Cartas

Virando sucataOs caríssimos helicópteros Black Hawk da FAB (cerca de US$ 35 milhões cada) poderiam ser de muita utilidade na busca do avião da Air France, mas não têm autonomia suficiente para ir e voltar da área do acidente voando a partir de bases terrestres. Nossa Marinha dispõe de um porta-aviões, o A-12 São Paulo, comprado da França em 2000 por US$ 12 milhões, de utilidade inquestionável na defesa de nosso mar territorial e em operações complexas, que poderia abrigar os Black Hawks, mas está inoperante desde maio de 2005, quando irrompeu um incêndio a bordo. São mais de quatro anos encostado, por falta de dinheiro para reparos. Pergunto: quem determina a prioridade dos gastos de nossas Forças Armadas? Quantos equipamentos caríssimos estarão virando sucata? Por que faltam recursos para manutenção, enquanto sobram fortunas (US$ 1,2 bilhão desde 1979) para um projeto de submarino nuclear que ainda não saiu do papel, se é que um dia sairá?FLÁVIO CALICHMANibracal@uol.com.brSão PauloIncontinênciaO ministro da Defesa, Nelson Jobim, especialista em defender apenas os interesses do PT - o estado de penúria em que se encontram nossas Forças Armadas que o diga -, imitando o verborrágico presidente Lula, andou falando demais sobre os destroços do trágico voo 447 da Air France. Alguém deveria avisá-lo de que o homem também morre pela boca - falando e comendo!ROBERTO STAVALE bobstal@dglnet.com.brSão PauloO ditado mais certo é cada macaco no seu galho. Não é, Jobim?IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloPisou no óleoO ministro Jobim escorregou no óleo e caiu do alto da soberba, mostrando sua vaidade, sua ambição e sua arrogância. Triste figura, que seria apenas ridícula, não fosse o posto que ocupa sem merecimento. Mais um episódio para nos envergonhar.RUY NEPOMUCENO FILHOruine@terra.com.brSão PauloHolofotesDepois de pagar um tremendo mico internacional por suas precipitadas declarações, esperava-se que o ministro Jobim se recolhesse ao silêncio e deixasse para os especialista da Aeronáutica as declarações sobre o acidente do Airbus da Air France. Ledo engano, pois não é que ele voltou à TV, agora fantasiado com a sua roupinha camuflada, para repetir mais ou menos o que havia dito anteriormente? É mais um que não pode abrir a geladeira...MAURÍCIO LIMAmapeli@uol.com.brSão PauloTerceiro mandatoAo insistir pela segunda vez nessa história de terceiro mandato, o deputado Jackson Barreto melhor se adaptaria ao estilo do déspota Hugo Chávez, "há mais de dez anos no poder", do que à tradição democrática de respeito à Constituição numa saudável alternância de poder. Lula já rejeitou essa possibilidade, reafirmando seu respeito à Constituição e que "com democracia não se brinca". O que pretende esse deputado ao propor o desrespeito à nossa Carta Magna: aparecer na mídia ou transformar nossa democracia numa alternativa bolivariana?PAULO R. KHERLAKIAN paulokherlakian@uol.com.brSão PauloDois pesos...Vivemos num país de dois pesos e duas medidas. O governo federal faz promoção pessoal do presidente Lula e da ministra candidata, usando diariamente a propaganda governamental, que, segundo o noticiário, está impregnando todo o País, e para a Justiça não é campanha antecipada. A Sabesp faz publicidade para se apresentar como empresa de mercado nos maiores centros do Brasil e a Justiça engole ação de deputado petista. Melhor o governador José Serra parar de piscar, ou vão dizer que está emitindo sinais políticos. ARTHUR SOARESarthur09br@yahoo.comBelo HorizontePrecatórios e viúvasAs declarações do secretário de Finanças do Município, do prefeito de São Paulo e do governador do Estado são irresponsáveis e mentirosas. Segundo eles, não existem as viuvinhas dos precatórios que vão morrer e os créditos estariam na mão de especuladores. Convido-os a passar uma manhã em meu escritório, atendendo clientes detentores de precatórios: doentes, viúvas e viúvos padecendo na fila, aguardando anos a fio sem ver seu direito reconhecido por sentença satisfeito. É uma situação dramática. Há casos de doentes, já nas últimas, que pedem ao tribunal o sequestro do seu precatório para pagar o tratamento médico, remédios e para morrer com dignidade. Os tribunais têm deferido esses sequestros, com base na proteção da Constituição à dignidade da pessoa humana. Mas, pasmem: os governos de São Paulo recorrem das decisões. Acho que eles querem ver o credor morrer na fila, mesmo! Peço-lhes que me ajudem a explicar a esses clientes por que não existe dinheiro para pagar as sentenças judiciais, apesar de o Estado ter vendido a Nossa Caixa e bater recordes de arrecadação, e de o Município patrocinar um campeonato de truco de mais de R$ 200 mil (5/6, C8). É preciso entender que na ponta do precatório existe uma história de vida, de lesão de um direito, de luta interminável para reconhecê-lo em juízo e de esperança de receber o ressarcimento dessa lesão em vida. É preciso entender que desprestigiar o precatório e aprovar essa PEC do Calote, imunda, é ofender a Justiça. É declarar a insegurança jurídica total no País. Significa dizer que a Justiça deste país não vale quando a condenação é contra o Estado.REYNALDO SANGIOVANNI COLLESIreynaldocollesi@hotmail.comSão PauloO secretário municipal de Finanças, sr. Walter Morais Rodrigues, defende um calote, digo, deságio de 50% na quitação dos R$ 11 bilhões que a Prefeitura deve de precatórios, sob o argumento de que tal dívida compromete 55% da receita líquida do Município. Perguntar não ofende: posso deixar de pagar todos os meus impostos e taxas do Município daqui para a frente e, quando chegar a 55% da minha receita líquida, pagar com os mesmos 50% de deságio? Prometo fazer uma planilha e acompanhar direitinho.BASÍLIO JOSÉ BERNALbernal@roloflex.com.brSão PauloFolclore?!A dívida real, fruto de numerosas sentenças judiciais já transitadas em julgado, que o sr. governador José "Caloteiro" Serra se recusa a pagar, por exemplo, à minha septuagenária sogra, Olga Monteiro Casari - viúva, professora aposentada que serviu orgulhosa e publicamente a este Estado e a esta Nação na dura faina de bem educar -, e a milhares de outros cidadãos honestos, todos legítimos credores dos precatórios do Estado de São Paulo e até aqui levados em vergonhoso e protelatório banho-maria a mando desta administração, nada tem e muito longe está de ser "folclórica" ou irreal. Bem ao contrário, aliás, do que vai ocorrer com a voz que ecoará nas próximas eleições em relação ao candidato José Serra, em nível nacional, e ao PSDB paulista, no tocante à esfera estadual, na dura e real resposta, sim, a esse escárnio - como bem definiu o advogado Carlos Toffoli -, dirigida a governantes que tratam de maneira cínica e arrogante o direito de sofridos idosos, viúvos e viúvas, como se "histórias" fossem! Não perdem por esperar o julgamento das urnas...PAULIO BOCCATOpofboccato@yahoo.com.brSão CarlosPara que essa vergonha não continue, precisamos que nossa única voz nesse absurdo, a imprensa, por favor, não nos abandone! Continuem a falar, e muito, sobre isso. Nós, as "velhinhas dos precatórios", vamo-nos lembrar muito bem em quem não votar nas próximas eleições!LEILA CUNHA SILVA NITZKEnitzke@globo.comSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

06 de junho de 2009 | 00h00

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