Cartas

?Ingenuidade?Pelas suas declarações em entrevista ao Estado de ontem (A4), o novo diretor-geral do Senado, o advogado José Alexandre Gazineo, que conhece os bastidores daquela Casa há pelo menos cinco anos e foi adjunto do antigo titular, tendo assinado a maioria dos impudentes boletins secretos, agrega-se ao pelotão do "não-sabia-mas-vamos-apurar-com-rigor" e se revela bastante ingênuo - dizendo o mínimo - para comandar a folha de pagamento de 10 mil servidores.JOAQUIM QUINTINO FILHOjqf@terra.com.brPirassunungaInstituições desmoronamMais um dia de paralisação do Poder Judiciário. Justiça tardia é injustiça. Uma petição consome até seis meses para ir do protocolo à mesa do juiz. Processos que poderiam ser encerrados em, no máximo, alguns meses se arrastam por até 20 anos. Qualquer feriado que caia na terça ou na quinta-feira é pretexto para cabular o dia útil anterior ou seguinte. É um gritante, escandaloso e revoltante descaso para com o cidadão que paga os seus salários e trabalha enquanto o Judiciário folga. Esse é mais um ingrediente do custo Brasil. O Legislativo insiste em ostentar sua má reputação e está se lixando. O Judiciário vem pavimentando o seu descrédito.GUSTAVO CARBONARIgustavo.carbonari@gmail.comSão PauloGreve e polícia na USPSou estudante de Letras na USP, estagiário da Edusp e até a semana passada era contra a greve, por acreditar que seus motivos não eram relevantes. A partir de terça-feira, entretanto, senti-me indignado e desrespeitado ao ser recepcionado por oito policiais com armas, motos e carros, quando eu entrava no meu prédio de trabalho (antiga Reitoria). Nesse momento os sindicalistas estavam todos em frente à Reitoria para dar início à manifestação. Eu e muitas das 3 mil pessoas que foram à passeata pacífica de terça-feira aderimos esta semana à greve não por sermos "baderneiros" nem contra a polícia, mas por nos sentirmos ofendidos com a presença de mais de cem homens armados desnecessariamente na Cidade Universitária. Ora, a polícia deve fazer o seu trabalho nas ruas, e não ficar intimidando alunos, professores e funcionários num local de estudo e trabalho. Os que apoiam a presença desse efetivo na USP devem acreditar, então, que em São Paulo não há roubos, homicídios, furtos ou estupros e que cem policiais fora das ruas não farão diferença.ARTHUR GLUGOSKIarthurglugoski@usp.brSão PauloReivindicação, sim. Vandalismo, não. Lamentável é o que se passa na USP. Vândalos querem impor pela força bruta o que julgam correto. Formação de quadrilha por 200 indivíduos, que não se sabe se lá estudam, cercaram quatro PMs, pretendendo humilhá-los para demonstrar poder de intimidação. A reação da PM foi correta e na medida da ameaça. Resta prender o indivíduo provocador dos distúrbios, fotografado pelo Estadão armado de enorme pedra. Prisão já para o provocador!ARMANDO PODADERAOsascoParabéns ao Estadão pelo editorial Nada de novo na USP (12/6, A3). E parabéns à leitora uspiana sra. Érica Martins (Greve na USP, 12/6) pela coragem de se opor à "esquerdalha anacrônica", verdadeiro resto da História. EUCLIDES ROSSIGNOLIeuros@ig.com.brItatingaPT, PSTU e PSOL, entre outros, são os comandantes dos sindicatos e das associações que manipulam a esdrúxula greve na USP e congêneres. Com isso fica clara a orientação política do governo Lula do quanto pior para o governador Serra, melhor para a ministra candidata.CLEIDE SILVAcleidesilva007@estadao.com.brSão PauloAções contra a Air FranceParentes estudam processar Air France na Europa (11/6, C3). As famílias das vítimas não devem processar as empresas na Europa, onde há países que nem pelos danos morais indenizam, na teoria de que um dia todos morrem. O melhor é processá-las na Califórnia, onde a Airbus tem agência. Em mediação na Justiça, em Los Angeles, famílias dos mortos do Fokker 100 da TAM, em 1996, fizeram acordo, por intermédio do advogado Walter J. Lack, e receberam até mais de US$ 4 milhões, como consta do processo no Tribunal de Justiça de São Paulo. Esse advogado é representado na história real do filme - que deu o Oscar a Julia Roberts - Erin Brockovich, uma Mulher de Talento.RENATO GUIMARÃES JR.renatogjr@yahoo.comCampinas?Ameaça à Previdência?O editorial com o título acima (9/6, A3) alega acréscimo de rombo na Previdência se o reajuste no mesmo porcentual de aumento do salário mínimo for aplicado a todos os aposentados. Ora, não podemos continuar com benefícios defasados por déficit irreal do INSS. Quem nunca contribuiu para se aposentar não pode ter benefício retirado da rubrica INSS! Que esses valores saiam do Bolsa-Família ou de qualquer outro fundo social do governo. Filantropia não pode ser feita com verbas do INSS. Os aposentados não contribuíram durante toda a sua vida produtiva para morrerem à míngua no momento de terem justo descanso. Queremos para nós os mesmos reajustes do salário mínimo. É só o que se pode fazer para corrigir uma injustiça que perdura já há muitos anos. Nem é preciso retroatividade e não haverá desembolso de R$ 36 bilhões. Como estamos hoje é uma vergonha!REGINA CÉLIA A. S. SOUZArcelia00@hotmail.comIndaiatubaPrecatóriosSomente quando os brasileiros aprenderem a votar poderemos ter esperança de receber os valores de um precatório dentro de um prazo justo e tolerável. Atualmente, os governos contraem dívidas com os cidadãos, por diversas razões, principalmente pelas desapropriações, com a finalidade de executar obras públicas, e deixam o cidadão numa fila de espera injusta e quase interminável. Muitas pessoas já idosas não resistem ao tempo e sucumbem, levando para o túmulo a dívida de governos irresponsáveis e desumanos. E só quando tivermos um Poder Judiciário atuante e trabalhando em defesa do cidadão, aquele que lhe garante os seus salários, poderemos ter a esperança de não enfrentar governos irresponsáveis, não cumpridores da responsabilidade de efetuar o pagamento. Cinicamente, na ânsia de executarem uma obra, fazem as desapropriações sem os devidos recursos, levando pessoas até a uma situação de desespero financeiro... E como fica a responsabilidade no cumprimento da Lei Complementar n.º 101 (Lei de Responsabilidade Fiscal)?BENONE AUGUSTO DE PAIVAbenonepaiva@yahoo.com.brSão PauloLeis estranhasAs coisas andam mesmo atrapalhadas por aqui. Cria-se uma "lei seca" e começa fiscalização sem precedentes contra motoristas alcoolizados, quando a dita deveria ter-se iniciado pelo menos quando entrou em vigor o Código de Trânsito Brasileiro, em janeiro de 1998. Da noite para o dia, quem estava com álcool no sangue dentro do limite do código, alinhado com níveis mundiais, vira "bêbado". Um ano depois, o governo paulista cria lei antifumo, sobrepondo-se à lei federal na questão sem nenhuma justificativa ou interesse regional. Afinal, o que será que está acontecendo com a cabeça dos brasileiros? Não se costuma dizer que somos um povo inteligente?BOB SHARPbobsharp@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

13 de junho de 2009 | 00h00

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