Cartas

PATOS VÃO PAGAR O PACMais um golpe está sendo preparado contra a patuleia, isto é,nós, os pagadores de impostos. O governo federal prepara uma grande ajuda às empreiteiras que fazem obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Não se trata de empréstimos dentro da tradicional segurança bancária, e sim de uma "ajuda" de R$ 3 bilhões, via BNDES, sem as devidas garantias. Tudo isso para incrementar as obras do PAC, que estão empacadas. Pergunto: se normalmente as empreiteiras dão o calote nos financiadores, mesmo com garantias, quem pagará esta conta? Resposta: nós, os patos pagadores de impostos.ANTONIO CARLOS PEREIRAacpereira1939@com4.com.brBatataisBuscas do AF 447Parabéns à Força Aérea e à Marinha do Brasil pelo magnífico trabalho de busca do voo AF 447. Tomara que esse trágico acontecimento sirva ao menos para mostrar aos brasileiros quão importantes são as Forças Armadas e que elas sempre devem ser prestigiadas por nós, cidadãos. Além disso, devemos exigir de nossos governantes que se comprometam em seus planos de governo a manter os militares bem treinados, bem equipados e, principalmente, bem remunerados. No Brasil, há mais de 20 anos o militar é desprestigiado, mal remunerado, mal equipado, isso quando não é difamado por grupos políticos. Está na hora de recuperarmos o brio das nossas Forças Armadas pelo reconhecimento de seus inúmeros trabalhos, não só este que acompanhamos agora, como por tantos outros realizados pelo Brasil e que muito pouco são divulgados.FREDERICO D?AVILAfredericobdavila@hotmail.comSão PauloCoincidênciasVoos QF 72, TAM 8095 e AF 447, todos de Airbus A 330. O primeiro, de uma companhia australiana, e o segundo, da TAM, perderam altitude recentemente em pleno voo, ferindo seriamente os passageiros. Agora o AF 447, que parece ter sofrido algo semelhante. Tudo muito parecido... A queda brusca do A 330 da TAM ao se aproximar de São Paulo foi também um problema como o que ocorreu com a aeronave da Qantas na Austrália? Houve discordância dos computadores do avião da TAM sobre algum parâmetro quando o evento ocorreu? A TAM procurou verificar isso logo após o ocorrido? Ou não checou e agora não é mais possível? A TAM já teria uma resposta oficial? Os medidores de velocidade daquele avião tinham sido trocados, de acordo com a solicitação da Airbus? Pelo visto, isso não ocorreu com o AF 447.GUIDO COSTA SOUZA DE ARAÚJOguido.araujo@gmail.comCampinasViolências do FiscoAinda sobre o excelente artigo do ex-procurador-geral da Fazenda Nacional, dr. Cid Heraclito de Queiroz, ele põe a nu as violências que o Fisco vem perpetrando contra os brasileiros, fazendo tábula rasa dos princípios constitucionais que, teoricamente, devem garantir os direitos de propriedade, de privacidade, de plenitude de defesa e de submissão à apreciação judicial de toda lesão ou ameaça de direito. E o mais triste e preocupante é que o Congresso de tudo participa, submetendo-se candidamente à voracidade arrecadadora do Executivo, sem cogitar de pôr limites às arbitrariedades. Quando todos sabemos da crescente e praticamente irreversível lentidão do Judiciário em socorrer quem o procura, o que se vê é que - como colocado com propriedade e competência pelo articulista - estão os contribuintes de fato submetidos a autêntica e degradante tortura fiscal, que se consubstancia, dentre outras barbaridades, em penhoras online que subtraem de suas vítimas a possibilidade de dispor do saldo de suas contas bancárias para atender a necessidades primárias e intimamente ligadas a seus direitos individuais e de sua família, como alimentação, moradia e saúde. Para não falar que com a institucionalização dessas arbitrariedades o poder público cresce na sua horrorosa posição de grande congestionador do Judiciário, que a cada dia vai ficando mais entupido com ações para tentar, ainda que tardiamente, dar um basta a esse repugnante estado de coisas. Há que reagir energicamente contra isso!JOSÉ EDUARDO DIAS COLLAÇOSantosO profetaQuem se lembra dos prognósticos do economista chileno Sebastian Edwards, professor da Universidade da Califórnia, sobre o destino da América Latina? No caso do Brasil, ele previu o que chamou de "economia da melancolia", isto é, uma trajetória sem crises, mas também sem crescimento. Na época observou que no nosso país a tributação era escandalosa; a qualidade da mão de obra, ruim; os investimentos públicos, parcos; a educação, péssima; e a infraestrutura, precária. Acertou na mosca!SERGIO S. DE OLIVEIRAssoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)PrecatóriosSou professora do Município, tenho precatórios a receber e não concordo com o sr. secretário de Finanças que os precatórios são de interesse de advogados. Aliás, nem precisaríamos contratá-los se nos fosse pago o que é de direito. Quando devemos a órgãos públicos, cobram-nos juros de cada centavo. O que está acontecendo com essa PEC do Calote é mais uma vergonha deste país. Falo em nome de milhares de professores que trabalham exaustivamente para melhorar a educação do Estado e do Município. Estão nos roubando, sim. Deveríamos ter recebido esse dinheiro na época em que governantes infringiam a lei e não nos pagaram. Lamentável é que cada vez mais os primeiros a dar o exemplo de roubo são os governantes.MARCIA DARELLImarciadarelli@terra.com.brSão PauloTenho precatórios a serem pago pela Prefeitura de São Paulo.Tive câncer de mama e preciso fazer tratamento de fisioterapia pago. O SUS fornece-me o remédio. Poderia ter um final de vida melhor se o que me é devido fosse honrado. Há uma forma de não haver mais precatórios. É só pagar o que é de lei ...ELIZABETH GALO DI LORENZObgallo@uol.com.brSantosIdosos desapropriadosNós, desapropriados do Metrô em Moema, entre as Avenidas Pavão e Rouxinol, bloco 5.031, sentimo-nos altamente discriminados, injustiçados e escolhidos a dedo para arcarmos com o ônus dessa obra. Somos cinco proprietários idosos, doentes e dependentes dos aluguéis para sobreviver. Por que o Metrô não desapropria a loja do Pão de Açúcar ou a da Tok Stok, o Banco Itaú, etc.?EGLELIA APARECIDA PELLINI, 68 anosliacontato@hotmail.comSão PauloObras em andamentoO editorial Prejuízos com obras inacabadas (4/6, A3) afirma equivocadamente que 11 CEUs estavam em obras no final do ano passado, quando a Prefeitura mencionava cinco. O texto ignora as notícias amplamente divulgadas pela imprensa na época de que seis deles já estavam em funcionamento no bloco didático, que é a prioridade desta gestão. Quanto à Biblioteca Mário de Andrade, a revista citada não disse que as suas obras estavam prontas, mas que ela é a mais conhecida das bibliotecas em reforma, conforme, aliás, carta publicada pelo jornal em 6/1. A reforma da Mário de Andrade é a primeira desde a sua fundação e incluirá a incorporação de um novo prédio do outro lado da rua. Quanto à questão dos prejuízos com projetos não acabados, vale lembrar que José Serra e Gilberto Kassab sempre mencionam que "a obra mais cara é a obra inacabada". Por isso sua administração deu prosseguimento a projetos paralisados das gestões anteriores e não iniciou obras que não tenham tido sequência nos trabalhos de construção.SERGIO RONDINO, Assessoria de Imprensa da Prefeituralserva@prefeitura.sp.gov.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

08 de junho de 2009 | 00h00

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