Cartas

Dia do ficoLula descartou a hipótese de terceiro mandato, alegando que, "primeiro, não existe terceiro mandato, segundo, porque Dilma está bem". Mas consideremos que surja uma terceira hipótese, digamos que o PT consiga mobilizar grandes massas de manobra que vociferem ameaçadoramente contra tudo e todos que Lula deve continuar. Ele resistiria ao apelo "popular", alegando respeito à Constituição, ou diria: se é para o bem do Brasil, diga ao povo que fico?PETER CAZALEpcazale@uol.com.brSão PauloLula diz que não tem terceiro mandato. É verdade, a Constituição não permite. Mas, e se for aceita uma emenda constitucional como a que seus aliados estão propondo, ele vai dizer não? Aí vem aquele deputado chorão, o Sandro Mabel (PR-GO), e com a maior cara de pau propõe a extensão dos mandatos todos por mais dois anos, pois assim "a equipe que está aí pode trabalhar melhor neste período difícil da economia" e o País economiza. Acreditam mesmo que Lula não quer?MARIA TEREZA MURRAYterezamurray@hotmail.comSão PauloA ?lei do contrário?Quem tem mais de 30 anos ainda se lembra: por muito tempo vigorou no Brasil a "lei do contrário". Quando os governos diziam que algo não ia acontecer, certamente aconteceria. Era assim com planos econômicos, aumentos de preços, congelamentos e quejandos. O boato surgia, o governo negava e logo depois éramos surpreendidos por medidas tomadas na calada da noite que confirmavam o diz que diz. O cidadão vivia de orelhas em pé e bastava que o governante da hora negasse, por exemplo, aumento no preço da gasolina que todos corriam aos postos para encher o tanque dos carros. O trauma do cinismo e da mentira foi quase esquecido quando governos sérios tomaram o lugar daqueles e passaram a jogar limpo com os cidadãos, anunciando com antecedência todos os planos e até aumentos de preços, evitando as "surpresas". Conhecemos, então, tranquilidade e confiança como havia muito não se viam por estas plagas, que nos possibilitavam planejar sem medo do futuro incerto. Eis que voltamos àqueles tempos traumáticos em que a desconfiança imperava, mais que justificadamente. O que é dito aqui é desdito ali e "não se fala mais nisso". O que era negado ontem acontece hoje. Exemplos recentes foram a marolinha e o boato da interferência na poupança, negado em várias ocasiões por um presidente "irritado" com as fontes da informação e que acabou confirmado dias depois. O diz que diz mais recente e mais negado é o do terceiro mandato de Lula. De volta à "lei do contrário", o cidadão que se recorda daqueles tempos põe as barbas de molho: sim, eles vão tentar!MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisCortina de fumaçaSe o governador José Serra se preocupasse com a segurança pública 1% do que se preocupa com sua tresloucada cruzada antifumo, talvez a menina Gabriela, de 8 anos, de Rio Claro, estivesse viva e brincado. Nada melhor do que usar, literalmente, cortina de fumaça para esconder o estado deplorável da segurança pública paulista que marca o seu (des)governo.BOB SHARPbobsharp@uol.com.brSão PauloConselho útil: agora que o sr. governador já resolveu o problema dos fumantes e nos livrou do cigarro, que mata tantos, por que não cuida da segurança pública, já que os latrocínios aumentaram assustadoramente?LUISA REGINA GOUVEIA DE ANDRADEluizandrade2006@gmail.comSão PauloEsse triste caso da menina baleada em Rio Claro mostra como as pessoas são enganadas por esses empreendimentos imobiliários que prometem um nível maior de segurança. Moradores de bairros populares, com vira-latas no quintal e vizinhos bisbilhoteiros, estão mais seguros do que ocupantes de vários condomínios de luxo.NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHOrodrigues-nestor@ig.com.brSão PauloPrecatóriosQuando o governador vai terminar de pagar os precatórios de 1998e iniciar os de 1999? E ainda quer se candidatar a presidente...ELZA D?AMBROSIO BUSATOelza.busato.@uol.com.brSão PauloA CPI e o PMDBA CPI da Petrobrás foi instaurada e sabemos como será composta. O PMDB, de olho em cargos e mais cargos, aguarda a volta de Lula de seu passeio pelo Oriente para "negociar", ou seja, quer fazer troca de cargos (mais diretorias, agora a do pré-sal, na Petrobrás) pelo comportamento, amistoso ou não, na CPI. O que esperar de PT e PMDB juntos? Só tramoias. Esses partidos são nossos velhos conhecidos e seus integrantes, mais ainda (alguns com muitos processos nas costas). O governo fará tudo para esconder todas as trapaças e trapalhadas que fez na Petrobrás, isso é evidente. Espero que não consiga.CARLOS ED. BARROS RODRIGUEScebr2403@gmail.comSão Paulo"Coincidentemente", o PMDB sempre pleiteia os cargos mais abastecidos por verbas de investimento, como é o caso agora da diretoria do pré-sal da Petrobrás.MARIO ROZASmario@talgo.com.brSão PauloPMDB: Pedinte-Mor Do Brasil.FRANCISCO ZARDETTOfzardetto@uol.com.brSão Paulo A CPI da Petrobrás requerida pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP) foi arquivada. Já a de Álvaro Dias (PSDB-PR) foi acolhida. O comentário em certos gabinetes é que a CPI de Tuma já nasceu morta porque pretendia investigar a Transpetro, o braço naval da Petrobrás, que é presidida por Sérgio Machado, ex-senador e unha e carne com Renan Calheiros.CONRADO DE PAULOconrado.paulo@uol.com.brBragança PaulistaVamos ver, com a CPI, se será melhor entregar a Petrobrás às sete irmãs ou mantê-la com os Ali-Babás e seus 40 asseclas. O que acha a senadora Ideli?LUIZ CARLOS CUNHAluiz.cunha@terra.com.brSão PauloGêniosExportaremos, num primeiro ano, 150 mil barris/dia de petróleo para a China e, a partir daí, 200 mil/dia. Pergunta tola: de quem vamos importar tudo isso (mais caro), se nossa autossuficiência, apesar de proclamada, não passa de discurso, por enquanto?ALEXANDRU SOLOMONasolo@alexandru.com.brSão PauloPrevidência dos advogadosSobre as matérias Advogados pagarão mais em SP por Previdência (20/5) e Assembleia endossa nova previdência de advogados (21/5), esclareço que não haverá aumento compulsório da parcela paga pelo advogado, de acordo com o texto da emenda aglutinativa substitutiva ao Projeto de Lei 236, publicada no Diário Oficial de 20/5 e aprovada na mesma data pela Assembleia Legislativa. Ficará a critério do advogado decidir quanto vai recolher de contribuição. Acreditamos que as duas matérias, ao utilizarem a referência da contribuição média, passaram a ideia equivocada de que haverá aumento compulsório da contribuição mensal. Resta ainda esclarecer que a aprovação dessa emenda é fruto de grande consenso construído para afastar o risco iminente da liquidação imediata da Carteira de Previdência dos Advogados no Ipesp, o que não mais ocorrerá, assegurando, por conseguinte, o direito de todos os colegas que contribuem e sonham com uma justa aposentadoria.LUIZ FLÁVIO BORGES D?URSO, presidente da OAB-SP SSilveira@oabsp.org.brSão PauloN. da R. - Segundo o presidente do SPPrev, Carlos Flory, o segurado que não concordar em aumentar a sua contribuição terá de deixar a carteira.

, O Estadao de S.Paulo

22 de maio de 2009 | 00h00

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