Cartas

Guerrilha do AraguaiaCumprimento o Estadão pelas excelentes reportagens sobre o Araguaia. Analisando-as, cheguei a uma conclusão: devem muitos a própria vida ao Estadão, quando, corajosamente, publicou reportagem sobre o assunto em pleno governo do general Emílio Garrastazu Médici, que se irritou profundamente, o que poderia levar os dirigentes do jornal aos cárceres do DOI-Codi. Ninguém estava livre disso. Obviamente, o jornal colaborou para que não houvesse o assassinato de muitos - até, quiçá, dos que foram trocados por representantes de outros países, entre eles José Dirceu. Tudo bem que houve mortes em combate, mas fuzilar depois deles foi uma grande covardia, assim como as mortes do DOI-Codi. É preciso apurar tudo para que nunca mais haja outra intentona igual àquela, sob o falso pretexto de evitar o comunismo. A Argentina e o Chile estão agindo certo. A punição é a única forma de não tentarem novamente, sabendo o que lhes acontecerá se o fizerem. OLAVO PRÍNCIPE CREDIDIOadv.principecredidio@terra.com.brSão PauloJá que escancararam o sigilo sobre os guerrilheiros desaparecidos ou executados na região do Araguaia, que tal abrir também à sociedade a caixa-preta desse grupo? Por exemplo, quem dava suporte logístico (financeiro e material) às suas ações. ALOISIO PEDRO NOVELLIcelnovelli@terra.com.brMaríliaBriga das torcidasA assessoria de imprensa da Presidência da República (alô, sr. Franklin Martins & Cia.) precisa exibir para o sr. Luiz Inácio Lula da Silva o vídeo que mostra a morte da jovem iraniana baleada pelos jagunços de Mahmoud Ahmadinejad durante a briga das torcidas que já dura 11 dias e começa a mudar o placar do jogo. Agora com 3 milhões de votos a menos.HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHOhlffilho@hotmail.comSão PauloO filósofo Lula insiste em que não houve fraude nas eleições iranianas, assim como também não existiu o mensalão, nem a máfia das ambulâncias, tampouco a máfia dos bingos, caixa 2 no PT, corrupção no Senado e na Petrobrás, e por aí vai. É muito! Será que o Brasil aguenta? Então, todas aquelas manifestações no Irã são o quê? Que coisa, hein?!RICARTE SANDOVALricartesandoval@terra.com.brSão PauloÉ preciso coragem para ir às ruas em defesa de um ideal melhor, num país livre. Para o povo iraniano fazê-lo é preciso muito mais. Que a resistência vença, em favor da liberdade.ANDRÉA ALBUQUERQUEandreabalb@gmail.comSão PauloAtos secretosEstamos assistindo à imoralidade dos atos secretos do Senado. Mas será que só no Senado existe esse tipo de procedimento? Como fica a Câmara? Está na hora de investigar os deputados também. Lembrem-se do mensalão. LUIZ R. DE MIRANDAlrm1952@gmail.comSanta Maria (RS)Caixa de PandoraAs malvadezas em Brasília não têm fim. A última safadeza revelada é a de que no Senado há funcionários recebendo quatro contracheques por mês. O Senado brasileiro é a nossa caixa de Pandora. Segundo a mitologia grega, uma vez aberta, ela liberta todos os males do mundo, só ficando a esperança. É o que nos sobra: a esperança de tirá-los de lá e substituí-los por pessoas mais dignas.LUCIANA PUECH LEÃOlupuech@speedmax.com.brSão PauloA glória precisa ser conquistada. A honra, por sua vez, basta que não seja perdida. O Senado, infelizmente, já perdeu a dele. Não é que tenha perdido somente a credibilidade. Perdeu a honra, o que é pior ainda.MÁRCIO CHÉDEmjchede@uol.com.brSão PauloNinguém acredita mais no Senado Federal.VANDERLEI ZANETTIvanzanetti@uol.com.brSão PauloDallari e Kátia AbreuCom todo o respeito que merece o jurista Dalmo Dallari, sinto-me na obrigação de esclarecer um ponto de sua entrevista publicada em 21/6 (caderno Aliás). A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) representa, sim, com grande êxito, o povo tocantinense que a elegeu. Agora, na discussão com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, Kátia respondeu como presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), representando, portanto, o agronegócio. Então, digníssimo jurista, nada há de errado no fato de a senadora representar seu Estado, o Tocantins, e o agronegócio. O que é preciso, na minha humilde opinião, é aprimorar a visão de analistas que não veem o todo.CÉLIA BRETAS TAHANceliabretastahan@hotmail.comPalmasTransparênciaAinda a respeito da divulgação dos vencimentos dos funcionários da Prefeitura, tenho uma sugestão a fazer. A Prefeitura deveria divulgar, além dos vencimentos, seus endereços residenciais, seus locais de trabalho, horários de entrada e de saída, o nome de seus dependentes, números de suas contas bancárias, facilitando, assim, aos ilustres membros do PCC e do CV as condições necessárias para a prática de seus crimes contra os servidores.JULIO CELESTE TESHAINERjcteshainer@terra.com.brSão PauloPrecatóriosO governador José Serra poderia, para fazer justiça aos milhares de credores do Estado de São Paulo, imitar seu colega José Maranhão, da Paraíba, que aumentou em mais de 100% o repasse de verbas para o pagamento de precatórios alimentares em seu Estado (22/6, A8). Em São Paulo os últimos precatórios foram pagos ainda na gestão de Geraldo Alckmin. Essas verbas seriam mais bem aproveitadas e mais justas que as destinadas à propaganda do governo.MARCO ANTÔNIO R. NUNESnunesmarcelao@ig.com.brPindamonhangabaParabéns ao governador José Maranhão, que está destinando vultosos recursos ao pagamento de precatórios. Já aqui, em São Paulo, o Estado mais rico da Federação, nosso governador insiste na PEC do Calote, com o prefeito. E a Câmara Municipal retira verbas já destinadas ao pagamento de precatórios para um megaprojeto de informatização dos sistemas, trabalho que deveria ser feito pela Prodam, e outra parte para ser destinada à TV Câmara. Talvez queiram concorrer com o Gugu, o Faustão... Esses senhores, e incluo a Mesa da Câmara, não contem com o meu voto e o de minha família, pois não achei meu Título de Eleitor no lixo.MAURICIO MARQUESmzlmauricio@yahoo.com.brSão PauloPublicidade de LulaA propósito do editorial Lula colunista (21/6, A3), sem entrar no mérito das demais afirmações contidas nesse texto, esclarecemos que o investimento em publicidade do governo Lula não tem crescido "de forma espantosa", como publicado. A despesa com a publicidade institucional centralizada na Secretaria de Comunicação Social (Secom) vem sendo mantida, em média, em torno de R$ 100 milhões por ano, desde 2004. Portanto, não houve crescimento, mas sim desconcentração dos investimentos em publicidade para ampliar o alcance das mensagens institucionais do governo. O que resulta numa política de prestação de contas à sociedade mais eficiente e mais democrática.YOLE MENDONÇA, Secretaria de Comunicação Integrada da Secom da Presidência da Repúblicaeduardo.correia@planalto.gov.brBrasíliaN. da R. - O site da Secom informa que os investimentos em mídia do Poder Executivo, para o exercício de 2008, estão orçados em R$ 1.027.027.878,61.

, O Estadao de S.Paulo

24 de junho de 2009 | 00h00

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