Cartas

Obama no CairoO discurso de Barack Obama no Cairo lembra os de Shimon Peres no período em que o presidente de Israel ainda estava inebriado com o "Novo Oriente Médio" tolerante e cooperativo que despontava no horizonte do imaginário ocidental. Algumas intifadas e guerras depois, a guinada do voto israelense para a direita é apenas um dos sintomas da ressaca que se seguiu à euforia. O presidente americano acertou em cheio na escolha do campo em que pretende enfrentar o Islã radical: os corações e as mentes dos muçulmanos. É exatamente o que importa para os que perpetraram os atentados de 11 de setembro. Só que no terreno escolhido, por enquanto, o ódio aos infiéis do Ocidente ainda fala mais alto do que o charme do atual presidente americano. E quando a reação vier esperamos que os EUA tenham bem mais sucesso do que Israel teve quando arriscou optar pela paz.JORGE A. NURKINj.nurkin@uol.com.brSão PauloCuba e a OEAA Organização dos Estados Americanos (OEA) revogou a suspensão imposta a Cuba há 50 anos. É um grande sinal de boa vontade oferecido ao governo cubano. Vamos aguardar que esse governo ditatorial revogue o tratamento desumano imposto até hoje ao sofrido povo da ilha vermelha.BENONE AUGUSTO DE PAIVAbenonepaiva@yahoo.com.brSão PauloAgora que Cuba solenemente esnobou a OEA, cabe perguntar: para que tanto barulho, que fez da questão a prioridade do encontro, para chegar a uma decisão, mas, em vez de reconciliar, apenas deu vazão a ressentimentos infantis? Mais uma vez a América Latina, que adora reuniões de cúpula e criar organismos internacionais como quem faz batizado de boneca, faz comédia para o mundo. Sorte da OEA não ter de dar assento a mais um caudilho desprovido de interesse pela democracia. Resta saber se os entusiastas patrocinadores da "causa" cubana esperavam por essa ou só estavam preocupados em afrontar o Tio Sam e esqueceram os detalhes.ANTONIO C. DA MATTA RIBEIROantoniodamatta@ig.com.brGuarulhosBolsa-FamíliaO artigo Trabalhe pesado! (5/6, A2), de João Mellão Neto, merece ser lido e analisado com toda a atenção e seriedade pelos brasileiros que têm senso de responsabilidade. O governo federal está aumentando demais as despesas. Já comprometeu as finanças atuais e futuras com a criação de órgãos e cargos, aumentos de salários de servidores (muitos já ganham acima do recebido em funções iguais na iniciativa privada), do salário mínimo acima da inflação, além das "mil e uma" outras bondades eleitoreiras. No caso do Bolsa-Família, estamos caminhando, como bem disse Mellão, para uma situação em que apenas uma parte da população trabalhará para sustentar, a título de esmola, os milhões de brasileiros que recebem sem trabalhar, sem nenhuma contrapartida ou compromisso, a não ser, talvez, fazer parte do gigantesco curral eleitoral de Lula, PT, aliados, sindicalistas, diretores de órgãos federais e empresas estatais. ÉLLIS A. OLIVEIRAelliscnh@estadao.com.brCunhaAcredito numa solução digna para quem precisa do Bolsa-Família. O governo poderia vincular o benefício a trabalho. Será que na cidade, no Estado onde esses cidadãos moram não há o que fazer? Em qualquer segmento do governo sempre há o que fazer. Creio que muitos não iriam mais receber o benefício, pois se sentiriam felizes por ser úteis. Como disse Mellão, "benefício concedido sem reciprocidade é esmola. E esmola não cria cidadãos ativos. Cria, isso sim, mendigos". Ah, esqueci um detalhe: benefício x trabalho não dá voto! Isso cansa.LILIAN MARIA NOGUEIRAlilian.nogueira07@gmail.comSão PauloMellão disse tudo o que estava entalado na garganta de quem trabalha sobre o Bolsa-Família! Parabéns! Lavou a nossa alma, deu voz à nossa indignação.LUCIANA PUECH LEÃOlupuech@speedmax.com.brSão PauloAcidente do voo 447Lamentáveis as declarações precipitadas do ministro Nelson Jobim! Será que ele não pensou na dor das famílias das vítimas? Sugiro que emende desde já o feriado de Corpus Christi e vá descansar no seu Estado (RS) para, ao menos, dar um pouco de paz a essas pessoas, que já sofreram tanto!PAULO MARIANO MARCONDES FERRAZpmmferraz@hotmail.comSão PauloAs autoridades brasileiras, dentre elas Lula, Jobim e, principalmente, o governador do Rio de Janeiro, ajudariam muito mais se ficassem caladas. É um absurdo que num momento destes falem tanta besteira. Por isso o nosso país é cada vez mais discriminado na comunidade internacional.NILSON APARECIDO CARREIRA MÔNICOadvcarreira@uol.com.brPresidente VenceslauAchei muito delicado, mas muito delicado mesmo, os jornalistas da TV francesa TF1 só terem qualificado Jobim de "falador".GABRIEL ANASTACIOanastacioangola@terra.com.brSão PauloMinistro Jobim, respeite a sabedoria popular: o apressado come cru, ou queima a língua, ou fala bobagem...LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloCelebridadeAté nosso glorioso e glamouroso ministro entrou nessa de aparecer? Confundir lixo com destroços de avião é muuuuuuito...CESARE MOROSINIcesare@listasinternet.com.brGuarulhosO estrategistaJá imaginaram se, em caso de guerra, o nosso estrategista fosse o ministro Jobim? Deus nos livre.HENRIQUE MASSARELLIhermassa@uol.com.brSão PauloAinda a Avenida PaulistaCom relação à carta de 29/5 envolvendo a Avenida Paulista e a Associação Paulista Viva (APV), cumpre-me prestar alguns esclarecimentos. De fato, a Prefeitura rescindiu termo de parceria com a APV (Diário Oficial do Município, 4/1/2006). Foi essa divulgação pela imprensa oficial que mobilizou a mídia, na época, contra a decisão. A APV nunca se beneficiou comercialmente da Avenida Paulista. Em 2003, por sua iniciativa e com autorização da Prefeitura, foram colocadas floreiras nos postes centrais da avenida, junto com banners comemorativos dos 450 anos da cidade de São Paulo, e o custo foi todo absorvido pela associação. Ao final dessas comemorações, a Prefeitura solicitou a manutenção da decoração floral e estabeleceu que 50% dos banners seriam para divulgar assuntos de interesse da cidade; os outros 50% seriam destinados à divulgação institucional de corporações associadas da Paulista Viva. Isso viabilizaria a manutenção e substituição das flores. Porém nunca foi conseguido o patrocínio das flores de forma constante e nos muitos meses sem patrocínio foi a própria APV que assumiu o custo. Todos os assuntos aqui abordados podem ser comprovados. A APV é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), suas contas são acompanhadas por auditoria externa e estão à disposição para ser verificado se a entidade teve qualquer benefício comercial. Também nunca tomou decisões unilaterais, pois sempre esteve respaldada pelo desejo da comunidade e dependente das autorizações do poder público. A APV continuará existindo e respeitada, independentemente dos acertos ou erros dos gestores do poder público ou de sua própria diretoria, que é também passageira. Há cerca de dois anos a APV está silente para evitar polêmicas, mas satisfeita por ter impedido a manutenção do mosaico português, pelo que lutou por cerca de 15 anos, embora não tenham sido adotadas as placas de concreto pré-moldadas.NELSON BAETA NEVESmarly@assocciacaopaulistaviva.org.brSão Paulo

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