Cartas

Esmola x progressoLula diz que é melhor dar dinheiro aos pobres do que desonerar os empresários. Faltou dizer que não está dando nada, pois o dinheiro é público, portanto, da sociedade. Para a popularidade do governo, porém, é melhor dar esmola do que incentivar o desenvolvimento sustentável a longo prazo, com uma desoneração séria, estudada e viável. É extinguir a classe produtiva em troca de um país de pedintes! Bela mentalidade...RENATO REAreagold@gmail.comSão Paulo"Prefiro dar dinheiro a pobre a cortar imposto." Caro leitor, se pensou que nosso presidente iria começar a derrubar nossa carga tributária de 38,5% do PIB, dançou, Vamos continuar sendo os trouxas pagadores de impostos.DOMINGOS PEROCCO NETTOdp-netto@uol.com.brItatibaO presidente Lulla queixou-se de que os empresários não baixam os preços, apesar dos incentivos dados pelo governo, e que é melhor dar o dinheiro aos pobres. A solução é mais simples, basta atualizar a Tabela do Imposto de Renda na Fonte, há mais de seis anos "imexível". Com essa medida, todos os setores da economia se beneficiarão, inclusive o governo, pois a injeção desse dinheiro no mercado proporcionará mais vendas, logo, mais arrecadação.JOÃO ERNESTO VARALLOjevarallo@hotmail.comSão PauloJustiça sob pressão?O Banco Central (BC) pressiona o STF, alegando que ressarcir os poupadores atingidos pelos planos econômicos pode quebrar os bancos. Ora, isso não é questão de quebra ou não quebra, é questão de justiça. E a Justiça não pode nem deve ser pressionada por quem quer que seja. Essa mesma Justiça já prolatou inúmeras sentenças favoráveis aos poupadores e agora, sob pressão, não pode mudar seu julgamento, sob pena de descrédito. Se os bancos só cumpriram a legislação vigente, como quer o BC, cabe perguntar: quem errou? Foi o governo? Então ele (Tesouro Nacional) que pague a conta, nenhum banco quebra e a Justiça é preservada. Os poupadores é que não podem ser prejudicados.GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloAo ler o artigo Mutuários, poupadores e bancos (23/6, A2), de Fábio C. Barbosa, presidente da Febraban, defendendo mais um calote dos bancos ou do governo, e para evitar a inevitável decepção dos poupadores lesados, sugiro a quem não teve a oportunidade de ler o excelente artigo Terrorismo, ficção e realidade, de Marilena Lazzarini, do Idec e do conselho da Consumers International (11/6, A2), que o faça. Com argumentação convincente e totalmente contrária ao teor do texto do sr. Fábio Barbosa, ela cita, mais uma vez, que "os bancos não se podem furtar a repor as perdas dos planos econômicos".RUBENS J. PAULELLArjpaulela@terra.com.brSão PauloAgora concordo com as autoridades monetárias (BC) que nossos bancos estavam blindados para a atual crise financeira mundial. Tão blindados que se dão ao luxo, com apoio dessas mesmas autoridades, de pleitear o calote em nossas poupanças, tungando as correções dos Planos Bresser, Verão e Collor. Assim é moleza!NELSON G. HOMEM DE MELLOnelmel@artesanna.com.brSão SebastiãoCadeia para sonegadorA Receita e o Ministério Público querem cadeia para sonegadores. E para os senadores? Sonegador: o que deixa de pagar ao Estado perdulário deverá pagar e depois será preso. Senador: o que pega o dinheiro do Estado e usa como se fosse seu, não precisa devolver e continua mandando no País.ROBERTO ANTONIO MASSARENTEmassaren@terra.com.brAraçatubaAinda a respeito da prisão de sonegadores, deveria haver reciprocidade pelo não-cumprimento de decisões judiciais (os famosos precatórios). Ou seja, alguém também deveria ir preso.VALTER DA SILVA CARVALHEIROvscarvalheiro@ig.com.brSão PauloLula e a mídiaNo lançamento das obras de revitalização da área portuária do Rio, o presidente Lula focalizou a crise do Senado e, usando um argumento banal, culpou a imprensa. Não levou em consideração que os jornais são o espelho dos fatos, não fábricas de acontecimentos. Refletem a realidade, não a produzem. O presidente equivocou-se. E esqueceu que ele próprio, a partir da greve de 1980 que comandou no ABCD paulista, teve seu caminho político aberto exatamente pelos meios de comunicação. Sem a imprensa não existe afirmação humana. Seja em que sentido for.FRANCISCO PEDRO DO COUTTOpedrocoutto7@yahoo.com.brRio de JaneiroA mídia prefere desgraça, diz o presidente! Réplica: desgraça seria não termos uma imprensa livre e democrática como a brasileira.FRANCISCO ZARDETTOfzardetto@uol.com.brSão PauloLembranças de infânciaAo reler, na coluna de Dora Kramer, o pronunciamento do presidente do Senado de que não teria sido eleito para limpar as lixeiras da Casa, não sei por quê, lembrei-me da minha mãe, que ralhava comigo e meus irmãos quando sujávamos a sala. Dizia ela: "Sujou tem que limpar e não adianta pôr debaixo do tapete, porque isso é trocar seis por meia dúzia. E se não obedecerem terão que aguentar as consequências."GILBERTO PACINIbenetazzos@bol.com.brSão PauloA culpa é do mordomoO Senado suspendeu dois diretores, como se fossem os únicos e maiores culpados pelas trapaças, para livrar a cara de Sarney e dos outros 80. S. Exas. não sabiam que a Casa tem 10 mil servidores que consomem a quase totalidade dos R$ 2,7 bilhões do orçamento, o que dá R$ 35 milhões/ano por senador para aprovar medidas provisórias, já que seus outros negócios não lhes dão tempo para legislar em benefício do cidadão?MÁRIO A. DENTEdente28@gmail.comSão PauloA Cemig em São Paulo?O PSDB-SP não deixa... Oportuna e emblemática a matéria SP é o maior desafio da estatal (21/6, A8), referindo-se à impossibilidade imposta à Cemig de participar da privatização da Cesp e, anteriormente, da CTEEP. A reportagem é feliz ao revelar que, também na visão da oposição (PSDB), as estatais estão aí para servir aos fins políticos dos partidos e governantes, e não do Estado. É claro o objetivo do governador Aécio Neves de ver sua Cemig atuando além das fronteiras de Minas, conforme afirmam Eduardo Kattah e Ivana Moreira. Claros também foram os propósitos dos governadores Geraldo Alckmin e José Serra ao impedi-lo. No caso da monopolística CTEEP - detentora do maior e mais importante sistema interligado de extra-alta-tensão do País -, preferiu-se vendê-la a uma estatal colombiana a permitir à conceituada Cemig atuar no território paulista. Como ocorre na Petrobrás, sob o controle do PT, isso também é política de baixo nível. Por essas e outras, nossa tarifa industrial de energia elétrica, segundo a FGV, já é a terceira mais cara do mundo. O que se observa neste caso, e na maioria das vezes, é que a miopia ou a falta de estatura impede os políticos de pôr os interesses dos consumidores e contribuintes acima dos seus. Quem sabe na próxima campanha presidencial a oposição - até para se diferenciar das práticas vigentes - apresente uma clara proposta de moralização (estrutural) ou privatização das estatais brasileiras.NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRAnoo@uol.com.brSão PauloCorreçãoNa Nota da Redação (N. da R.) à carta Publicidade de Lula, o correto é: "O site da Secom informa que os investimentos em mídia do Poder Executivo, para o exercício de 2009, estão orçados em R$ 1.027.027.878,61", e não de 2008, como publicado ontem.

, O Estadao de S.Paulo

25 de junho de 2009 | 00h00

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