal Congresso brasileiro, somos surpreendidos com a proposta indecorosa do voto em lista! Se votando diretamente no candidato conseguimos eleger um Congresso Nacional que nos assalta diariamente, o que será eleito quando votarmos numa lista fechada preparada por eles? Há que louvar a criatividade desses congressistas!VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloVoto distrital e opcionalVotar no partido, com a credibilidade dos que estão aí, é pura enganação, típica dos políticos cara de pau atuais. Veja-se o comportamento voraz por Ministérios e cargos - vide Infraero - onde haja muito $$$$ para ser torrado/desviado. Alguém acredita que, no indecente sistema por eles desejado, os partidos passarão a trabalhar a favor dos cidadãos, administrando honestamente? Haja lixa para a opinião pública... Exigimos voto distrital!MÁRIO ALVES DENTEdente28@gmail.comSão PauloQue tal tornar opcional o voto para todos os Legislativos? E que tal impor um índice mínimo de votos para ser eleito? Digamos que o vereador precise de pelo menos 1% dos votos de sua cidade; o deputado estadual, federal e senador, também 1% dos votos válidos de seu Estado. O risco é termos Casas vazias, só com funcionários inúteis, na próxima legislatura. E isso é ruim? Economicamente, certamente não.ANDRÉ C. FROHNKNECHTanchar.fro@hotmail.comSão PauloPobres aposentadosÉ com indignação que vejo o Congresso Nacional envolvido numa batalha para aumentar o número de vereadores e deixar de lado o reajuste dos pensionistas e aposentados que trabalharam e contribuíram por mais de 30 anos. Uma vergonha!JOSÉ CARLOS COSTApolicaio@gmail.comSão PauloVírus políticoQuando representantes dos Poderes Judiciário e Legislativo estão se lixando para o que pensaa opinião pública, fica claro que uma grave aberração está corroendo as bases do processo democrático de direito, que deve orientar as lideranças institucionais da Nação. Que as mais lídimas lideranças do País ainda não contaminadas por tal patologia de cunho moral e político se insurjam dentro de suas respectivas corporações e procurem isolar essas mazelas ambulantes que insistem em infectar o tecido sadio de nossas representações.JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDAjosedalmeida@globo.comRio de JaneiroDe mãos vaziasO presidente do Paraguai volta de mãos vazias. Nada mais justo. Já pensaram se recebêssemos a visita de Sua Majestade a rainha da Inglaterra reclamando que recebia apenas algumas poucas libras de prestação para a quitação de uma dívida contraída há cem anos, para a construção do Viaduto Santa Ifigênia, em São Paulo? Ou se a Rússia fosse reclamar aos EUA por ter vendido a este país o Alasca por apenas US$ 7 milhões? É isso aí, combinou, ratificou, assinou, não pode voltar atrás. É uma vergonha nacional um país reclamar, de chapéu na mão, pela incompetência de seus negociadores do passado. Que isso nos sirva de exemplo para o futuro.JUAREZ FERREIRA ALVESjuarezferreiraalves@hotmail.comSão PauloAdeus, ItaipuQue ninguém se iluda: na eterna confusão do público com o privado, e interpretando as suas responsabilidades constitucionais da forma que bem entende, o presidente da República vai tratar esse assunto como um negócio de compadres e continuar fazendo benemerência com o patrimônio dos brasileiros. Acorda, Brasil!ANTONIO C. DA MATTA RIBEIROantoniodamatta@ig.com.brGuarulhosVale arriscar?Cumprimento o jornalista Rolf Kuntz por nos ter fixado "o ponto politicamente mais importante" na discussão sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul. "Discutir se o presidente Chávez é ou não candidato a ditador é perda de tempo neste momento. Há uma questão preliminar: vale a pena acrescentar os objetivos políticos do presidente venezuelano às já complicadas condições da união aduaneira? Todos os demais argumentos perdem relevância enquanto não se dá uma resposta clara a essa pergunta. Admitir Chávez no Mercosul (e não uma Venezuela abstrata) é admitir sua participação na diplomacia econômica do Brasil. É essa a escolha" (7/5, B2). Tomara que os nossos congressistas tenham lido esse artigo e saibam que esse é o questionamento da maioria dos brasileiros.JOSÉ SIMIONIjosesimioni@hotmail.comCuiabáEmbaixador AbdenurGraças ao programa de Willian Waack na GloboNews, tenho tido o prazer intelectual de ouvir observações e conclusões do embaixador Roberto Abdenur acerca de assuntos internacionais raramente expostas por pessoas credenciadas. No Estadão de 5/5 li seu artigo O Irã não é Ahmadinejad (A2). Para ser breve, admirável por tudo, a começar pelo equilíbrio natural e cultivado do diplomata. Que continue a escrever. Agradecimentos de seu patrício.PAULO BROSSARD DE SOUZA PINTOPorto Alegre

, O Estadao de S.Paulo

10 de maio de 2009 | 00h00

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