Cartas

Leis raciaisAs últimas decisões de cunho nitidamente racial que vêm sendo tomadas no Brasil, por meio de leis claramente inconstitucionais, só fizeram acender o sinal amarelo no que diz respeito à paz e ao progresso nacionais. Os problemas raciais existentes em nosso país, oriundos principalmente do longo período de escravidão, têm sofrido com o passar dos anos um processo de extinção lento, mas progressivo, pela miscigenação e pela própria natureza antirracial do povo brasileiro. Esse processo corre agora o grande risco de se interromper, graças a leis que só servem para reacender sentimentos nefastos.PAULO BRAUNvicentebraun@gmail.comSão PauloBolsa-Família no IrãAhmadinejad distribui cheques a eleitores (20/5, A10) e a oposição o acusa de estar comprando votos, mas ele se justifica dizendo que esses "pagamentos" de US$ 50 e US$ 100 a iranianos de baixa renda são parte de um programa de assistência financeira. Lula faz escola! Ahmadinejad concorre à reeleição, em 12/6, claro que é compra. Aqui, porém, isso é transformado eufemisticamente no maior programa de distribuição de renda já feito. Interessante que é um programa tão desmobilizador que nem o MST o quer, por achar que prejudica a vontade de seus participantes de prosseguir na luta. Ou seja, o BolsaFamília, sem contrapartidas, tira do indivíduo a capacidade de sonhar e lutar por uma vida melhor. Nada mais eleitoreiro e nefasto para uma população. Há meios muito mais eficazes de combate à pobreza e de uma sustentável distribuição de renda. Mas isso é coisa para governantes honestos e idealistas, que tomara venhamos a ter num futuro próximo.ELIANA FRANÇA LEMEefleme@terra.com.brSão PauloEra então para isso que Ahmadinejad vinha ao Brasil, para aprender como ganhar eleições comprando o voto popular...MARCELO WAGNERmarcelows@gmail.comSão PauloPrivatização?!Pelo jeito, FHC mordeu a isca... Ao se defender, dizendo que não quer a privatização da Petrobrás (20/5, A4), faz o jogo preferido do PT, que venceu Alckmin do mesmo jeito. Só falta usar o boné da estatal... Acorde, presidente, a melhor defesa é o contra-ataque!GILBERTO DIBgilberto@dib.com.brSão PauloPetropizzaComeçou mais um circo em Brasília, isto é, a CPI da Petrobrás. Todo mundo sabe como terminará, é só os aloprados da situação provarem que houve aloprados da oposição mamando nas tetas da empresa em tempos não muito distantes. Lembrem-se dos cartões corporativos, do mensalão... Podemos encomendar o orégano.LUIZ CARLOS TIESSItiessilc@hotmail.comJacarezinho (PR)Risível a criação da CPI da Petrobrás. É como se os picaretas tivessem descoberto uma novidade, quando é notório o envolvimento deles em indicações políticas para cargos em toda a máquina administrativa, seja direta ou indireta, e o fato de esta alimentar os seus partidos e caixas paralelos. Uma CPI inoportuna diante da situação atual, poderiam fazer picaretagem em outro momento. Afinal, a Petrobrás não sofre auditoria interna e externa?ROBERTO NASCIMENTOrobenasya@yahoo.com. brSão PauloTudo a esconderO governo e o PT insistem em deixar as suas digitais na Petrobrás, tanto pela má administração, que a levou a ter enormes prejuízos quando fez concessões inaceitáveis à Bolívia e ao Equador, entre algumas irregularidades descobertas pela imprensa, como ao tentar enfraquecer a CPI, infiltrando agentes da base aliada para controlá-la a gosto ou acabar com ela de vez, como é da vontade do sr. presidente. Essa CPI, claramente, não é bem-vinda pelo governo. A dúvida que fica é: por que toda essa preocupação do governo em encerrar o caso? O que será que poucos tentam esconder dos brasileiros - os verdadeiros donos desse patrimônio? Talvez uma CPI séria e que resista ao canto da sereia revele esse mistério.AMÂNCIO LOBOamanciolobo@uol.com.brSão PauloSe o governo não quer a CPI, é, evidentemente, para não aparecerem todos os podres que estão debaixo do tapete. Pois talvez venhamos a saber sobre a enroscada da venda da refinaria ao governo Evo Morales por apenas US$ 112 milhões e que nos custou US$ 200 milhões. E muito mais. Além de essa estatal ter maioria de acionistas estrangeiros...ALBERTO NUNESalbertonunes77@hotmail.comItapevi Raposas no galinheiroMercadante ou Jucá presidindo a CPI (Comissão Pró-Impunidade) da Petrobrás seria o mesmo que pôr a raposa a tomar conta do galinheiro. Quanta hipocrisia e quanto dinheiro jogado no ralo, melhor, no bolso dos políticos desta nossa republiqueta, que hoje é do PT...CARLOS ROBERTO GOMES FERNANDEScrgfernande@uol.com.brOurinhosAções em altaSurpreendentemente, em meio à instalação da CPI, as ações da Petrobrás tiveram significativa alta nos últimos dias. Conclui-se que seus acionistas acreditam que a CPI deverá sanear a administração da empresa, apontando onde estão os cabides de empregos criados pelo governo Lula para alojar a "cumpanheirada".VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloO golpeO "golpe" pretendido pela Petrobrás com relação às suas contas, que a beneficiaria com redução de pagamento de impostos e alterando seus resultados em benefício próprio, será que, bem estudado, não vai servir para outras empresas o aplicarem? Nesse caso o tiro sairá pela culatra para os cofres do governo. Ou não? Responda quem entende de maracutaias.ALBERTO CARUSOalbertocaruso@uol.com.brSão PauloVerde que te quero...É um alento o artigo Lupa verde, de Xico Graziano (19/5, A2). São Paulo, segundo recente censo agropecuário, recuperou 478 mil hectares de matas nos últimos 12 anos. Esse esforço de recomposição florestal está surtindo efeito. Diferente do governo federal, que não tem mostrado competência para impedir o desmatamento da Amazônia, mais uma vez São Paulo dá o bom exemplo. Não é uma tarefa fácil, mas graças ao grande empenho dos governantes e da iniciativa privada, no nosso Estado o verde está muito mais verde. É bom que o presidente Lula saiba que essa façanha foi alcançada sem populismo e promessas vãs!PAULO PANOSSIANpaulopanossian@hotmail.comSantos MP e ambulantesO editorial Os camelôs e o ativismo do MP (17/5, A3) critica o Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo por executar multa devida pelo Município, condenado em ação civil pública por não coibir de maneira eficiente a atuação de vendedores ambulantes não autorizados na Rua 25 de Março e no Brás. É preciso esclarecer que essa situação não decorre simplesmente de prerrogativa ou poder do MP, mas da atuação do Poder Judiciário, que aplicou o ordenamento constitucional vigente, o qual impõe a solução questionada. Isso após ampla defesa da Municipalidade. Não se trata, absolutamente, de "ativismo" da instituição. Basta lembrar que a própria Constituição de 1988 diminuiu os espaços discricionários da administração pública, em defesa dos interesses maiores da sociedade, como nos casos de fixação de investimento mínimo em educação, saúde e habitação. A atuação do MP, vinculada à defesa da sociedade, está claramente demarcada na Constituição federal e nas leis.FERNANDO GRELLA VIEIRA, procurador-geral de Justiça do Estado josepacola@mp.sp.gov.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

21 de maio de 2009 | 00h00

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