Cartas

Patrus e as portas de saídaÉ impressionante a volúpia com que os integrantes do governo federal usam as palavras para iludir a população. O ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, quer "cada vez mais ampliar" as portas de entrada do Bolsa-Família para que os pobres permaneçam indefinidamente cativos do neo-coronelismo petista, que não lhes dará, enquanto puder, alternativas de saída. Afinal, em seis anos de palanque e discurso, afora o indiscutível mérito de diminuir as tensões sociais e elevar o padrão de consumo das classes mais baixas pela transferência da renda gerada em época de vacas gordas, quanto melhoraram a educação e a saúde no Nordeste, por exemplo? Portas de saída, sim, ministro. Para a população pobre poder ascender socialmente, e não viver eternamente refém da demagogia e do obscurantismo.JORGE LUIZ BABADÓPULOSjorgeluiz@babadopulos.com.brSão PauloPrioridade ao socialO programa Bolsa-Família terá em 2009 a maior verba desde a sua criação: R$ 12 bilhões. Lula já gastou em propaganda, desde 2003, R$ 6,3 bilhões. Isso sem contar os gastos bilionários de 2009. Ou seja, mais da metade de um orçamento anual do Bolsa-Família! Presidente: que tal priorizar o social?JORGE ALBERTO NURKINjorge@velamar.com.brSão PauloEu fui contra a CPMF, mas hoje entendo que esse imposto fará muita falta ao governo. Somente em propaganda o governo federal já gastou mais de R$ 6 bilhões. Se o Congresso tivesse aprovado a prorrogação desse imposto, o governo teria mais alguns bilhões para gastar em propaganda e talvez pudessem sobrar alguns trocados para amenizar o falido sistema de atendimento público à saúde dos brasileiros.BENONE AUGUSTO DE PAIVAbenonepaiva@yahoo.com.brSão PauloPara propaganda, o governo tem muitos bilhões. Mas para os pobres aposentados e pensionistas... Ora, eles que "se lixem"!MARCELA PEREIRA BAPTISTADiademaAlgo errado no ItamaratyCom o indiscutível respaldo de seu conhecimento, experiência e percepção política, o professor Celso Lafer mais uma vez brindou os leitores do Estado com a sensatez de suas opiniões, expondo a posição perigosa do jogo a que se dedica o Itamaraty na questão das candidaturas à Direção-Geral da Unesco (17/5, A2). Preterir a estrategicamente significativa candidatura de Márcio Barbosa, ao apoiar o cavalheiro egípcio dotado de qualidades tão negativas, é atitude que aflige os cidadãos deste país! O que acontece nos bastidores de nossa outrora profissionalmente eficiente, diplomaticamente eficaz e internacionalmente respeitável instituição desde o tempo de Rio Branco? Seja incompetência, culpa ou dolo no exercício da atual administração a razão para a tática infeliz adotada por seus dirigentes para decidir por uma alternativa tão deprimente, creio ser dever de cidadania protestar contra tal aberração!CARLOS CELSO DO AMARAL E SILVA, professor titular, aposentado, da USPcarcelso@usp.brSão PauloComo ex-funcionário do Secretariado de organizações especializadas da ONU (OMS e OIT), congratulo-me com o professor Celso Lafer pela pertinência de seu excelente artigo de 17/5. Em outras agências da ONU vivemos situações similares, num passado mais remoto, mas nenhuma se assemelha à atual falta de sensibilidade política do Itamaraty, ao prestigiar Hosni Farouk, ignorando e desqualificando a força e a oportunidade de candidaturas brasileiras legítimas e competentes, como as do dr. Márcio Barbosa e do professor Cristovam Buarque. Um erro estratégico crasso do governo. Ao que tudo indica, mais uma derrota brasileira na estratégia de ocupação de cargos internacionais compatíveis com um Brasil grande, respeitado e competente, como acreditamos e pelo qual temos lutado.RENÉ MENDES, professor titular, aposentado, da UFMG, rene.mendes@uol.com.brSão PauloNegócios da ChinaDeveria estar nas páginas policiais a viagem do sr. Sérgio Gabrielli à China para vender nosso pré-sal. A proposta da China para "comprar" nosso petróleo a preço fixo e em baixa não pode ser mais indecorosa e lesiva aos interesses da Nação brasileira. E nem merece resposta, quanto mais uma viagem. Surpreende que se fale em patriotismo enquanto pactuam com tamanha abominação entreguista. E ainda há quem ache inoportuna uma CPI na Petrobrás!ANTONIO C. DA MATTA RIBEIROantoniodamatta@ig.com.brGuarulhosA verdade tarda..."CPI da Petrobrás é coisa de quem não tem mais nada para fazer" - frase do sr. presidente, em destaque na capa do Estadão de ontem. As verdades sempre aparecem: nos oito anos de governo FHC, o que mais existia eram CPIs patrocinadas pelo PT, com acusações as mais variadas feitas por um obscuro procurador, sempre nas manchetes dos jornais - e, por sinal, sumido depois que S. Exa. assumiu o governo. Então, os opositores (petistas) da época não tinham nada melhor para fazer senão badernas. E pela lógica de S. Exa. metalurgíssima, não eram patriotas, não é mesmo?! Prova disso é que aperfeiçoaram aquilo que condenavam no antecessor (a tal da herança maldita), inclusive as maracutaias, tão vociferadas. Isso é que é patriotismo!APARECIDA DILEIDE GAZIOLLArubishara@uol.com.brSão Bernardo do CampoConcordo plenamente com o sr. Lula quando afirma ser antipatriótico criar a CPI da Petrobrás. É verdade, sr. presidente, pois, se a CPI for levada a sério, como o povo espera, as estruturas do País vão balançar muito. MAURÍCIO LIMAmapeli@uol.com.brSão PauloEstranhos mistériosQue estranhos mistérios se escondem na Petrobrás para Lula ficar tão irritado e não querer a CPI?AGRIPINO ALBERTO DOMINGUEScentraltalentos@bol.com.brSão PauloO sr. Lula faz de tudo para brecar a CPI, sinal de que a coisa lá está feia, não tá, não?MARCILIO FAUSTINOm_faustino@uol.com.brSão PauloGuarda-roupaNão pode uma empresa altamente rentável ser administrada por amadores. A Petrobrás parece um guarda-roupa: tem muitos cabides! Os acionistas recebem ridículos dividendos se comparados a outras instituições com lucros mais modestos. Quando se fala em privatização, os donos do guarda-roupa ficam agitadíssimos. Os brasileiros desejam ardentemente que a CPI mostre, sem medo nem revanchismo, o que é a Petrobrás. E, se necessário for, purificá-la. ODILON STEFANIdilostefani@hotmail.comSão PauloRazões para a CPI: 1) Prejuízo gigante na Bolívia, quando Evo Morales mandou invadir as instalações da empresa para depois adquiri-las pela metade de seu valor real, sob o olhar complacente de nosso presidente. 2) Empréstimo de R$ 2 bilhões feito por bancos federais, seguido de explicações nada convincentes de seu presidente, sr. Gabrielli. 3) Prejuízo de R$ 1 bilhão que amargou no ano passado, tendo como uma das causas exigência de Rafael Correa, atendida por nosso governo, de aumento dos valores pagos nos contratos de concessão com o Equador. 4) Victor Martins (irmão de Franklin Martins, ministro das Comunicações de Lula), diretor da ANP, acusado de manipular esquema criminoso de pagamento de royalties, favorecendo o PT, mas as investigações da Polícia Federal não evoluíram por interferências políticas, mesmo com denúncias comprovadas e fartamente documentadas. Por isso a Petrobrás precisa de CPI, para que o brasileiro não perca o respeito por essa que já foi orgulho nacional.LUCCA BRASIluccabrasi@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

19 de maio de 2009 | 00h00

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