Cartas

Nem Freud explicariaEnquanto na Inglaterra políticos corruptos são destituídos de seus cargos, devolvem o dinheiro surrupiado do governo e deverão ainda ser punidos pela Justiça, no Brasil acontece o contrário. Parlamentares corruptos permanecem no cargo, não devolvem o dinheiro roubado do erário e ainda desdenham dos eleitores, mandando o povo e a imprensa se lixarem e garantindo que serão reeleitos, no que estão certos. O presidente Lula tentou por todos os meios evitar que se instalasse a CPI da Petrobrás, com receio de que aparecessem os podres na maior estatal brasileira. Não bastasse, mesmo com os inúmeros escândalos que surgem constantemente em seu governo, Lula vê subir seu apoio, em nova pesquisa eleitoral. E sua candidata diminui a diferença que a separava do favorito José Serra, para a Presidência. Evidentemente, o Brasil é um país de contrastes e contradições, que nem Freud conseguiria explicar.ADOLFO ZATZdolfizatz@terra.com.brSão PauloCom a campanha pró-Dilma a todo o vapor, mesmo antes do prazo legal, tudo indica que dificilmente o PSDB elegerá seu candidato a presidente em 2010, o que é uma lástima. Porém ele tem todas as chances de ganhar a disputa para o governo de São Paulo, o que deve ser considerado pelo governador Serra e seu partido.JOSÉ MILLEIelymillei@hotmail.comSão PauloPSDB atordoadoEstá certo o editorial O aturdimento do PSDB (2/6, A3). O partido está aturdido e sem discurso. Busca na neurociência um rótulo para um frasco hoje sem conteúdo. Em vez de cutucar o PT com uma CPI com todo o jeito de eleitoreira, devia é propor à Petrobrás, e às demais estatais que julga conveniente não privatizar, um estatuto legal que as protegesse dos políticos e governos mal-intencionados. Pôr essas empresas sob comando e controle do Estado daria ao tema outra dimensão e a plena adesão das pessoas decentes de todas as correntes políticas.NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRAnoo@uol.com.brSão PauloInfelizmente, faltam à nossa oposição duas condições básicas para uma efetiva atuação: moral ilibada e conteúdo ideológico definido.RICARDO SALLESsalles@casmf.com.brSão PauloQuando FHC lutou para que não houvesse aparelhamento do Estado e as agências reguladoras operassem independentemente das mudanças políticas, começou a ser "abandonado": apoio político só com oportunidades em cargos de confiança nas entidades estatais, representadas por contratos, tráfico de influência, corrupção, etc. Que partido político advoga que as organizações do Estado sejam estruturadas e profissionalizadas, isto é, operem sem interferência política? O exemplo das empresas privadas e dos países desenvolvidos mostra que competência exige estrutura e profissionalização. Estamos cansados de ouvir que partido que assim se comprometer não ganha eleição! Até quando toleraremos escolas que não ensinam, hospitais públicos, segurança e transportes precários, etc.? Estamos vendo as favelas crescendo. A precariedade dos serviços públicos contribui para que não existam? Creio que mensagens construtivas que mobilizem a população exigem lideranças confiáveis. E temos?DARCY ANDRADE DE ALMEIDAdalmeida1@uol.com.brSão PauloPetrobrásLi, como habitualmente, o comentário de Suely Caldas sobre A Petrobrás em tempos de FHC (31/5, B2). Confesso que não me lembro de que qualquer pessoa tenha discutido comigo a ideia que o Luiz Carlos Mendonça de Barros veiculou sobre uma divisão e privatização parcial da Petrobrás, nem de haver tratado do tema com ele. Discuti, sim, com o Rennó e com o Jobim, além de, obviamente, com os ministros da Fazenda e do Planejamento, sobre o que eu chamei de "flexibilização" do monopólio, mas jamais a divisão da empresa e muito menos sua privatização parcial. Se isso ocorreu, terá sido no âmbito do BNDES, sem meu conhecimento.FERNANDO HENRIQUE CARDOSOSão PauloTeoria conspiratóriaEstranho que mal os livros impróprios destinados aos alunos da rede pública estadual chegaram ao destino o erro tenha sido imediatamente propagado, com estardalhaço, por todo o País. Mesmo que possa parecer excêntrica, para quem já viu aquele montão de dinheiro destinado a comprar dossiê contra Serra na última eleição para governador, pode até pensar em teoria conspiratória para denegrir a imagem do futuro candidato a presidente da República.ENI MARIA MARTIN DE CARVALHOenimartin@uol.com.br BotucatuApós os últimos fatos ocorridos na Secretaria de Educação do Estado, com a compra de livros de Geografia com dois Paraguais (embora preferissem duas Venezuelas), livros de leitura com apelo ao sexo, violência e referências ao PCC, só posso concluir que há algum petista infiltrado nessa pasta. Se o governador Serra e o secretário Paulo Renato não se cuidarem, afundarão com esse tipo de "educação" e, aí, adeus Planalto. E, para nós, adeus ao Brasil tão sonhado, o país do futuro que nunca chega, a mãe gentil do nosso povo, a Pátria amada, idolatrada, salve, salve! Aquele Brasil deitado eternamente em berço hoje não tão esplêndido, o florão da América sem a iluminação do sol do Novo Mundo! O método é simples: desinformar primeiro, criar um culpado (governador e PSDB) via intensa propaganda e depois informar só o que convém. As falsas verdades aumentam o poder sobre os eleitores e conseguem manter nossa juventude cativa. É o que eles fazem desde o tempo de sindicato, quando o "metalúrgico" Lula programava greves por encomenda, muito antes de se pensar em PT. A situação é mais grave do que se imagina. O dia em que o brasileiro perceber que a verdadeira malandragem é ser honesto, nós comandaremos o planeta.RICARDO MELHEM ABDOricardomabdo@hotmail.comSão PauloParaisópolisPrezado capitão Emerson Massera, li com grande tristeza os depoimentos de pessoas que tiveram sua casa invadida pela PM (31/5, C5). A pergunta que não quer calar: fosse o senhor um morador da favela e tivesse sua residência invadida e seus familiares humilhados, desrespeitados e ameaçados, prestaria queixa? A falta de denúncias formais só vem provar que as famílias se sentem coagidas e têm muito medo de quem deveria estar ali para protegê-las.CRISTINA DIAS AMARALzaza_amaral@yahoo.co.ukRibeirão PretoPlacas em templosO texto da professora dra. Mônica Junqueira de Camargo (Aliás, 31/5) sintetiza conceitos básicos. "As igrejas não precisam de placas, mas antes de arquitetura. Um bom projeto pode conferir aos templos religiosos um caráter, em estreita sintonia com a fé que representam (...)." Na Praça do Patriarca José Bonifácio, Santo Antônio parece zelar pela capela querida dos paulistanos contra as agressões e a descaracterização que a praça vem sofrendo ultimamente. À semelhança desse pequeno templo, outros constituem referenciais vivos da História de São Paulo. Os sinos da Igreja da Boa Morte e Assunção, na Rua Tabatinguera, foram os primeiros a anunciar a chegada de dom Pedro I à cidade de São Paulo no dia 7 de setembro de 1822. Meus cumprimentos à professora Mônica.BENEDITO LIMA DE TOLEDObltoledo@uol.com.brSão PauloCom relação à enquete sobre placas nos templos religiosos, tenho a dizer que as placas devem ser discretas, indicativas, e não apelativas. Templos não são bingos nem cassinos de Las Vegas.OCTÁVIO ALVES DOS SANTOSwagnermfsantos@gmail.comSão PauloPor que a grafitagem não foi enquadrada na Lei Cidade Limpa? Para mim, elas são muito mais poluidoras do que as placas. AUGUSTO DO AMARAL FILHOa.amaralfilho@uol.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

03 de junho de 2009 | 00h00

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