Cartas

CPI DA PETROBRÁSA Polícia Federal investiga a Petrobrás, apura irregularidades, apresenta a denúncia e abre inquérito. Perfeito, é seu papel. O Congresso toma ciência das denúncias e propõe uma CPI. Também é seu papel. A situação, talvez por saber de coisas que a opinião pública ainda não sabe, mobiliza-se contra. Infelizmente, esse vem sendo seu papel. O presidente da República, que deve zelar pela boa conduta de todos, principalmente de uma empresa do porte da estatal do petróleo, com bilhões de reais em jogo, às vésperas de mais uma viagem internacional, afirma, acredite quem quiser, que o governo não se intromete na atuação do Congresso e respeita sua autonomia. Mas critica a oposição, alega falta de patriotismo e diz acreditar que não haja irregularidades. Como acredita que não houve caixa 2, mensalão, dossiês... A ministra candidatíssima teme prejuízo internacional à reputação da empresa por estar sendo investigada, como se o chamado custo Brasil não fosse velho conhecido dos investidores estrangeiros e nacionais. Falta de patriotismo e comprometimento da reputação é fazer vista grossa para esta série de desmandos, contrários aos interesses do povo.Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.brSão Paulo"Brasil, um país de todos" - os que estão no esquema!Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.brSão PauloDIPLOMACIA DE PORÃONão dá para acreditar que o Itamaraty vai apoiar um egípcio em detrimento de um brasileiro para dirigir a Unesco. Mas é verdade. O engenheiro brasileiro Márcio Barbosa, atual n.º 2 da organização, com respaldo na atual direção e grandes chances de ser escolhido, foi preterido pela nossa diplomacia em favor de Farouk Hosni - aquele que, quando ministro da Cultura de seu país, prometeu queimar todos os livros escritos em hebraico. Esse mesmo senhor deve visitar oficialmente o Brasil no dia 20 e participará de encontro com ministros e ex-ministros da Cultura de países sul-americanos e árabes. Talvez para mostrar aquela "antiga" (antes de Cristo) identidade cultural de seus povos. A esta altura, resta aos brasileiros torcer para que Márcio Barbosa oficialize sua candidatura por outro país, o que está quase concretizado, seja indicado para o cargo e desmoralize total e definitivamente esse grupo que tomou de assalto a diplomacia brasileira - outroramotivo de orgulho. Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@hotmail.comSão PauloCom relação à matéria Brasileiro disputa Unesco à revelia (14/5), essa é uma instituição respeitadíssima em todo o mundo e tem desenvolvido importante trabalho nos mais diversos países e, de forma específica, também no Brasil, visando à promoção do desenvolvimento humano e à busca por reduzir a pobreza, as desigualdades, a exclusão social, as incompreensões, as opressões e as injustiças sociais. Suas ações e seus projetos nos campos da educação, da ciência e da cultura vêm permitindo o avanço de políticas públicas que levem ao respeito às diferenças e à construção da cidadania e da justiça social nos lugares mais distantes. A oportunidade que o Brasil tem de dirigir essa instituição, por meio de Márcio Barbosa, é única e não deve ser desperdiçada. O Brasil terá muito a ganhar em termos de política exterior e imagem perante outros países se assumir esse respeitado cargo na ONU, bem como poderá aprofundar ações em nosso país que levem à promoção da justiça social e à redução das desigualdades. Por isso, penso que a comunidade educacional, cultural e científica brasileira deve cerrar fileiras e apoiar a candidatura de Márcio Barbosa para diretor-geral da Unesco, pressionando o governo para que use a sua eficiente estrutura de relações exteriores nessa empreitada.Ulisses Ferreira de Araújo uliarau@gmail.comprofessor da USPSão PauloSONO TRANQUILOO assassino esquartejador da inglesinha pegou 21 anos de prisão, Suzane von Richthofen, que também cometeu um crime repugnante, já pode ir para o regime semiaberto, ou seja, sair da cadeia. Mas você, cidadão brasileiro, pode dormir tranquilo. Afinal, a dona da Daslu pegou 94 anos de cadeia!Francisco Pereira Dutra fpereiradutra@yahoo.com.brSão PauloVERDADES INDIGESTASCada brasileiro, ao nascer, já herda uma poupança negativa de aproximadamente R$ 6.500 (dívida pública x população brasileira). Menos de 15 mil famílias detém cerca de 80% da renda nacional. A máquina paquidérmica e inchada, com farras quase diárias, é sustentada pelos impostos escorchantes e pelos chamados fundos adjetivados em "economês", mas que não conseguem explicar por que os banqueiros são intocáveis! Doutos cooptados dão entrevistas na TV falando da ojeriza a um real mais "apreciado", que prejudica as exportações, mas sem comentar que isso favorece o mercado interno e uma inflação - o maior dos flagelos - menor. Também não abordam o tombo havido por certos grupos econômicos e bancos que especulavam no mercado derivativo de câmbio quando o dólar valia R$ 1,60, e de um modo sutil foi parcialmente "socializado"! Triste Estado de Direito brasileiro. Pelo que vemos diariamente, está, na verdade, sustentado por três muletas, e não pelos três pilares da verdadeira democracia.Paulo Vicente de Oliveira leoscavassa@yahoo.com.brÁguas de São Pedro''Estou me lixando para a opinião pública é a versão atual de o povo é só um detalhe"Ivanil Mattédi jacynil@globo.comSão PauloO SEXO DOS ANJOSEstamos ouvindo uma discussão completamente desconexa da realidade. Até parece que estão discutindo o sexo dos anjos. Precisamos ser mais objetivos e pautar a discussão sobre rendimentos da poupança e dos fundos tendo como parâmetro a inflação. Não se trata de dizer se a poupança vai render mais ou menos que os fundos de renda fixa. Mas aonde o governo quer chegar com a baixa dos juros. Não há economia de livre mercado, tudo é controlado pelo governo. Assim, é preciso que o governo diga quanto está disposto a pagar de juro real, descontados inflação e Imposto de Renda (IR). Digamos: se a inflação está em 5,92% e queremos um juro real de 2% ao ano, é preciso que tanto a Selic como a poupança estejam em 7,92%, já descontado o IR. Simples. Bastam pôr lá na lei: rendimentos ficarão em 2% ao ano mais a inflação.Antonio Pereira antoniopereira2003@yahoo.com.brcontadorLondrina - PRMEXER OU NÃO MEXEREstamos indo no mesmo caminho das "democracias" bolivarianas. Nossas instituições não são estáveis, para não falar no viés esquerdista. O que vigora hoje não vigora amanhã, o que foi dito ontem, ou hoje, amanhã será negado veementemente, com a maior cara de pau. Nosso presidente solta uma frase en passant - "vamos mexer na poupança" - em meio a um discurso. Só e nada mais. As especulações se iniciam, alguém imagina que haverá confisco novamente, aí "o cara" pergunta quem lançou essa calúnia. Ora, a culpa é só dele, que lançou o balão de ensaio! Depois resolvem que a poupança será alterada. Aí vem a equipe econômica tentando explicar o plano, que parece não muito bem planejado (só para disfarçar, está tudo planejadíssimo), mas lançando uma ideia aqui, outra ali, para distrair as atenções e medir as consequências políticas. Enquanto isso, o País vai mudando para pior: o governo nunca perde, os políticos conseguem fontes alternativas e maiores de renda, a classe média afunda e o povo e os aposentados... Ora, que se lixem!Cléa Correa cleacorrea@uol.com.brSão PauloE o Supremo se "lixou" para o deputado gaúcho!Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.comJacarezinho - PR FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

16 de maio de 2009 | 00h00

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