Cartas

Onde anda a oposição?A CPI da Petrobrás só vai começar a funcionar, se é que vai, quando o líder do PMDB, senador Renan Calheiros, der consentimento. Ele aguarda a volta de Lula para acertar mais algumas verbas, nomeações e apoio eleitoral para os candidatos do PMDB em 2010. E onde está a oposição? Ninguém sabe, ninguém viu. Na reunião de abertura da CPI, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) aguardou a presença de algum senador por 13 minutos. Como ninguém apareceu, nem os senadores da suposta oposição, suspendeu a sessão por falta de quórum, conforme ordens do grande chefão Renan. Eis o retrato fiel do Parlamento. WILSON GORDON PARKER wgparker@oi.com.brNova Friburgo (RJ)Tortura fiscalSe um ex-procurador-geral da Fazenda Nacional está indignado com os procedimentos criminais com que esse órgão trata os contribuintes (3/6, A2), o que diremos nós, que sofremos todas as consequências da violência diária dos impostos excessivos, das cobranças dos débitos fiscais com juros do tempo do Onça. Às vezes me pergunto: será que nossos políticos se coadunam com as práticas do governo referentes à cobrança dos tributos elevadíssimos (40% do PIB), bem como com os atentados constantes à dignidade dos contribuintes, com tratamento degradante de tortura fiscal, constituindo o holocausto tributário, em que, para a Fazenda Nacional, nada mais justo do que impor ao contribuinte todas as medidas possíveis de cobrança dos débitos fiscais, não importando se põem em risco a sobrevivência do povo? Parabéns ao dr. Cid Heraclito, é de gente assim que o brasileiro precisa. S. Sa. não está só, pois tenho a certeza de que manifestou de forma brilhante o pensamento do povo brasileiro. Vamos dar um basta.NELSON WOCZINSKIconstrutoralindenbach@superig.com.brSão PauloMuito oportuno o artigo do dr. Cid Heraclito, reconhecendo que os contribuintes estão sendo espoliados diariamente pela mão pesada do poder público, que já mostrou ter muita competência na hora de cobrar e executar esses impostos, mas não para aplicar tal receita em favor da população. Ao contrário, o fruto dessa confiscatória arrecadação mensal de impostos é direcionado, na quase totalidade, para pagar indecorosos salários da máquina administrativa e de políticos. Sem contar os escândalos de desvio de verbas, superfaturamento em obras e licitações. Hoje, no Brasil, cabe na palma da mão o número de contribuintes que conseguem pagar ao final do mês toda a carga tributária que recai sobre suas atividades comerciais. LUIZ HENRIQUE F. CESAR PESTANAcpestanadv@aasp.org.brSão PauloCasa da mãe JoanaTentativa de anistiar todas as entidades "pilantrópicas", de amordaçar a imprensa e "dirigir" o cinema; transformação do País em refúgio de bandidos; aparelhamento total de estatais e até de agências reguladoras; mensalão e dossiês para cooptar e chantagear os partidos; assistencialismo para garantir os votos eternamente; e tantas outras barbaridades... Realmente, o ministro Carlos Minc definiu muito bem este governo (30/5, A10). Se é ele que o diz, quem somos nós para discordar?MARCOS JOSÉ DE FREITAS E SILVAmarcosjfreitas@uol.com.brSão PauloMinc deve ficarEu não concordo com o editorial O que o ministro tem a fazer (30/5, A3), sugerindo que Minc se demita. Num governo em que a preocupação principal é o produtivismo a todo custo, o ministro do Meio Ambiente é uma exceção e a única esperança de ver revertido um quadro de total devastação ambiental que há muito se vem verificando no País. Deve, portanto, não só se manter no cargo, como ter apoio de toda a sociedade brasileira, a começar pelos segmentos mais esclarecidos. É um absurdo pensar em construir estradas na Amazônia, quando sabemos que a Transamazônica foi um fracasso total, apenas para garantir a eleição de um ministro candidato a governador. Até quando, neste país, os políticos vão continuar a se eleger graças aos danos produzidos ao meio ambiente?RICARDO MARTINS SOARESlusoparana@yahoo.com.brCuritibaEsclarecimentoEm complemento ao editorial A greve na USP (3/6, A3), a Reitoria da Universidade de São Paulo esclarece que estão sendo questionados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) aproximadamente mil empregos públicos da universidade, e não 5.214, conforme divulgado, e não há nenhuma determinação para dispensa de servidores que estejam nessa situação, mesmo porque a USP esgotará, por meio de sua Consultoria Jurídica, todas as medidas legais para garantir os referidos empregos. O questionamento do TCE refere-se à criação de funções sem a prévia aprovação da Assembleia Legislativa após a Constituição federal de 1988. Ressalte-se que, no entendimento da universidade, a USP tinha autorização legal e constitucional para criar, por ato próprio, funções e empregos públicos. Atualmente, a Lei Complementar Estadual 1.074/2008, proposta pela USP, encerrou a questão, posto que os atuais e futuros concursos estão e estarão todos adequados à nova sistemática introduzida pela Emenda Constitucional Estadual n.º 21/2006.ADRIANA CRUZ, assessora de Imprensa da Reitoria da USPimprensa@usp.brSão PauloRadioamadorismoA queda do Airbus da Air France foi uma tragédia. Mas deve ser elogiada, dentro desse triste quadro, que todo o mundo lamentou, a atuação de um radioamador, o sr. André Sampaio, residente em Fernando de Noronha, que não só confirmou a tragédia quando da localização dos primeiros destroços do avião, como também alimentou a mídia com informações corretas e cautelosas, sem fazer estardalhaço de sua cooperação, demonstrando mais uma vez quão útil é esse hobby, infelizmente pouco valorizado entre nós, brasileiros. Parabéns ao sr. André.JOSÉ PIACSEK NETObubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandavaIneditismoLeitor e assinante do Estado, tomo a liberdade de fazer a devida correção da manchete de 2/6. Ao contrário do que foi estampado, a tragédia que envolveu o Airbus da Air France não é e nunca foi "inédita"; o autor da matéria com certeza desconhece a história da aviação comercial mundial. Para provar citarei alguns acidentes no referido trajeto: 1) 7/12/1936, o hidroavião Latécoère 300, da Air France, denominado Croix du Sud, prefixo F-AKGF, pilotado pelo famoso aviador Jean Mermoz (companheiro de aviação de Antoine de Saint-Exupéry, renomado autor de O Pequeno Príncipe), desapareceu no Atlântico, durante sua 25.ª travessia do Atlântico Sul, com toda a tripulação. 2) 23/12/1946, um avião Avro, 685 York, prefixo LV-XIG, da Flota Aérea Mercante Argentina (Fama), antecessora da Aerolíneas Argentinas, voava de Londres, via Paris e Lisboa, para Buenos Aires e, quando se aproximava do Rio de Janeiro, acidentou-se, matando todos os seus 21 ocupantes. 3) 11/6/1947, um avião quadrimotor Avro 691 Lancastrian da Fama, prefixo LV-ACS, acidentou-se no aeroporto de Natal (RN), quando se preparava para pousar. O voo era proveniente de Buenos Aires, via Rio, com destino à Europa. Morreram cinco dos 18 ocupantes da aeronave. 4) 5/1/1949, a aeronave de matrícula G-AHEX, um Avro 685 York, da British South American Airways (BSAA), posteriormente British Airways, acidentou-se perto de Caravelas (BA), quando voava no trajeto Londres-Rio, vitimando três dos seus 15 ocupantes. Assim, não há nenhum "ineditismo" no triste acidente com o avião da Air France.ANTÔNIO S. RIBEIROCotiaN. da R. - Obviamente, a manchete referia-se a voos acidentados sobre o Atlântico na rota Rio-Paris - e o caso de Jean Mermoz foi citado na matéria. Cabe-nos agradecer ao leitor por suas esclarecedoras informações.

, O Estadao de S.Paulo

04 de junho de 2009 | 00h00

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