Cartas

Será o fim do Senado?Ouvindo o discurso do imortal sr. José Sarney, fiquei preocupado com o futuro do nosso Legislativo. Primeiro disse que achou boa a ideia do senador Eduardo Suplicy de revelar valores recebidos e gastos pelos senadores. Será que ele entendeu o que Suplicy quis dizer? Geralmente não se entende de primeira. Depois, que defenderá a Casa como puder em seu cargo de presidente. Coitado do Senado! Quando foi presidente do Braziu e jurou defender o País da inflação, atingimos 89% ao mês.PEDRO GALUCHI pgaluchi@gmail.comSão PauloObras de Sarney: levou o Brasil à hiperinflação e ajudou a levar o Senado à hipercorrupção.JORGE MANUEL DE OLIVEIRA jmoliv11@hotmail.comGuarulhos Esse homem que "está" presidente do Senado, instituição que deveria encher-nos de orgulho, mas acumula podres que nos envergonham a cada armário que vem sendo aberto, ainda tem a cara de pau de fazer pronunciamento aliviando suas costas, como se só agora estivesse chegando ao Senado, tal um arauto da decência e da moralidade, fazendo de conta que os elefantes achados em seus armários (parentes e amigos nos atos secretos) nunca existiram. Vai faltar óleo de peroba no mercado. Ele realmente acha que essas imoralidades são prerrogativas, portanto, faz-se necessário sentá-lo na escola fundamental para início de aprendizado de cidadania, civismo e ética.MANOEL MENDES DE BRITO brito.voni@terra.com.brBertiogaOuvindo o discurso do senador Sarney, diagnostiquei o problema: caquexia intelectual.SÉRGIO BARBOSA sergiobarbosa@megasinal.com.brBatataisO cinismo de José Sarney é de tal magnitude que nos deixa a todos envergonhados. Agora atribui à instituição os escândalos que protagonizou no Senado. Alguém precisa fazer alguma coisa para colocar esse senhor onde ele merece: no Maranhão e sem cargo público. Um movimento popular seria um começo.ANTONIO DO VALE adevale@uol.com.brSão PauloVá para casa, "sir Ney". Maranhão ou Amapá?ANTONIO MAXIMIANO TREZ FILHO maxtrez@credicarol.com.brSão Paulo Saia logo!Como fez o ex-deputado Roberto Jefferson com o então todo-poderoso José Dirceu, antes que a casa caia alguém "lá de dentro" tem de dizer a José Sarney: "Saia logo daí e consigo leve Renan Calheiros, Epitácio Cafeteira e outros mais que você conhece bem."WILSON SCARPELLI wiscar@estadao.com.brCotiaAtos secretosO bom senso da vida implica que quando atingimos uma idade avançada reflitamos sobre nossos dias vividos e nos tornemos mais humildes, mais honestos e mais dignos, o que não parece ocorrer com nossos políticos desse estrato, que já no ocaso da vida fazem cara de vítima quando pilhados em suas gatunagens, negam, dizem ser a imprensa culpada pelo alarde, depois mentem sobre seus feitos, pleiteiam comparações com grandes líderes internacionais do passado e almejam ser imortais. Me poupem.CARLOS VICENTE BOCCIA cavibo@uol.com.brSão PauloSe os atos secretos serviram para proteger investigados pela Polícia Federal, então isso sai da esfera administrativa para entrar na esfera criminal. Virou caso de polícia. Se gritarem "pega ladrão" nesse Senado, não sobram nem as moscas!LAURO FUJIHARA laurofujihara@terra.com.brCarapicuíba "Esta Casa precisa de limpeza ética" (senador Heráclito Fortes, 13/6, A4). E eu, mesmo que ofenda, pergunto: mas como, Excelência, se há muito tempo a ética foi banida do Senado?JOÃO GUILHERME ORTOLAN guiortolan@gmail.comBauruO novo eixo do malCoreia do Norte apoia Ahmadinejad e Lula não só apoia, como vai visitá-lo. É o BIC (Brasil, Irã e Coreia do Norte), novo eixo do mal!GILBERTO DIB gilberto@dib.com.brSão PauloLula foi salvo pelo gongo quando Ahmadinejad cancelou visita ao Brasil. Ao renovar o convite, Lula insiste em ir a nocaute.ROBERTO TWIASCHOR rtwiaschor@uol.com.brSão Paulo Lula adora dar pitaco sobre o que não entende. Nunca sabe nada de seu (des)governo, já o governo iraniano ele conhece perfeitamente. O mundo em alerta com mais este tapa na cara da população iraniana, dos moderados que esperam mudanças, das mulheres que sonham com mais liberdade, das minorias que clamam por democracia, mas Lula, que entende tudo dos outros e nada de si, acha que as manifestações com mais de 1 milhão de iranianos são coisa de quem perdeu... Triste!ARIEL KROK arielkrok@gmail.comSão Paulo''Ato secreto para proteger quem foi preso é coisa de bandido"José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandava Amizade incondicional com Hugo Chávez, admiração inexplicável pela dupla Fidel e Raúl Castro, curvar-se diante das ameaças de Evo Morales, aproximação com o regime de Pyongyang e agora nosso grande líder sai em defesa da lisura da eleição de Ahmadinejad? Dize-me com quem andas...CARLOS FERNANDO BRAGA cafebraga@yahoo.com.brSão Paulo A velocidade com que o presidente Lula e seu assessor Marco Aurélio Garcia comentaram favoravelmente o resultado da eleição iraniana, aparentemente fraudada, é um sinal do que o eleitor brasileiro poderá esperar em 2010.WILLIAM W. B. VEALE william.veale@williamveale.comSão PauloO presidente Lula não se emenda. Sua afirmação de que os protestos da oposição no Irã não passam de choro de "perdedores" se encaixa perfeitamente no perfil de admirador inescondível de regimes ditatoriais. Por isso, terceiro mandato, nem pensar.ALCIDES ALVES aalves@adv.oabsp.org.brOsascoDemissões em massaFalar sobre a ausência de regras que disciplinem a dispensa coletiva no Brasil sem citar a tramitação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, que inibe a dispensa imotivada - uma vez que prevê que todas as dispensas sejam previamente discutidas com os sindicatos -, é deixar de fora parte importante dessa problemática. No artigo Despedida coletiva (10/6, B2), o desembargador e professor Sérgio Pinto Martins questiona a decisão de Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) que determinaram a reintegração de trabalhadores despedidos pelas empresas Amsted Maxion, Embraer e Usiminas porque não houve negociação coletiva prévia. Ao dizer que as decisões são questionáveis porque a legislação brasileira não prevê negociação para discutir a dispensa injustificável, existem dois caminhos a seguir: continuar questionando ou aprovar uma legislação que regule o assunto. O fato é que, se aprovada a aplicação da 158, o Brasil voltaria a ser signatário de uma legislação internacional e passaria a ter regras sobre dispensas imotivadas. E as decisões dos TRTs não seriam mais questionadas, e sim apoiadas. Não é de hoje que os trabalhadores defendem que seus direitos estejam previstos em lei. Essa procedência evitaria que demissões em massa fossem feitas unilateralmente em plena crise econômica. Na visão dos trabalhadores, as dispensas agravam mais ainda a situação, uma vez que emprego e renda são elementos fundamentais de fortalecimento da economia nacional.LUIZ CLÁUDIO MARCOLINO, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Regiãoimprensa@spbancarios.com.brSão PauloN. da R. - O fato é que a Convenção 158 não faz parte da legislação brasileira.

, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2009 | 00h00

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