Cartas

Petrobrás e ONGsO Estadão noticia que ONG fundada por Delúbio recebe R$ 4 milhões da Petrobrás. Deve ser esse o motivo de o PT lutar com todas as forças contra a CPI. Lula já tentou encobrir o desvio de dinheiro público para ONGs do PT, por medida provisória, pois é o maior golpe financeiro criminoso deste desgoverno. Existe a ONG Meu Guri, da esposa do Paulinho da Força, em São Paulo, que recebe dinheiro público; mas também ONG de churrasqueiro do PT, ONGs do MST que financiam invasões de terra, ONG da senadora Ideli Salvatti com a filha de Lula, em Santa Catarina, que recebeu R$ 140 milhões e fechou logo em seguida, e várias outras, sem nenhuma atuação social, ligadas a petistas e políticos de reputação duvidosa, que recebem milhões de dinheiro público e nunca são investigadas.VAGNER RICCIARDIvbricci@estadao.com.brSão PauloFico me perguntando como é possível a Petrobrás, sujeita a toda sorte de auditorias, cair na mira, a um só tempo, do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Receita Federal (Estado, 20/5, A3). Das duas, uma: ou a fiscalização interna e externa é feita de mentirinha ou os órgãos citados estão organizando um mutirão para procurar pelo em ovo. Como diz o caipira matreiro, "nesse pau tem mé..."JOAQUIM QUITINO FILHOjqf@terra.com.brPirassunungaAmeaça nuclearOs mais otimistas acham que a valorização do segundo teste nuclear da Coreia do Norte nada mais é que uma cortina de fumaça nos problemas que afligem o mundo, como a crise financeira provocada pelo golpe das hipotecas imobiliárias americanas, que se espalhou pelo mundo; a gripe suína, que já tem vários nomes; e até a CPI da Petrobrás, que está cheia de mistérios. Os mais pessimistas estão apavorados porque a expressão "bomba atômica" é cada vez mais citada nas manchetes. O mundo vai aos poucos descobrindo que alguns países não participantes do petit comité milionário dos que possuem armas nucleares já podem fazer suas bombas atômicas. A grande verdade é que o acesso à tecnologia nuclear, por algum motivo, foi facilitado. E agora chegou a hora de o mundo começar a ficar de pernas para o ar. Olhem só como está apimentado o cardápio nuclear alternativo: Índia, Paquistão e Coreia do Norte. É bom lembrar que o bombástico Bin Laden tem residência na região serrana do Paquistão. Enquanto isso, apesar de todos os protestos, a bomba atômica do Irã está quase pronta. E todos eles podem colocar os artefatos em "quentinhas" e entregar em domicílio. The end!WILSON GORDON PARKER wgparker@oi.com.brNova Friburgo (RJ)Oriente MédioExcelente o editorial O duplo desafio de Obama (24/5, A3). Raramente um texto retrata com tanta isenção e correção a questão do Oriente Médio. Todas as partes envolvidas têm suas razões, mas a paz mundial é mais importante para todos os povos. Não é mais possível aceitar que uma questão tão complexa ponha o mundo e sua economia em crise. Queira Deus que o presidente Obama consiga resolver o conflito, que existe há tantas décadas.ROBERTO BANHARA DIAS CARDOSOrbdc@terra.com.brSão PauloViolênciaTenho acompanhado as manifestações de leitores que cobram e acusam o governo Serra pela situação atual. Ora, recentemente tivemos o caso João Hélio, no Rio, do casal e filho queimados vivos em Bragança, e outros crimes hediondos praticados contra crianças e outros cidadãos comuns. Simplesmente não dá para culpar um ou outro governo. A violência permeia nossa vida há muito tempo e neste país do salve-se quem puder, onde deputados e senadores discutem como se locupletar mais, onde não há educação nem condições mínimas de sobrevivência, infelizmente, continuaremos sendo brindados com notícias terríveis como a do cruel assassinato da menina de Rio Claro. Como pai, sinto-me muito mal ao ler sobre tais atrocidades, mas não posso nem vou culpar um determinado governador. Antes de tudo, temos, em tese, um presidente que foi eleito para melhorar a condição de vida dos menos favorecidos e com isso elevar os níveis sociais do País, porém tudo isso foi falado e pensado antes de ele se tornar "presidente". Hoje, ele viaja, viaja e, antes que me esqueça, viaja mundo afora, para poder contar aos netos "onde o vovô esteve". De bom para o País, nada. Ou, para não parecer tão radical, quase nada. Com a crise atual, outros casos horrorosos serão publicados e nós, revoltados e amedrontados, cada dia mais oraremos para que o crime ocorra na casa ao lado, no carro de outro, na rua paralela, e não conosco. Orar e ter fé é só o que nos resta.RENATO CAMARGOnatuscamargo@yahoo.com.brSão PauloA escalada da violência no País é reflexo da impotência e da falta de ânimo dos governantes em combater a criminalidade. Desarmada, sem veículos blindados nem seguranças privados ou oficiais, a classe média tem sido a vítima maior deste descaso. Possuir um veículo de pequeno porte, financiado em 60 meses, tornou-se grande fator de risco, por representar uma afronta aos meliantes, já que lhes contaram, nos palanques oficiais, que a classe média é a principal responsável por suas mazelas. Todo dia menores assassinos, irrecuperáveis, transtornam a vida das famílias brasileiras, sob o olhar complacente dos poderes públicos. Só maciços investimentos na mídia explicam os espetaculares índices de aprovação desse governo de esquerda, que após 24 anos ainda tem o desplante de responsabilizar a ditadura militar pelo caos na segurança pública. Não sei quantos anos serão necessários para essa turma arregaçar as mangas e começar a trabalhar, mas chegará a hora, não duvidem, em que o povo vai preferir devolver todos eles aos sindicatos, de onde nunca deveriam ter saído.SERGIO VILLAÇAsvillaca@terra.com.brRecifePobre classe média brasileira: é obrigada a pagar cinco meses de seu salário ao Estado e seus privilegiados e ainda é assaltada nas ruas e em casa.SUELY BORGESsjungborges@yahoo.com.brSão PauloUnescoO governo Lula, segundo o ministro da Propaganda, Franklin Martins, vai manter o apoio ao egípcio Farouk Hosny para a direção-geral da Unesco, apesar dos protestos dos brasileiros e de dispormos de um candidato fantástico para o cargo. Quem é impatriota, mesmo?!MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisIpeaA respeito do editorial O controle do Ipea (25/5, A3), quero dizer que fui eu, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, quem qualificou a prova do Ipea de rasteira. De fato, disse que a prova foi rasteira e escassa em questões que avaliassem os candidatos em instrumentos indispensáveis à pesquisa aplicada. Esta última parte não foi publicada.VINICIUS CARRASCOvnc@econ.puc-rio.brRio de JaneiroO editorial O controle do Ipea contém um raciocínio, no mínimo, questionável. Segundo ele, no concurso de 2004 do Ipea 10 dos 44 aprovados tinham pós-graduação na PUC-RJ ou na FGV e só 1 na Unicamp; no último concurso, de 62 aprovados, 10 tinham pós-graduação na Unicamp, 1 na PUC-RJ e nenhum na FGV. O editorial sugere que isso mostra a tentativa de padronização ideológica do concurso atual. Pergunto-me se foi considerada a possibilidade de o resultado do concurso anterior, em vez de mostrar uma diferença de qualidade entre as escolas, ser simplesmente manifestação de uma padronização ideológica no sentido diametralmente oposto.RAMÓN GARCÍA FERNÁNDEZ, professor da Escola de Economia da FGVramon.garcia.fernandez@gmail.comSão PauloN. da R. - O editorial reprova a padronização ideológica de um órgão de pesquisa que deveria ser independente. Isso vale para qualquer tipo de aparelhamento.

, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

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