Cartas

CPI da PetrobrásO governo jogou todas as suas cartas para impedir que se instale a CPI da Petrobrás depois que vários fatos relacionados à sua gestão foram publicados. O empenho em impedi-la é imenso e demonstra medo. Lula avisa que não pedirá que ninguém tire a assinatura, ao mesmo tempo que seu ministro das Relações Institucionais sai a campo para tentar reverter a situação. E avisa que isso não será bom para nenhum dos governadores e candidatos do PSDB. Não se sabe o que ele quer dizer com isso, mas parece que a Petrobrás está presente em todo processo político, sugerindo que todos têm sua participação de relação com a Petrobrás. Mais: Sarney já avisou que a existência da CPI pode intervir no mercado financeiro e que a oposição seria responsável por um possível acirramento da crise. Só essas declarações já são suficientes para que nós, simples mortais pagantes de impostos, sejamos completamente a favor da CPI.MARIA TEREZA MURRAYterezamurray@hotmail.comSão PauloPatriotismoSe investigar desvios não é patriótico, será que patriotismo tem que ver com mensalão, corrupção, lavagem, conchavos, impunidade, foro privilegiado, favorecimentos, clientelismo, orgia com dinheiro público, etc.?DAVID NETOdrdavidneto@drdavidneto.com.brSão PauloMão bobaComo nada é definitivo, com essa mexida "de leve" na sofrida poupança do brasileiro, acreditamos que o governo está procedendo como o namorado que aos poucos vai avançando a mão boba. Agora pretende mexer apenas nas contas com saldo superior a R$ 50 mil, depois não sabemos que artifício utilizará para avançar até atingir as perdas da CPMF. Só eu é que sou bobo...L. DUTRAl.dutradvogado@uol.com.brAvaréSempre a mesma coisa, nada mudou e a taxação da poupança fica assim mesmo. A classe média é que paga a conta da viúva. Em tempo: nem vai mudar.JOSÉ PIACSEK NETObubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandavaMais uma vez quem sai prejudicada é a classe média, pela qual nosso presidente sempre demonstrou indisfarçável desprezo. Aliás, a ojeriza é mútua. A diferença é que o apedeuta tem vencido todas as batalhas.VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloNeologismo: a poupança será "desjurada".ROBERTO TWIASCHORrtwiaschor@uol.com.brSão PauloOs indiferentesO Estado de ontem estampa os extremos de nosso país. Na capa, o polo de miséria a que estão relegados os brasileiros do Nordeste; na pág. A6, foto do funcionário do Senado João Carlos Zoghbi, o polo da corrupção! Acima deste quadro paira a classe política, omissa e conivente. Entre uns e outros caminhamos nós, os indiferentes!EUGÊNIO JOSÉ ALATIeugeniojosealati@yahoo.com.brCampinasE o verbo dos conchavos continua sendo o predileto no Congresso: eu te livro, tu me livras, ele se livra, nós vos livramos, vós nos livrais, eles se livram.MARIA JOSEFINA V. PINHEIROmjo_2009@terra.com.brSão PauloUso e abusoÉ muito engraçado este (des)governo federal. Perdoa dívidas de outros países, doa altas quantias ao FMI, leva prejuízos em investimentos feitos na Bolívia, na Argentina, na Venezuela, no Equador, etc.; financia aviões para a Argentina, ferrovias, metrôs e pontes na Venezuela e no Peru, tudo por meio do Banco Nacional (quer dizer: nosso, do Brasil) de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Já nossos portos e aeroportos estão obsoletos; as ferrovias, desativadas; as estradas, intransitáveis; as pontes, arruinadas... As chuvas recentes alagaram inúmeras cidades dos Estados do Norte e Nordeste. Vemos comunidades isoladas, perdendo suas casas, sobrevivendo da caridade alheia, nas águas poluídas, sujeitas a epidemias. Solicitam-se remédios, água mineral, roupas, alimentos, etc., ao restante da população, que, condoída, acorre, embora pague os impostos mais altos do mundo, sem receber contrapartida alguma. Ainda por cima, ela fica sem saber se os donativos que envia serão entregues aos flagelados, ou ficarão apodrecendo nos depósitos, ou serão roubados por oportunistas - como recentemente, quando Santa Catarina passou por situação semelhante. Pobre povo brasileiro.MARIA CECÍLIA NACLÉRIO HOMEMmcecilianh@gmail.comSão PauloCapital do livroA Unesco nomeou Beirute a capital mundial do livro para 2009, em reconhecimento do seu engajamento no incentivo à leitura. Segundo informou a Unesco, a capital do Líbano foi escolhida particularmente por suas características em matéria de diversidade cultural, de diálogo, de tolerância e também pela variedade e pelo caráter dinâmico de sua programação. A Unesco concede esse título prestigioso todos os anos a uma capital do mundo desde 2001, juntamente com três organizações internacionais do universo do livro: a União Internacional dos Editores, a Federação Internacional das Livrarias e a Federação Internacional das Associações e Instituições das Bibliotecas. Beirute é a nona designada por ser uma cidade onde se fala, escreve e publica em três idiomas e permanece única em sua especificidade. Considerada a Suíça do Oriente Médio, chegou a ser um dos grandes centros financeiros do mundo na década de 1970. Em 1999 foi consagrada, também pela Unesco, capital cultural no Oriente Médio e escolhida pelo jornal The New York Times uma das dez capitais do mundo de melhor destino turístico em 2009. Fundada pelos fenícios no século 15 a.C., Beirute foi ocupada por gregos, romanos - que a chamaram Julia Augusta - e bizantinos. Na era romana, lá foi fundada a primeira e a maior Universidade de Direito do mundo da época, que deu luz às letras jurídicas - por isso foi cognominada Mãe das Leis -, e a Roma, cinco imperadores e seis papas. Entre seus mestres estão dois grandes vultos do Direito Universal, os gênios fenícios Ulpiano e Papiniano. Beirute é uma cidade que atrai visitantes do mundo inteiro. O imperador do Brasil dom Pedro II, quando a visitou em 1876, escreveu: "Hoje começa um novo mundo. O Líbano apresenta-se agora diante de mim com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa..." O título outorgado pela Unesco a Beirute será comemorado em diversos países, sendo o Brasil, onde vive o maior núcleo de libaneses do mundo, com muito orgulho, o primeiro a prestar-lhe homenagem, com marcante exposição no Centro Cultural Fiesp "Ruth Cardoso", até domingo 17/5.LODY BRAIS, presidente da Associação Cultural Brasil Líbano e representante do Comitê Nacional Gibran no BrasilSão PauloCaso BattistiFiquei muito surpreso ao ler a matéria do Estado de ontem sobre o caso Battisti. Com efeito, não houve pressão alguma da Itália na ONU no intuito de anular os encontros entre o representante do Acnur em Brasília e o STF. A parte italiana, aliás, desconhecia completamente a existência dos contatos agendados pelo sr. Lopez-Cifuentes. O governo italiano apenas lembrou Genebra sobre a oportunidade de evitar iniciativas que, no âmbito dessa complexa questão, possam vir a ser distorcidas para fins de parte. Permanecemos, portanto, serenamente no aguardo da decisão do STF, com o devido respeito pela soberania e independência da Suprema Corte de um país amigo, confiantes em que o seu julgamento do caso Battisti será inspirado pela objetividade e pelo equilíbrio.MICHELE VALENSISE, embaixador da Itáliasegreteria.brasilia@esteri.itBrasíliaN. da R. - O missivista confirma o contato da diplomacia italiana com a ONU para tratar do caso Battisti.

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