Cartas

LodaçalAos amigos, tudo. Aos inimigos, nada. Aos indiferentes, a força da lei. Os indiferentes somos nós, os pagadores de impostos, para fazer a alegria dos ilustres senadores e deputados. Quem se salva nesse lodaçal de corrupção e nepotismo? Por muito menos os políticos orientais se suicidam, os ingleses se demitem. Os nossos? Ora, eles se lixam!ELIAS MUTCHNIKeliasmut@uol.com.brSão PauloOs escabrosos escândalos no Senado, envolvendo atos espúrios secretos e trazendo à tona do mar de lama fantasmas não exorcizados, podem dar um bom título para um livro sobre a vergonhosa realidade brasileira: A Casa Secreta dos Ladrões de Casaca.ROBERTO STAVALE bobstal@dglnet.com.brSão PauloEmpreguinhoPeço, melhor, imploro, melhor, faço qualquer negócio para arranjar um empreguinho no Senado, com direito a horas extras e demais vantagens. Prometo que eu e toda a minha família vamos votar no benemérito.MÁRIO A. DENTEdente28@gmail.comSão PauloA saga dos SarneysQuer dizer que um universitário, à época de sua contratação com 20 anos, prestava à Nação o serviço de "secretário parlamentar" do Senado com salário de R$ 7,6 mil? Que prodígio! Esse incrível fenômeno é oriundo do clã Sarney. Porém esse jovem, impedido de continuar prestando serviços ao Brasil, como alegou, por falta de tempo, como bom filho que é, deixou o lugar para sua mãezinha, ex-namorada de seu pai, por sua vez filho do presidente do Senado, com quem começou toda a saga de casos escandalosos na família. Pergunta que realmente não quer e não pode calar: o povo brasileiro vai ter de bancar também, além do que já banca, todas as consequências dos affairs irresponsáveis de alguns políticos ou filhos deles? Até quando?MYRIAN MACEDOmyrian.macedo@uol.com.brSão PauloAbsurdo o que a família Sarney vem fazendo com o nosso país. Já não basta a fome, 70% da população do Maranhão vivendoem favelas, analfabetismo, maracutaias no Senado, e agora ficamos a saber do neto trabalhando, digo, ganhando mais de R$ 7 mil para não aparecer no trabalho e se dizer um faz-tudo. O pior é ver o sr. Sarney negando que escondia as nomeações. A governadora confia tanto no seu trabalho e nos investimentos que faz em saúde no Maranhão que vem se tratar em São Paulo. Está na hora de o povo acordar e trocar todos os senadores e deputados nas próximas eleições, antes que acabem de vez com o nosso país!LUIZ CLAUDIO ZABATIEROzabasim@ig.com.brCampinasCPI da PetrobrásEssa CPI deverá ser um marco na atual política brasileira. Como o PT e os partidos da base aliada estão criando todo tipo de empecilho para desmoralizá-la antes mesmo de começar, o seu bom funcionamento servirá para desvendar a corrupção generalizada que se instalou dentro do governo Lula. O desempenho dos senadores oposicionistas na CPI servirá também para determinar se a oposição política ao governo Lula é pra valer e vai denunciar os erros e maracutaias da administração federal dentro da estatal, ou se essa oposição não passa de um bando de falastrões coniventes com as lambanças que estamos cansados de presenciar.VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloCuriosa coerência política: no Rio Grande do Sul o PT se empenha em abrir CPI para investigar supostos desvios de conduta da governadora. Em Brasília se empenha em evitar a CPI sobre supostos desvios de conduta da Petrobrás. Argumenta o PT que não se pode mexer com uma das maiores empresas "deste país". E o Rio Grande do Sul não é um dos maiores Estados "deste país"? É, grande coerência!ALTIVO OVANDO JÚNIORvivover@gmail.comMauáOs ?bravos? da USPOs "radicais" da USP bradam contra o ensino a distância que será implantado pela universidade, porém se calam diante do mesmo programa implementado pelo governo federal nas suas universidades. A "brutalidade policial" é bem ilustrada por um vídeo feito pelos próprios "bravos" grevistas, que foi veiculado na internet, mostrando quatro policiais acuados junto a um muro pela turba de "estudantes". Observa-se, naquelas imagens, que os policiais demonstram uma fleuma britânica, mesmo diante da extrema agressividade com que estavam sendo tratados. São trabalhadores humildes, que cumpriam sua função, e nem por isso os "trabalhadores" do outro lado tiveram por eles o mínimo respeito. Aqueles mesmos policiais acuados pagam, por meio de impostos, o estudo e os salários dos baderneiros que os agridem. Como se vê, qualquer pretexto, por mais incoerente que seja, serve para justificar a bagunça de "estudantes" do ensino público e gratuito (para eles). São jovens fortes, muito maiores que os soldados que acuavam, usando roupas e mochilas de grife, que têm como última preocupação estudar para fazer valer o nosso dinheiro, que os financia. E são sempre os mesmos sindicalistas, que mais parecem leões de chácara em plena atividade, também financiados por nós, que fazem tudo menos trabalhar. Ridículos!MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisSempre os mesmosIrretocável o editorial Nada de novo na USP (12/6, A3), exceto por um ponto, parcialmente impreciso. Embora acerte ao apontar que a "truculência é o instrumento de grupelhos que tentam substituir os métodos democráticos de reivindicação pela força bruta", não revela com exatidão o modus operandi dessas organizações ao mencionar que "as dezenas de microagremiações radicais (...) proliferaram na USP nos últimos anos". Na realidade, elas proliferaram não só na USP, mas em várias universidades, públicas e privadas, nas últimas décadas. Uma delas é a PUC-SP, onde a prática da invasão da Reitoria também se tornou um hábito quase tão corriqueiro quanto o de tomar café. Vários dos grupos que atuaram desta feita na USP são os que têm sistematicamente vilipendiado a PUC. Ao observar na internet (no site do UOL) as fotos dos eventos na USP - onde me graduei, mestrei e doutorei -, pude reconhecer, votando numa assembleia supostamente exclusiva para uspianos, alunos de minha faculdade na PUC - os mesmos que costumam capitanear os episódios de violência na universidade em que trabalho. Vale dizer que a situação inversa também já ocorreu: militantes uspianos fazendo número em favor da radicalização do movimento em assembleias na PUC. Como na USP, suas práticas autoritárias se têm repetido periodicamente, alimentadas pela permissividade e pela complacência das autoridades universitárias ao longo dos anos. A estratégia desses grupos é sempre a de provocar o conflito, pouco importando as reivindicações substantivas, usadas como meras justificativas formais para a mobilização e a violência que perpetram.CLÁUDIO GONÇALVES COUTO, chefe do Departamento de Política daPUC-SP e professor de Ciência Política na PUC e na FGV-SPclaudio.couto@pucsp.brSão PauloCuidado, José Serra!Muita atenção, sr. governador, a campanha para desestabilizar a sua candidatura a presidente da República já está em curso. Fique atento a pequenas negligências envolvendo funcionários públicos estaduais, dissimulados boicotes, invasões, sabotagens, entrevistas que permitam dúbia interpretação de suas palavras, "pegadinhas" ingênuas, fotografias pseudocomprometedoras, reivindicações estapafúrdias, greves ilegais, exacerbação da violência urbana, etc., etc. Fique com a sua antena ligada especialmente para as ações do pessoal do MST, verdadeira tropa de choque dos seus adversários políticos.SERGIO S. DE OLIVEIRAssoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas - MGFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:11 3856-2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

15 de junho de 2009 | 00h00

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