Cartas

INCOERÊNCIASJosé Sarney declarando desconhecer que teve o neto ocupando um cargo no Senado, recebendo R$ 7,6 mil mensais, é a mesma ladainha cansativa e escorchante de quando disse desconhecer que recebia R$ 3,8 mil de auxílio-moradia. Estamos sendo subestimados de uma maneira brutal e inusitada. Esse é o presidente do Senado que um dia foi presidente do Brasil, agora aliado de Lula...Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.brSão PauloSarney disse desconhecer os atos secretos. Aprendeu com o patrão a não saber de nada.James F. Sunderland Cook sunderland2008@gmail.comSão PauloO garoto começou bem sua futura carreira política. Em 18 meses recebeu R$ 136.800 e afirmou ter deixado o emprego porque "estava sem tempo". A verdade é que a secretária do senador Cafeteira declarou que nunca ouviu falar do neto de Sarney, que também disse não saber do emprego do neto. Eles nunca sabem de nada. E a festa continua.Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.brSão PauloNo Ano da França no Brasil, Sarney dá o tom: laissez faire, laissez passer. Vamos trazer a Câmara e o Senado para o Rio ou São Paulo e ver se continua esse deita e rola.Angelo Antonio Maglio angelomaglio@terra.com.brCotiaCAIXA-BRANCA?Alguns jornais protestam contra a Petrobrás por divulgar na internet as respostas dadas às perguntas feitas por seus jornalistas à empresa. Ameaçam até mover ações judiciais, alegando falta de ética. Ora, bolas! Antes acusavam a estatal de ser uma caixa-preta. Agora reclamam por excesso de transparência. É a própria fábula do lobo e do cordeiro. Roldão Simas Filho rsimas@aos2.com.brBrasíliaAo tentar intimidar a imprensa pelo controle de informações, a Petrobrás expõe claramente uma das vertentes daquele que foi o "partido da honestidade, transparência e legitimidade". A Petrobrás é também do povo, e não de um grupelho sindicalista que se arvora em detentor da verdade; trabalha com dinheiro público e deve, sim, prestar contas de suas contas. A estratégia da empresa é a mesma do Palácio do Planalto: usar a comunicação como ferramenta única e exclusivamente para agredir, servir de defesa e intimidar adversários. A fórmula do lulismo espalha-se pelas estatais, buscando "comprar" a imprensa subserviente e ávida por verbas públicas, via cooptação. Daí Lula estar com os índices de aprovação que tem. Ou resta dúvida?Luís Cláudio Marchesi pmarchesi@globo.comSão PauloO Petroblog não vai pegar. Dura até começarem a aparecer as verdades na CPI.Pedro Sergio Ronco sergioronco@uol.com.brRibeirão BonitoPetrobrás, orgulho de todos nós, brasileiros... até há bem pouco tempo. Hoje sofre uma CPI que, "por tradição", não deve dar em nada, infelizmente, por estar sendo dirigida por maioria de membros governistas. Estamos percebendo o medo, o pavor que ameaça todos os envolvidos em mais um capítulo da nefasta História recente do País. É claro que deve haver "algo" por baixo dos panos. Afinal, quem não deve não treme - ou seria não teme?! Dá para sentir a diretoria se afundando no brejo e ecoando um triste blog, blog, blog...Roberto Hungria angelinah@bol.com.brItapetiningaJá que daqui para a frente todas as perguntas serão respondidas em primeira mão pelo blog da Petrobrás, aqui vai uma que entendo pertinente: os funcionários da empresa que trabalham nos escritórios com ar-condicionado e todas as mordomias, em Brasília e no Rio de Janeiro, ainda recebem adicional de periculosidade?Carlos Montagnoli carlosmontagnoli@uol.com.brJundiaíDEMOCRACIA SEMPREA USP tem, segundo o anuário de 2008, 86.187 alunos matriculados, 5.434 docentes e 15.221 funcionários. Que democracia é essa que, no máximo, uma centena de "uspianos" quer implantar com piquetes violentos, reivindicações muitas delas sem fundamento e desrespeito às leis? A impressão que fica é que querem criar uma situação semelhante à de Eldorado dos Carajás, quando a multidão atacou a polícia, provocando uma reação amadora, violenta e exagerada, que resultou na morte de 21 pessoas - seguramente nenhum dos "líderes" que incitam e correm, verdadeiros mestres na arte de manipular massas de manobra. O direito à greve é sagrado, mas o direito à liberdade de pensamento, de ir e vir e de decisões também o é, dentro das regras estabelecidas pela sociedade.Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.brSão PauloProfessores, funcionários e alunos da USP estão tentando arrumar um cadáver para colar no governo de São Paulo? Cuidado, governador Serra, o País já sabe do que são capazes esses aloprados.Arthur Soares arthur09br@yahoo.comBelo Horizonte''Inacreditável! Ato secreto com dinheiro público? Só pode ser gozação ou coisa de malandro"José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandavaPURA IRONIAPara os estudantes se sentirem seguros para estudar na USP, somente com uma manifestação. Todos os dias são registrados roubos, assaltos, estupros e toda sorte de invasões aos prédios públicos e ameaças à mão armada e, quando esses casos são denunciados, a resposta da polícia é a de que não pode atuar dentro do câmpus. Mas para agredir estudantes e trabalhadores pode? Hoje, com a ocupação da USP, os pais podem ficar tranquilos, não haverá bandidos por lá. Depois, só com a ajuda da sorte. Pura ironia.Manoel Marques arq.manoel@gmail.comSão PauloA reintegração de posse é necessária, pois já houve casos de depredações e vandalismos antes. Agora aguardamos a "reintegração" dos computadores, ilhas de edição, móveis e demais objetos desaparecidos em outras manifestações (invasões) nada pacíficas. Meu imposto agradece. A revolta para tentar tirar a PM do câmpus (sr. Brandão) não é por convicção, mas sim para ficarem livres para depredar, pois quem quer "dialogar" não causa confusões e transtornos a quem quer trabalhar, e não participar. Afinal, eles não sabem o que é democracia?Tania Tavares taniatma@yahoo.com.brSão PauloGREVE DE PROFESSORESO editorial A greve que não deu certo (7/6, A3) é equivocado em vários aspectos. Nossa luta comporta momentos diferenciados, nos quais podemos abrir mão da paralisação, mas continuamos mobilizados e podemos retomar a greve, conforme deliberação da categoria. Não houve tentativa de invasão do prédio da Assembleia Legislativa, mas um tumulto provocado por pequena minoria, inconformada com a deliberação da assembleia. Lutamos por formação dos professores em serviço, no próprio local de trabalho, e não como etapa de um concurso - que já avalia a capacidade profissional - visando a uma nova avaliação. Finalmente, não nos move nenhuma intenção político-partidária. Nossa entidade se move pelos interesses e deliberações dos professores, em instâncias democráticas. Pelo tom que adota, a impressão é que o jornal, sim, toma posição político-partidária.Maria Izabel Azevedo Noronha rosana@apeoesp.org.brpresidente da Apeoesp, membro do Conselho Nacional de EducaçãoSão PauloN. da R. - Ao utilizar o termo "tumulto" para classificar oslamentáveis incidentes causados por alguns professores da rede pública em frente à Assembleia Legislativa, há alguns dias, a missivista recorre a um eufemismo para tentar mascarar a já habitual violência que determinadas corporações usam para protestar e acusar os governantes de... falta de diálogo.FÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

11 de junho de 2009 | 00h00

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