Cartas

CPI DA PETROBRÁSSe não há nenhum problema e a Petrobrás está sendo administrada corretamente, por que temer a CPI? Mas se até o presidente do País dá ordem para que não saia, aí tem coisa. Só um cego não vê. Deputados do PT tentam usar os mesmos argumentos do tempo do mensalão, culpando a imprensa e dizendo que é golpe investigar a estatal. Na época a oposição caiu na conversa, agora não tem desculpa. Com gritos de conspiração contra nossa soberania querem transformar grandes irregularidades em atos políticos, como fizeram com o mensalão, os aloprados e que tais. O que há na Petrobrás deve ser muito pior que isso.Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.comSão PauloCRISE NA USPOs professores Marilena Chauí e Antonio Candido são, evidentemente, pessoas inteligentes. Mas são também exemplos de como a inteligência é tão facilmente ofuscada pela ideologia (nisso a ideologia, a fé religiosa e o preconceito se parecem). A professora Marilena Chauí, em particular, autora de tantos e tão interessantes textos sobre os perigos de confundir o público e o privado, deveria saber que numa democracia (como esta em que nós, de fato, vivemos) o patrimônio público não pode ser instrumentalizado em prol de causas particulares, ainda que esses particulares sejam professores ou alunos de uma instituição pública e sua causa seja justa. Deveriam saber também esses professores que o nosso legítimo direito de expressão não pode ser exercido por meio da violência ou da apropriação de direitos dos que não concordam conosco, como é tipicamente o caso de piquetes, invasões, barreiras e que tais. Entendo que a reitora da USP convocou a polícia não para cercear direitos, mas para garanti-los. A universidade não é nem pode ser território de exceção legal. Defender causas justas por meios ilícitos, ou mesmo ilegais, é um dever que se impõe aos homens decentes em sociedades amordaçadas, mas é inaceitável e pode mesmo ser um crime em Estados de Direito. Sugerir contrariamente é contribuir para a má formação democrática dos jovens universitários.Jairo José da Silva,Professor titular do Departamento de Matemática da Unespjairomat@linkway.com.brRio ClaroO professor Antonio Candido, cuja contribuição para a crítica literária é respeitável, quando incursiona pela política e declara que a USP não pode ser ocupada pela Polícia Militar porque tolhe a liberdade de expressão, torna-se uma figura tão cândida de dar pena. Será que sua ideologia política - esquerdista desde os tempos de Stalin - não lhe permite enxergar o que as minorias radicais fizeram nestes dias de greve na universidade? Francamente, professor, como seu colega de Ribeirão Preto, eu tenho pena do seu posicionamento e espero que volte correndo para os seus escritos literários e nos deixe orgulhosos de saber que continua honrando a inteligência nacional e a nossa universidade com os seus textos.Antonio Ribeiro de Almeida, professor doutor da FFCLRP aposentadoribercor@cirp.usp.brSão José do Rio PretoRISÍVEL MINORIAÉ importante esclarecer que os universitários que apoiam o movimento grevista do Sindicato dos Trabalhadores da USP são uma risível minoria - o que se verifica nas pesquisas de opinião entre os alunos - que ocupa algumas das entidades estudantis e está vinculada, em parte, a partidos de esquerda, e não aos interesses dos demais estudantes. Em vez de digladiar sobre questões pontuais, como se tem visto, deveriam os órgãos discentes questionar o decadente ensino na universidade e mobilizar a comunidade acadêmica contra a atual situação política do País, como tem tentado fazer o Centro Acadêmico XI de Agosto, do Largo de São Francisco.GABRIEL BORGESaluno da Faculdade de Direito da USPgabriel.borges@usp.brSão PauloCRISE NO SENADOAté quando esses políticos vão zombar da nossa inteligência, querendo que acreditemos na santa inocência deles sempre que são apanhados com a boca na botija? Ao sr. José Sarney quero dizer que nenhum grupo econômico, muito menos a mídia, está interessado em enfraquecer o Senado e as instituições legislativas. Quem as enfraquece são os homens que não merecem estar no comando deste país. Quanto ao quesito respeito, ele não é conquistado com os anos de vida, mas com os atos praticados. E é um caminho de duas vias, quem não respeita os demais jamais será respeitado por eles. Finalmente, se o presidente de qualquer instituição não é responsável pelos atos dela, para que serve um presidente? Só para dizer que não sabia de nada? Assim, qualquer um pode ser presidente de qualquer coisa...Marina R. B. Malufimmalufi@terra.com.brOlímpia O sr. Sarney acha que alguns senadores estão sendo desrespeitados pela opinião pública. Convém saber que o respeito é criado pelo próprio interessado, que deve zelar por ele com uma conduta impecável, especialmente quando exerce um cargo público.Paulo Braunvicentebraun@gmail.comSão PauloSARNEY E SUA HISTÓRIAMelhor seria o sr. Sarney não invocar a sua história. Seu desgoverno foi considerado o mais desastroso de que se tem notícia no País: planos catastróficos e inflação galopante foram sua marca. Transformou o Brasil em quintal do Maranhão, disseminando ainda mais a pobreza e a desigualdade social pelo País afora. Fez do Brasil um laboratório de economia, testando o limite dos brasileiros até onde não se imaginava. Seu legado? Esse Congresso e esse Senado, onde os interesses dos políticos superaram os do povo. Por favor, senador, não invente mais história. O povo brasileiro agradece.Beatriz Camposbeatriz.campos@uol.com.brSão PauloSr. Sarney, elogio em causa própria é vitupério. Relevando o ditado, pergunto: com tantas qualidades, como não conseguiu dirigir a Casa de que é o grande chefe?Mario ErtelSão Paulo''No ocaso da vida, o senador José Sarney revela-se um grande ator... Simplesmente patético!"Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.brSão Bernardo do CampoSarney está certo, uai! Se ninguém o elogia, serve o autoelogio: "É uma injustiça julgar um homem como eu." Pois é, o homem que mudou de Estado para se eleger e continuar servindo (?) ao País não deve ser criticado. Será?Francisco Dziegiecki chico.miryam@uol.com.brSão PauloCARAVANA DA PARENTELAJackson Lago (PDT) foi cassado como governador do Maranhão para dar lugar à sanha dos Sarneys e, assim, acomodar a senadora Roseana no palácio novamente, apesar das pendências que ela tem com a Justiça. Se Jackson Lago foi cassado por abuso de poder econômico, chamamos de quê a "caravana de parentes" nomeados por José Sarney? Ou se restitui a moral a este país ou está tudo dominado e ninguém respeita ninguém. Quanta vergonha...Izabel Avalloneizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloO Estado do Maranhão precisa, pelo voto, de uma nova Balaiada. Só assim para encerrar de uma vez a oligarquia de mais de 50 anos da família Sarney.José Erasmo Negrão Peixotojenp@bitweb.com.brTatuíNOVO ESTILOSarney inaugurou um novo estilo de administração no Senado: o transparente...Gilberto Dibgilberto@dib.com.brSão PauloSarney é o avô que todo neto pediu a Deus.José Milton Galindogalindo52@hotmail.comEldoradoFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2009 | 00h00

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