Cartas

GOLPE NA PETROBRÁSA mutreta fiscal aplicada na Petrobrás pode ser o maior escândalo do governo petista descoberto e revelado ao público. O engodo praticado com suposta licença em brecha da legislação é um novo golpe, avalizado pelo ilustre mago da economia, ministro que compõe o conselho diretivo da empresa. É caso de cadeia em qualquer republiqueta anã. O senador Álvaro Dias deve levar até o fim a determinação de investigar o caso e revelar como a Petrobrás ficou sem dinheiro, ou melhor, apurar aonde foi parar o dinheiro. Às vésperas da grande campanha eleitoral de 2010, tudo o que acontece neste governo é suspeito, para não dizer condenável. Constatado o fogo nesta fumacinha estranha, pode ser o mote final de campanha, a imaginar os valores envolvidos...Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.brSão PauloA iniciativa do Senado de abertura de uma CPI para apuração de irregularidades na Petrobrás, no atual momento e no contexto da crise mundial, revela imaturidade e total irresponsabilidade, já que o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal, além da própria Receita, podem apurar as irregularidades e tomar as providências cabíveis. Em véspera de ano eleitoral, essa medida soa, no mínimo, como falta de bom senso.Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.brSão PauloO POVO QUER SABERSe a Petrobrás não teme enfrentar uma CPI, dada a sua lisura, ninguém poderá encontrar nada de escandaloso. Logo, não há razão para o presidente Lula se mostrar irritado, deixe a CPI funcionar tranquilamente. E quanto à sua declaração de que a oposição tomou a iniciativa por estar em véspera de eleições, ele esqueceu que lançou a sua candidata antecipadamente?Aquino Junior aquino.junior@ig.com.brRio de JaneiroSr. presidente, a CPI da Petrobrás não é de um, dois ou três partidos. É do povo. Queremos saber para onde estão indo os dividendos da nossa empresa. E parece que só o senhor pensa em eleições. Que história é essa de declarar que com CPIs não se ganham eleições? Quem falou em eleições? Quem não deve não teme, sr. Presidente!Ana Prudente ana_prudente@uol.com.brSão PauloLula disse que não há explicação lógica para a instalação da CPI. Desde quando Lula entende de lógica? A oposição quer que a CPI investigue a manobra tributária da estatal que reduziu o saldo de imposto a pagar, além de denúncias de irregularidades em contratos para construção e reforma de plataformas e na licitação para obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Se a lenta oposição se mexer e levar a CPI avante, as investigações não param por aí, certamente muitas coisas virão à tona - essa a lógica que Lula teme. Irresponsáveis são todos os senadores que viram as costas à investigação. Não se pode é continuar enganando os pagadores de altos impostos. O direito de saber onde e como o dinheiro público é utilizado, na ótica do presidente, é uma briga de adolescentes. Eis a lógica do presidente: passar à população a ideia de que tudo está muito bem.Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.brSão PauloSEGREDOS DE ESTADOPeço vênia à sra. ministra Dilma para discordar de sua afirmação de que não há mais segredos de Estado no Brasil. Seria verdadeira se soubéssemos a real causa do assassinato de Celso Daniel, os dados sobre os gastos da Presidência com cartões corporativos, sobre a fusão das telefônicas, as relações do Banco Rural com estatais e mensalão (a propósito, se Delúbio Soares apenas cumpria ordens do PT no caso do mensalão, quem as dava?), os contratos da Petrobrás, as doações dos bingos à campanha de Lula, o porquê de o PT ter pago a Duda Mendonça no exterior... E muitos outros dados ocultados, com muito esmero, dos cidadãos comuns. Como vê, ministra, estamos longe da transparência necessária para uma verdadeira democracia.Leila E. LeitãoItanhaémPAGANDO O PATOGostaria que o ministro da Fazenda respondesse: quem não é investidor nem especulador, apenas um poupador tradicional que à custa de muitos sacrifícios juntou uma quantia acima de R$ 50 mil, vai ter de pagar o pato dessa medida contra os alegados grandes investidores financeiros? Não seria mais justo e salutar que tal medida fosse aplicada apenas a quem, a partir de 2010, viesse a abrir novas Cadernetas de Poupança com grandes fortunas?Antonio Macedo antoniomacedo@uol.com.brSão Paulo''Perguntar não ofende: adianta poupar se o governo vai tomar?"Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.brSão PauloMATANDO A CHARADAO propósito do governo anunciando a redução do Imposto de Renda dos títulos públicos e a taxação das contas da poupança acima de R$ 50 mil só pode ser o de colocar mais papéis no mercado. E, com isso, captar recursos para acrescer à dívida interna, hoje no patamar de R$ 1,264 trilhão. Não existe outra explicação lógica. O volume depositado nas cadernetas é de R$ 275,6 bilhões, distribuídos por 89 milhões de contas; 10% têm saldo acima de R$ 50 mil, mas respondem por 40% do total. Com a taxação, de um lado, e o incentivo tributário, de outro, os maiores aplicadores em poupança, é claro, vão-se deslocar para os fundos lastreados pelos títulos do Tesouro.Francisco Pedro do CouttoRio de JaneiroFUMAÇA X FUMAÇAGostaria que o sr. governador, o cidadão José Serra, sem a pompa do cargo que ora ocupa, passasse alguns dias na região de Piracicaba, para respirar a poluição causada pela queima da cana nesta época do ano. Não sou fumante, mas acho a guerra contra o cigarro pequena e inócua, uma vez que o poder público federal já cuidou da questão e o Estado de São Paulo gastou dinheiro e tempo para formalizar uma lei redundante. Fumar é um ato de vontade. Faz quem o quer, desde que não prejudique outrem. Já respirar é uma necessidade física vital! Aqui a guerra, sr. governador, é contra os poderosos que todos os dias nos obrigam, legalmente, a respirar o ar imundo e suportar a fuligem negra, causando sérios problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos. Basta visitar postos de saúde e hospitais. Se a bandeira levantada e a guerra contra o cigarro visam ao bem maior, que é a saúde, então, acabemos com as queimadas já.Claudete Restani victolovictor@uol.com.brPiracicabaNOVAS RESERVASCom relação à matéria Governo evita criar novas reservas (15/5), o Ministério de Minas e Energia (MME) esclarece que, procurada pela reportagem para saber a posição do MME sobre a criação das reservas Renascer, Baixo Rio Branco/Juauperi, Tibagi, Pau Brasil e Ciriaco, a Assessoria de Comunicação do Ministério informou que as três primeiras estão em estudo pelo MME e pelo Ministério do Meio Ambiente e as duas últimas, que não foram citadas na matéria, já foram apoiadas pelo MME para que virem Unidades de Conservação. Em momento algum foi dada a informação de que, oficialmente, o Ministério apoia ou não apoia a criação das referidas três reservas. Cabe esclarecer que o Ministério de Minas e Energia sempre se manifesta formalmente sobre a criação de Unidades de Conservação, alertando sobre os impactos para o setor energético e de mineração para que essas unidades de uso sustentável possam compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais. Fernando Henrique Teixeirense fernando.teixeirense@mme.gov.brchefe da Assessoria de Comunicação do MMEBrasíliaN. da R. - O Parque Nacional do Pau Brasil e a Reserva Extrativista do Ciriaco foram citados na reportagem. A posição do Ministério repassada ao Estado sobre a ampliação e os outros pontos está publicada no texto.FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920FAX:(11) 3856 2920

, O Estadao de S.Paulo

18 de maio de 2009 | 00h00

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