Cartas

Inversão de valores?Extremamente válida a demonstração de liberdade e tolerância expressa pelos brasileiros na Parada do Orgulho Gay, em São Paulo. Mas por que conseguimos reunir 3 milhões num evento como esse e não reunimos dez pessoas para protestar contra o Senado? Talvez porque protesto não tenha música, diversão, etc. O povo precisa começar a repensar os seus valores e exigir o que lhe é de direito, como respeito. Não adianta falar que não gostamos de política porque, afinal, fomos nós que colocamos nossos ilustres parlamentares no "pudê". Enquanto não deixarmos de fingir que a política não nos afeta, estamos fadados a continuar no Terceiro Mundo. E o pior: por opção nossa.CARLOS ALBERTO SILVAcarlosalbertobs@uol.com.brSão PauloA exemplo dos militantes da Parada Gay, que tão bem se arregimentam em suas reivindicações, por que todos os brasileiros não utilizam também uma grande passeata como essa, reivindicando de nossos governantes um basta diante de tantos escândalos ligados à malversação do dinheiro público, dos apadrinhamentos, da falta de segurança pública, mostrando o descontentamento geral de uma Nação que se sente cada vez mais ameaçada e não tendo a quem recorrer? Nosso povo perdeu a noção de quem é mocinho ou bandido nessa história toda!PEDRO PAULO PENNA TRINDADEpptrindade@hotmail.comSão PauloVitória de AhmadinejadA vitória de Mahmoud Ahmadinejad, após duvidosa apuração, significa um perigoso revés político para o Oriente Médio. Mais uma vez o desejo de muitos iranianos moderados e conscientes, sedentos por mudanças, foi sufocado. Jovens que ansiavam por liberdade, mulheres cansadas da discriminação e nacionalistas fartos da retórica do atual governo foram calados. As pretensões nucleares iranianas, a xenofobia e o confronto aberto com a comunidade internacional isolaram o país nos últimos quatro anos, causando enormes danos à sua imagem. Está claro que não há mais lugar para chefes de Estado como Ahmadinejad, Hugo Chávez, Evo Morales e Kim Jong-il. Só o acesso à informação e o livre debate poderão construir verdadeiras democracias e tirar a população da alienação. Resta-nos torcer para que, num futuro próximo, todos esses ditadores de direita e de esquer-da sejam conduzidos ao ostracismo e varridos do mapa político, pois representam o que de pior existe para o desenvolvimento e a prosperidade de seus povos.SÉRGIO BIALSKI serbial@bol.com.brSão PauloAhmadinejad manipulou a eleição. Nem o comparecimento recorde para votar em Mousavi o intimidou: mudou números e "venceu" por maioria esmagadora... Ainda por cima, iniciou uma caça e prisão dos opositores no país. Perseguidor de judeus, cristãos, gays, mulheres e pensadores liberais, Ahmadinejad foi até o fim e mostrou o seu verdadeiro caráter. Desejo que o grande povo iraniano de bem resista e lute contra a continuidade desse governo sombrio, sujo, assassino, impiedoso e corrupto que está levando o país para o caminho da destruição.SÉRGIO ECKERMANN PASSOSsepassos@yahoo.com.brSão Bernardo do CampoLamentável o que ocorre no Irã, onde as eleições foram fraudaas, com a reeleição do ultrarradical de direita Ahmadinejad. A polícia secreta reprime duramente manifestações de estudantes e população civil e cerca a Universidade de Teerã. A comunidade internacional não se pode omitir diante dos crimes e violações aos direitos humanos e à democracia que Ahmadinejad comete contra o Irã e seu povo.RENATO KHAIRrenatokhair@uol.com.brSão PauloE singelamente Lula apoia seu amigo Ahmadinejad, afirmando não haver indícios de fraude na eleição... Mais uma vez, espera que seu vazio argumento se sobreponha à realidade dos fatos.MARA MONTEZUMA ASSAFmontezuma.fassa@gmail.comSão PauloInstituições esfrangalhadasLembro-me de um editorial do Estadão, Instituições em frangalhos. E fico muito desanimado ao ver que elas continuam do mesmo jeito imoral, só muito mais esfrangalhadas! Não é possível que uma pessoa, chefe da máfia que durante 40 anos conduz o Estado mais decrépito da União, ocupe a presidência do senado (por favor, inicial minúscula). Não é concebível que uma pessoa que saiu apedrejada da Presidência da República continue com seus desmandos, acobertando e realizando tantos atos da mais indecente corrupção, sempre alegando não ter conhecimento de nada... Deve estar se inspirando no "cara". Vendo como os parlamentares ingleses corruptos agem, o presidente do senado (!) deveria criar vergonha e seguir o mesmo caminho: rua!NELSON PENTEADO DE CASTROpentecas@uol.com.brSão PauloJosé Sarney, presidente do Senado, passou de imortal a imoral.JUVENAL C. DE AZEVEDO CANTOjuvenalcanto1@gmail.comSão PauloFica mais real e atual mudar o nome do Senado Federal para casa-da-mãe-joana.ROBERT HALLERrobelisa@click21.com.brSão PauloChoques na USPA atual administração da USP tomou adequada medida ao chamar a força policial para tanto garantir - aos não grevistas - o acesso aos postos de trabalho (e/ou a suas aulas) como para a defesa preventiva do patrimônio público - defesa esta na qual falhou quando da ocupação da Reitoria em 2007. Venho cumprimentar a reitora pela atitude ora tomada, da mesma forma como registrei divergências em outras ocasiões. É fundamental distinguir entre a presença da polícia no câmpus e um eventual abuso durante choques, como o que alguns alegam ter ocorrido na terça-feira passada. Num Estado de Direito, como no que atualmente vivemos, a polícia é um imprescindível instrumento do Estado democrático. Mais ainda, sua presença é obrigatória quando respondendo a pedido justificado e legal das autoridades, como no caso. A ocorrência de abusos, se os houve, é matéria que deve ser criteriosamente investigada e, se comprovada, punida dentro da norma legal. Acusar a reitora e o governador de responsáveis por eventuais abusos só pode ser obra de "saudosistas" que confundem polícia no câmpus durante a vigência de Estado de Direito com tal presença em outras épocas.CARLOS HUMES JR., professor titular do IME-USPchumes@usp.brSão PauloParabéns à reitora Suely Vilela. Ordem judicial é para ser cumprida. Para evitar que um bando de péssimos alunos e outro tanto de funcionários acobertados por sindicato provoquem acintosa demonstração de desrespeito a uma instituição. Que bom que desta vez o governador concordou com a reitora.JOSÉ CARLOS BARBERIOcarlitobarberio@hotmail.comSão PauloEsclarecimentoO Banco BNP Paribas Brasil S/A vem respeitosamente esclarecer, a respeito da matéria BC aperta fiscalização de bancos estrangeiros (5/6), que o escritório de representação do BNP Paribas, instituição financeira com sede em Paris (França), enquanto local de exercício dessa representação, encontra-se fechado desde agosto de 2003, quando ocorreu a demissão de seus empregados. Em termos formais, a BNP Paribas Serviços e Representações Ltda., antiga sociedade encarregada da representação desses interesses no País, foi dissolvida segundo deliberação constante da 18.ª Alteração Contratual de 17/11/2003. A autorização para a instalação dessa representação do BNP Paribas no Brasil se encontra formalmente cancelada pelo Banco Central do Brasil, conforme o ofício Deorf/GTCP1-2004/0360, de 16 de abril de 2004.ROGÉRIO MONTEIRO, diretor jurídico corporativo do Banco BNP Paribas Brasil S/ASão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

16 de junho de 2009 | 00h00

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