Cartas

Sarney e a PetrobrásUm assombro o que o senador José Sarney se propõe a perpetrar na Petrobrás, ao pretender que ela siga as normas de licitação das instituições públicas. Não é possível que o ex-presidente esteja tão alienado das coisas públicas e dos interesses dos brasileiros. Além de jogar a empresa, funcionários, acionistas, etc., num buraco negro maior ainda, propiciando mais loteamento de cargos, incentivando a corrupção, afetando os resultados econômicos da petrolífera, a falta de respeito e consideração pela história da empresa só se explica por interesses eleitoreiros, cobiça e métodos pouco ortodoxos. É a maranhonização do País.MARCO ANTONIO MOURA DE CASTROmike.castro@uol.com.brSão PauloO crime e os picaretasCrianças, pessoas idosas, mulheres grávidas, deficientes físicos e mentais, ninguém escapa à sanha perversa dos bandidos, a maioria deles fugitiva da Justiça ou posta em liberdade por força de uma cínica legislação permissiva. Enquanto isso, os deputados picaretas, segundo Lula, e o próprio estão se lixando - parodiando Vieira, lixar é o verbo ora conjugado em todos os tempos e modos, porém em surdina, pelos políticos brasileiros - para o desespero das famílias dizimadas pelo crime. Somente nos resta a esperança de que a crueldade que ora lambe os nossos pés algum dia eles a sintam na própria pele. Talvez assim o medo os faça assumir a sua responsabilidade.ARNALDO AMADO FERREIRA amadofilho@terra.com.brSão PauloMaioridade penalDepois da tragédia em Rio Claro, o presidente ainda vai insistir em defender a maioridade penal somente aos 18 anos?CANDIDA L. ALVES DE ALMEIDAalmeida.candida@gmail.comSão PauloEnquanto as nossas autoridades judiciárias e legislativas "argumentarem" que menores de idade, como o que matou a menina Gabriela, em Rio Claro, não sabem o que estão fazendo, os assassinatos vão continuar. Até que a filha ou a neta de um deles entre para o rol.JAMES F. SUNDERLAND COOKsunderland2008@gmail.comSão PauloÀ mercê da bandidagemO que vem ocorrendo no País, de norte a sul, quanto à segurança é inimaginável, estamos, de fato, abandonados à mercê da bandidagem, que vem crescendo de forma galopante, e ninguém faz absolutamente nada para conter essa avalanche criminosa. Nosso governador, o sr. José Serra, responsável direto pela segurança no Estado, agora foca exclusivamente sua candidatura à Presidência, com aparições na TV dando entrevistas em que mostra o bem-bom da vida que lhe oferecemos quando nele votamos, dando-se ao luxo de comentar sobre o que gosta de comer e beber nas refeições, seu time predileto, seu jogo de futebol com a PM, etc. Acham que ele está preocupado? Obviamente que não, pois a segurança dele e de sua família está totalmente garantida - à nossa custa, claro.ANGELO TONELLIangelotonelli@yahoo.com.brSão PauloOs últimos acontecimentos na esfera policial têm demonstrado quão caótica é a atuação do governo José Serra na área de segurança pública do nosso Estado. A população vive acuada, hoje nem em condomínios fechados as pessoas se sentem seguras. A criminalidade tomou conta de tudo e a nossa polícia padece de ineficiência absoluta. Só nos resta esperar e torcer para que o próximo governador paulista atue de forma mais eficiente para melhorar esse quadro, que chega a ser desesperador. Do atual governo não dá mais para esperar nada. P. S. - Acabei de ler sobre a morte do pobre e inocente ciclista na Marginal do Pinheiros, por bandidos em fuga. Lamentável!FRANCISCO C. MARTINS BORGESfrankmartins@hotmail.comCampinas23 de MaioHá 77 anos eclodia a Revolução Constitucionalista, num cenário político não pior do que ora presenciamos. Embora tenhamos hoje nossa Carta Magna, vem ela sendo martirizada pela farra das emendas promulgadas pelas Mesas da Câmara e do Senado, em meio a conchavos e escândalos que diariamente chegam aos noticiários, pondo em risco a credibilidade do Congresso Nacional. No mesmo diapasão da ditadura Vargas, o apego ao poder disfarçado na pele de uma candidata de partido, os apadrinhamentos e a enorme corrupção nos vários escalões do atual governo, outrora de forma velada e hoje escancarada, fazem com que a guerra dos paulistas em 1932 sirva não só de alerta para a situação reinante, mas também como exemplo, para as novas gerações, do heroísmo daqueles que morreram em prol da ordem e do ideal constitucionalista.PEDRO PAULO PENNA TRINDADEpptrindade@ig.com.brSão PauloTrambiqueirosNa Turquia, Lula atacou empresários brasileiros pelo que chamou de trambiques com derivativos, pois, segundo ele, não se contentavam com o que ganhavam (22/5, B8). Ele pode estar certo sobre a ganância de empresários, mas não sobre os "derivativos": políticos dos partidos da base e do PT comprados por cargos em Ministérios e estatais, o governo gastando, irresponsavelmente, mais do que arrecada na contratação de funcionários, por motivos políticos, e não para melhorar a máquina pública... Tantos novos funcionários, se estamos na era da informática, isso não é ganância para manter seu grupo no poder?MÁRIO ALVES DENTEdente28@gmail.comSão PauloPorque operou no mercado de derivativos, Lula chamou o seu ex-ministro Furlan de empresário trambiqueiro. É só mais uma demonstração do grande apreço e consideração pelos bons serviços que lhe foram prestados durante o primeiro mandato. Em Fernando Henrique Cardoso Lula pregou o selo de governante medíocre. Quando se olha no espelho, certamente Lula se diz: "Cara, você é o máximo!" Tudo bem, até um anoréxico esquálido se sente gordo, isso faz parte do distúrbio...MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloO presidente Lula não se dá conta das coisas que fala, principalmente em países que visita. Ele pensa que pode tudo. Não pode! Esses trambiqueiros a que ele fez menção são os mesmos a quem todos os meses o PT liga pedindo doações. Ele que se toque, seu tempo está acabando.MARIA JOSÉ DA FONSECAfonsecamj@ig.com.brSão PauloSem falar no mico que pagou ao se referir aos "turcos" no Brasil...ANA MARCELA L. BAPTISTAItaquaquecetubaBurocraciaDesde a época do saudoso ministro Hélio Beltrão nada de relevante foi feito na área da desburocratização. A burocracia mata as iniciativas, retira o estímulo à ação produtiva, cria enormes dificuldades para as pessoas honestas que querem cumprir suas obrigações e, mal dos males, abre as portas à corrupção desenfreada e vergonhosa da "indústria das facilidades". Louvável a iniciativa de Ruy Martins Altenfelder Silva (Desenvolvimento sem burocracia, 20/5, B2), que no Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp, por ele presidido, escolheu o tema da desburocratização como prioritário nos estudos que lá são desenvolvidos. Além de se cercar de gente muito boa, capaz e dotada de energia e vontade para enfrentar as imensas dificuldades que o tema envolve, é necessário conquistar a mídia, tornar as iniciativas conhecidas do público, promover manifestações populares, pois sem isso o poder instalado em nada facilitará, por conflitar com os seus interesses. DAGOBERTO ARANHA PACHECO dagopache@terra.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

23 de maio de 2009 | 00h00

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