Cartas

O blog da PetrobrásQuando pensamos que já vimos tudo, ocorre mais um fato de "cair o queixo". A Petrobrás criou um blog em que tenta "esvaziar" as futuras reportagens dos jornais sobre a empresa. As perguntas enviadas por jornalistas são publicadas e "respondidas" pela empresa no tal blog. O ineditismo está no fato de a empresa publicar uma correspondência de caráter privado, como se a ética estivesse abolida do Brasil definitivamente, e na hostilização aberta à imprensa nacional. No tal blog não são publicados perguntas e comentários contrários à empresa. Só são aprovados para a publicação os elogiosos à Petrobrás e os que atacam a imprensa. A Petrobrás tem em seus quadros 1.150 profissionais na área de comunicação, muito mais do que os jornais costumam empregar para produzir milhares de exemplares diariamente. Nada a reclamar, não fosse esse verdadeiro exército pago com dinheiro público! Note-se que a empresa tem ações na BM&F e, mesmo assim, limita ao máximo a coleta de informações de interesse dos acionistas, sem que a CVM faça qualquer movimento no sentido de mostrar interesse pelas inúmeras denúncias de inconsistências nas informações prestadas ao distinto público pagante. É bizarro! A Petrobrás foi privatizada pelo PT!MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisPor que o governo teme a CPI na Petrobrás? Onde há fumaça há fogo. Se houve denúncia de irregularidade na estatal, deixem rolar a CPI normalmente. O que for apurado o povo tem de saber. Numa autêntica democracia tudo deve ser aberto à população, não há por que ocultar uma eventual irregularidade apurada.JOÃO ROCHAELjrochael@ibest.com.brSão PauloRecordandoUm almoço com as "estrelas" em homenagem a Dilma Rousseff na casa de Marta Suplicy... Entre Ana Maria Braga, Adriane Galisteu e Luciana Gimenez, ali presentes, fico com Regina Duarte!MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloGastos sem limitesUm verdadeiro escárnio os aumentos de gastos dos três Poderes da República nos últimos anos. Temos de financiar uma burocracia escandalosamente cara pelos serviços que presta à população. Um Legislativo que não funciona, um Judiciário com 70 milhões de processos em tramitação, aguardando julgamento, e um Executivo inflado com excesso de Ministérios, 40 mil cargos para apaniguados, etc., etc. Somos onerados por uma carga tributária altíssima segundo os padrões internacionais, diluída em sua maioria nos porões da burocracia federal e de retorno precário e insuficiente para as reais necessidades da população. Lastimável.FRANCISCO ZARDETTOfzardetto@uol.com.brSão PauloDiante das informações constantes na matéria Judiciário quadruplica despesas com pessoal desde o governo FHC (8/6, A4), não se pode deixar de perguntar: a celeridade e a eficiência do Judiciário também quadruplicaram?DAINIS KAREPOVSdakar@uol.com.brSão PauloOs professores da rede pública recebem salário em torno de R$ 1 mil, trabalhando muitas vezes como heróis, enfrentando a violência em muitas escolas. Os militares, que também põem a vida em risco, são obrigados a fazer bico para incrementar o exíguo salário, enquanto três ministros de Estado, parlamentares licenciados, continuaram a receber auxílio-moradia do Senado. Deputados e senadores seguem com exorbitantes despesas e se lixando para os eleitores. Agora, o ex-juiz e deputado Flávio Dino (PCdoB-MA) diz que a elevação dos gastos do Judiciário tem como causa a criação de centenas de varas. Parece que está faltando mais uma vara, a vara de marmelo, para acabar com essa pouca-vergonha.IRENE MARIA DELL?AVANZIruiarts@uol.com.brItapetiningaViuvinha dos precatóriosMinha mãe, de 64 anos, é pensionista do ex-servidor João Gonçalves Pereira Filho, falecido em 19/2/2004. Graças ao ex-prefeito Paulo Maluf, ela tem direito a receber um precatório. Essa dívida é proveniente de ação trabalhista, ou seja, uma decisão equivocada, em 13/2/1995, do ex-prefeito, que a Justiça reconheceu em favor de meu pai. Como ele faleceu antes de receber, virou um precatório para minha mãe, que não sabe quando vai receber. Como o secretário das Finanças do Município afirma que não existe viuvinha dos precatórios, se minha mãe é viúva e tem direito a receber um precatório da Prefeitura?BENEDITO GONÇALVES PEREIRAbenedito@ig.com.brSão Paulo Walter Morais Rodrigues, secretário de Finanças da Prefeitura, desconhecendo que precatórios representam decisões finais da Justiça, é taxativo em não os pagar ou reduzi-los em 50%. Ignora ou finge ignorar o artigo 5.º, XXXV e XXXVI, e o artigo 60, III, § 4.º, da Constituição federal, pois esta não pode ser alterada quanto aos direitos individuais. Além disso, com picardia grosseira, agride funcionários que toda a vida trabalharam para o poder público e são caloteados pelo governo, que não paga valores determinados pela Justiça. Pergunto ao secretário: posso deixar de pagar impostos ou reduzi-los pela metade? Votei nesse prefeito, mas tanto ele como o governador estão se lixando para nós. Nota: não tenho precatórios municipais nem sou viuvinho.ROBERTO BANHARA DIAS CARDOSOrbdc@terra.com.brSão PauloPela primeira vez em 65 anos sinto vergonha de ser paulista. Jamais imaginei que um prefeito e um governador desta terra abençoada pudessem defender o calote, ou a agiotagem, no pagamento de seus débitos (precatórios), mormente os alimentares. Existem, sim, agiotas que compram com deságio esses créditos, mas o Estado e o Município não se podem igualar a eles, sancionando a agiotagem. A defesa da PEC do Calote por homens de bem é uma vergonha que São Paulo não merece, a menos que a intenção seja igualar-se ao desgoverno federal.GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloCada vez mais nos sentimos humilhados diante de um direito reclamado, pois tudo o que envolve benefícios para os menos favorecidos sempre é tratado com descaso, em segundo plano ou, às vezes, só depois da morte. Lamentamos por existir um sistema assim e aguardamos com esperança a vinda de uma solução. SIMONE POSSIDINA LOPESsimonepossidina@ig.com.brSão PauloDesapropriaçõesO Metrô esclarece, em atenção à carta Idosos desapropriados (8/6), da leitora sra. Eglelia Aparecida Pellini, que os critérios de desapropriação de imóveis para a construção da Linha 5-Lilás e suas estações são estritamente técnicos. No local citado pela leitora (entre as Avenidas Pavão e Rouxinol, bloco 5.031) serão construídos um poço de ventilação e uma saída de emergência, essenciais para a segurança dos usuários. Essas instalações seguem normas internacionais e são exigidas pelos bombeiros. Funcionários do Metrô estão à disposição dos donos dos imóveis que serão desapropriados para esclarecer todas as dúvidas. O contato poderá ser feito pelos telefones 3371-7577, 3371-7579 e 3371-7581, bem como pelo e-mail relacoespublicas@metrosp.com.br, ou ainda pela Central de Relacionamento, próxima à futura Estação Adolfo Pinheiro. O Metrô esclarece ainda que os processos de desapropriação são sempre resultado de um planejamento criterioso. Os valores pagos pelos imóveis são os de mercado, o que é garantido pela avaliação de peritos judiciais. Caso não concorde com o estipulado, o proprietário ainda pode solicitar revisão na Justiça.FABIO SCHIVARTCHE, coordenador de Imprensa da Secretaria dos Transportes Metropolitanosimprensa@metrosp.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

09 de junho de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.