Cartas

Tiro no péAção pode quebrar bancos, diz BC (18/6, B11). Os banqueiros (aí incluído o Banco Central, que responde pela supressão da atualização monetária e dos juros na época do confisco da poupança) parece que desejam desacreditar a confiança que a população teve ao depositar suas economias nas cadernetas, ao esquecerem que, restabelecendo automaticamente o valor suprimido nas contas dos depositantes, estes não iriam sair sacando a torto e a direito, mas segundo suas necessidades mais prementes (inclusive os eventuais herdeiros). O verdadeiro nome a dar a essa atitude é falta de vergonha na cara e descomprometimento moral, mesmo. Ah, se tivéssemos alternativa para guardar nossas economias... LUIZ C. BISSOLItiocaio1@hotmail.comSão PauloVejo que os bancos, com a solidariedade do Banco Central, estão "esperneando". Alegam risco de quebradeira de bancos se tiverem de desembolsar, segundo os próprios bancos, R$ 105,9 bilhões. Consideram muito. Penso que já ficou demonstrado que, por causa dos planos, os poupadores perderam o rendimento de uma quinzena em pelo menos um caso. E o rendimento foi "apropriado" pelos bancos em que as poupanças estavam depositadas. Para efeito de raciocínio, vamos admitir que essa apropriação seja tratada como uma aplicação. Como se sabe, rende uma "merreca". Os bancos emprestam esse dinheiro com um spread considerável, coisa de 6%, 7% ou 8%. Portanto, ao longo desses anos os bancos usufruíram o rendimento que certamente foi várias vezes o que a poupança teria rendido. Como explicar que o reembolso abalaria as finanças dos bancos? MARIO HELVIO MIOTTOmhmiotto@ig.com.brPiracicabaPedágios paulistasNova concessionária da Ayrton Senna e da Carvalho Pinto reduz tarifa em 40% (18/6), o que prova que hoje pagamos uma tarifa absurdamente alta. E viva a "outorga onerosa". GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloGreve na USPApesar de todo o transtorno causado à ordeira população paulistana por um bando de agitadores profissionais que organizaram passeata de protesto contra a USP em local sabidamente proibido, foi perfeita a atitude do governador Serra ao não entrar na pilha deles e dar ordens para que a PM evitasse o confronto. Com essa atitude eles deixaram de alcançar o objetivo de se passar por vítimas e mostraram quem são os verdadeiros vilões, que só querem agitar e bagunçar. MAURÍCIO LIMAmapeli@uol.com.brSão PauloQuerem fazer da USP o calcanhar de aquiles do Serra-2010.AGRIPINO ALBERTO DOMINGUEScentraltalentos@bol.com.brSão PauloRoberto Macedo diz que quem critica a reitora da USP o faz por não estar na sua pele (18/6, A2). Acrescento: e o faz por desejar o cargo. Como em qualquer desejo inconfesso, cria-se a cizânia para reinar. Os que são manipulados hoje são os eleitores de amanhã. Parece ser o caso, desde 2007.CLEIDE SILVAcleidesilva007@estadao.com.brSão PauloParabéns pelo editorial A crise na USP (18/6, A3), que mostra a farsa que é essa greve. Há que lembrar que a USP pertence ao povo paulista, e não aos que fingem estudar e depois são avaliados com grau zero quando formados (sic). O Estado tem de cobrar de cada indivíduo os prejuízos causados a mim e à sociedade.JORGE PEIXOTO FRISENEjpfrisene@zipmail.com.brSão PauloQuero a PM na USP defendendo o patrimônio que, com meus impostos, ajudei a construir e manter. O bando que ocupou a Reitoria na última greve destruiu equipamentos caríssimos sem sofrer punição. Chega de baderna e de baderneiros na USP.JORGE MARMIONjorgemarmion@hotmail.comSão PauloPreconceito nas escolasEscola é dominada por preconceitos, revela pesquisa (18/6, A19). Acredito que devemos refletir sobre a urgente necessidade de se compor uma sociedade realmente livre e igualitária. Entretanto, é bom lembrarmos que uma real transformação social, fundamentada em fortes princípios éticos e morais, só se consolida se for pautada no princípio fundamental de crescimento de um grande país: a educação. Chegou a hora de pais, educadores e dirigentes se unirem para impedir o crescimento do bullying, que avança nas escolas como um rolo compressor. Nesse cenário, é fundamental que a educação pública assuma o seu papel de instrumento essencial de progresso, porque só um ensino qualificado e democrático, com educadores dignificados, pode fazer do estudante um cidadão consciente e de Primeiro Mundo.JOSÉ MARIA CANCELLIERO, presidente do Centro do Professorado Paulistaassessoriajp@cpp.org.brSão PauloPesquisa encomendada pelo MEC atesta que, dentre alunos, funcionários, alunos e pais de estudantes de 501 escolas públicas brasileiras, 96,5% têm algum tipo de preconceito em relação às pessoas portadoras de necessidades especiais. O estudo mostra que aqueles que apregoam a ideia de que nosso país está mudando no que diz respeito às minorias estão cobertos de razão. Somente se esquecem de especificar que as mudanças são para pior. Vergonha pouca é bobagem!RICARDO GRANATOWICZricgrana@terra.com.brSão PauloAtos secretosTrabalhei 35 anos com carteira assinada e hoje a minha aposentadoria é de R$ 1.027. Enfiaram um neto do Sarney como funcionário do Senado, com um salário mensal de R$ 7.600, e o rapaz ainda nem terminou a faculdade... E a sujeira continua sendo varrida para debaixo do tapete. O povão que se lixe.ARMANDO KALILSão PauloBebida x direçãoCom a implantação da lei seca houve redução de 12% e alguma coisa das mortes correlacionadas a bebida e direção. Nos seis anos em que trabalhei como médico do resgate no fragmento norte da Rodovia Anhanguera, todos os motoristas alcoolizados se negaram a fazer o teste do bafômetro, nenhum exame de sangue solicitando alcoolemia foi autorizado; na grande maioria dos casos, esses motoristas foram pegos em acidentes, na maioria com vítimas, e muitas morreram. Bem sei que existem muitos outros problemas e mais graves. Contudo não existe credibilidade quanto à correlação entre álcool e direção quando a notícia é anunciada, tampouco quanto à própria notícia. Enquanto for optativo o teste respiratório para alcoolemia (que é confiável), os números serão duvidosos e a humilhação sofrida pela Polícia Rodoviária e pelos profissionais da saúde, caso a caso, será a única e secreta verdade. Muitos trabalhadores de rodovias estão desmotivados a ponto de deixarem empoeirar o bafômetro. Outros, como eu, jogaram no lixo as anotações dos casos, o que é uma pena, pois seriam úteis na confecção de uma projeção real.MIGUEL ANGEL DIASmiguelangeldias@hotmail.comSão PauloMentira e omissãoAté quando autoridades vão mentir dizendo que a diminuição dos acidentes se deve à lei seca, quando o resultado é exclusivamente resultado da fiscalização de bêbados ao volante, que nunca houve? E até quando elas omitirão que acidentes relacionados à embriaguez são aqueles cujos motoristas estavam com alcoolemia superior ao limite original do Código de Trânsito Brasileiro, 0,6 g de álcool por litro de sangue? É incrível que isso esteja acontecendo e ninguém se toque.BOB SHARPbobsharp@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

20 de junho de 2009 | 00h00

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