Cartas

FICÇÃO FINANCEIRAA queda do emprego, em recessões, é muito mais veloz do que a recuperação. Em crise, a produção dos funcionários aumenta e as empresas conseguem funcionar por longo tempo com menos pessoal. Os consumidores andam otimistas e se depender só de boa disposição a economia deve recuperar-se nos próximos meses. Mas a principal contribuição do governo para a reativação consiste em incentivos fiscais para consumidores e empresas. O gasto no investimento público poderia ser eficaz para criar empregos, mas para isso o governo tem de se mostrar muito mais competente. Até o fim de maio o governo pagou apenas 3% dos R$ 50 bilhões orçados para investimentos em 2009. Isso não é política antirrecessão, mas ficção financeira.Carlos Iunes carlosiunes@bol.com.brBauru Seja recessão ou breve estagnação, o fato é que estamos trocando moedinhas, enquanto os bancos continuam nadando de braçada com spread acima de 5%.Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.brSão PauloFORA O FMI?Não fosse o "noço" presidente quem é, seria de estranhar que justamente ele, que com os seus iguais não se cansava de bradar "fora FMI", hoje se gabe pelo fato de o Brasil anunciar empréstimo de US$ 10 bilhões àquela instituição. Quem diria! O que mudou?Dietmar Rother rother@teknobank.com.brSão PauloCRIMES FINANCEIROSSegundo o correspondente do Estado na Suíça (12/6, B6), brasileiros detêm nas contas secretas mais do que a máfia russa, os cartéis da droga da Colômbia e as ditaduras africanas! Junte-se a isso a roubalheira generalizada como "nunca antes neste país"... E ainda emprestamos aos hermanitos de Cuba, Venezuela e até ao FMI. E o Brasil não quebrou! Não tenho mais dúvidas: somos o país mais rico do mundo!Fernando de Mattos Barretto fmbar@terra.com.brSão PauloPOLÍTICA CULTURALNo debate sobre política cultural que foi realizado segunda-feira (8/6) no auditório da Associação dos Advogados de São Paulo, o sr. ministro da Cultura, Juca Ferreira, trouxe o sr. ministro da Educação, Fernando Haddad, que fez uma declaração, no mínimo, equivocada, para não falar infeliz. Disse ele não ver sentido em o governo financiar uma obra artística e depois ter que comprá-la para uso educacional, acrescentando que é muito "triste" (a palavra da vez) o Ministério da Educação pagar direitos por aquilo que o Estado já financiou. Deixe-me ver se eu entendi. Terá o ministro comparado o investimento no teatro à compra de uma escultura ou de um quadro, que o artista vende quando termina o trabalho? Quis ele dizer que, por meio da Lei Rouanet, o governo dá dinheiro (na verdade, não dá, é uma renúncia fiscal) para montar uma peça e, quando termina essa etapa, fica tudo ali no palco, parado? Ministro, o dinheiro é para a montagem: cenografia, cenotécnicos, publicidade, compra de madeira, etc. Mas a carreira da peça só começa no momento em que a cortina é aberta, na estreia, com o trabalho dos atores, que já vinham ensaiando havia meses. É mais ou menos como a espera de um filho, sabe, ministro? A gente espera, diz que mal pode esperar aqueles nove meses passarem e, quando a criança nasce, vê-se que aí, sim, começa tudo. No teatro, quando termina a montagem - luz, som, figurinos prontos -, é aí que começa o trabalho artístico. Sucesso, fracasso, bilheteria fraca, "nossa, hoje está lotado", "oba, críticas"... enfim, é aquela batalha. Portanto, se o Ministério quer um espetáculo para uso educacional - o que é ótimo, forma plateias - tem de pagar, sim. Ou os atores não merecem ser remunerados pelo trabalho deles?Rosamaria Murtinho roseiramur@gmail.comatriz, ex-presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos do Rio de JaneiroRio de JaneiroCHORORÔFilme de Lula faz deputado chorar (12/6, A6). Fico curioso para saber qual seria a reação dos ilustres deputados se exibissem o filme Garapa, de José Padilha, sobre a fome no Brasil. Garapa acompanha três famílias cearenses, uma que vive na periferia de Fortaleza, outra na cidade de Choró e mais uma na área rural. Será que chegariam às lágrimas da mesma forma? Fica a dúvida...Eduardo Diogo Tavares advtavares@uol.com.brSão PauloO deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi às lágrimas ao ver cenas do filme sobre a vida de Lula. Um filme que não vai inovar em nada, dado que a grande maioria do povo brasileiro passa por dificuldades muito piores do que o presidente passou e continua a acreditar em promessas de palanque, mesmo sabendo que os investimentos em educação, saúde e segurança não passam de discursos demagógicos. Gostaria de saber se o deputado também vai às lágrimas na Cidade Maravilhosa quando vê inocentes morrendo diariamente nas mãos dos traficantes, na violência das ruas e até nas filas de hospitais, ou se suas lágrimas são de crocodilo.Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.brSão Paulo Emocionante a reportagem de João Domingos sobre a emoção de vários deputados durante a projeção privê de copião do filme de Luiz Carlos Barreto e sua filha. Mas o repórter cometeu uma "falha" nessa matéria. Lula vai fazer chorar bem mais do que alguns deputados, em 2010, quando o filme será lançado: os 11 milhões de famílias do Bolsa-Família, os 300 do Congresso e todo o PT.Roberto Aranha rcao@globo.comSão Paulo''Secretos? Com tanto apadrinhado político e benefício em causa própria, os atos secretos do Senado eram secretos só para nós, simples mortais"Maurício Lima mapeli@uol.com.brSão PauloNa minha opinião, o título do filme Lula, o Filho do Brasil, que vai ser lançado em 2010, deveria ser Terceiro Mandato: o Exterminador do Futuro.Elisa Toneto elisatoneto@hotmail.comSão PauloBOLETINS SECRETOSQuando leio que José Alexandre Gazineo, atual diretor-geral do Senado, admite ter assinado boletins secretos desconhecendo o seu conteúdo e seu destino, não tenho como deixar de lembrar o delegado de polícia de uma cidade do interior paulista que assinou, inadvertidamente, portaria instituindo a pena de morte no município. O delegado foi exonerado do cargo, enquanto Gazineo deverá continuar prestando bons serviços aos senadores.Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.comGuarujáGostaria que os nossos funcionários do Senado nos explicassem o que quer dizer, exatamente, "boletins secretos da Casa".Elaine Navarro Pacheco do Amaral elainenavarro.pa@hotmail.comSão Paulo?NÃO SEI DE NADA?No tempo do zagaia, contava-se uma piada sem graça. Um indivíduo furtou um porco. Foi apanhado pelo dono, que o interpelou sobre o furto. Fazendo cara de surpresa, saiu-se o gatuno com esta: "Porco, que porco? Não sei de nada! Quem foi que pôs essa sujeira nas minhas costas?" Pois é, a piadinha requentada corre à solta na capital federal desde que contada pelo piadista-mor quando o suíno foi chamado de mensalão até os dias atuais, reprisada por incontável número de pessoas, de todas as esferas, ganhando o suíno os mais variados nomes. Eles contam e riem. Não da piada, do povo! Eta, povinho que não reage!José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.brCordeirópolis Sarney é mais um que nunca sabe de nada. E foi presidente da República! Deve ter sido daí que tudo começou. E fez escola...David Neto drdavidneto@drdavidneto.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

14 de junho de 2009 | 00h00

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