Cartas

CanjebrinaO discurso do sr. Lula é estarrecedor, ao afirmar que cada "R$ 1 entregue a cada pobre" retorna desenvolvendo o comércio, ainda que seja para "tomar uma canjebrina". Desde quando boteco é produtor e significa desenvolvimento pagador de impostos? Fala sério, companheiro!FRANCISCO DZIEGIECKI chico.miryam@uol.com.brSão PauloEm mais um de seus contumazes acessos de besteirol desenfreado, Lula diz que "o empresário não repassa isenção fiscal (R$ 100 bilhões, segundo ele) ao custo do produto". O povo brasileiro gostaria de saber por que o governo não repassa R$ 1 trilhão de tributos recolhidos anualmente na forma de educação, saúde, segurança, transporte público, etc., para esse mesmo sofrido povo contribuinte.NELSON PENTEADO DE CASTRO pentecas@uol.com.brSão PauloFórmula é simples Não sou economista, mas não acho que seja tão difícil encontrar uma fórmula que ajude os pobres brasileiros e ainda diminua a carga de impostos que são cobrados da população comum. Basta devolver aos cofres públicos o dinheiro gasto indevidamente nos últimos anos e dar a ele a finalidade devida.MARIA DO CARMO Z. LEME CARDOSO zaffalon@uol.com.brBauruMais um SarneyQue nome se dá a uma empresa cujo dono declara a jornais um faturamento anual de cerca de R$ 5 milhões, mas que não existe no endereço oficialmente declarado? No caso, a empresa Sarcris pertence, entre outros sócios, a José Adriano Cordeiro Sarney, neto do incomum e imortal presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Se a Receita Federal ainda não sabia deste fato, agora sabe. E espero que investigue a empresa e os rendimentos de seus proprietários. Afinal, esses são cidadãos comuns. Ou não são?MARA MONTEZUMA ASSAF montezuma.fassa@gmail.comSão PauloSerá que Sarney também não sabia que o seu neto era um agenciador de crédito consignado a funcionários do Senado?ANGELO TONELLI angelotonelli@yahoo.com.brSão PauloO Brasil precisa, urgentemente, ressuscitar os fiscais do Sarney, que tiveram o seu momento de glória no auge da popularidade do Plano Cruzado. Mas desta vez a missão será fiscalizar o próprio Sarney. Em vez de fechar supermercados no grito, gritarão pelo fechamento desse Senado, que não mais nos representa.RONALDO GOMES FERRAZ ronferraz@globo.comRio de JaneiroCaminho da saídaPela quantidade de denúncias envolvendo o sr. José Sarney, não resta alternativa senão ensinar-lhe o caminho da saída.MAURO RIBEIRO GAMERO mrgamero@ajato.com.brSão PauloSe José Sarney tivesse um mínimo de discernimento, licenciar-seia da presidência do Senado, renunciaria ao mandato de senador, voltaria ao Maranhão e passaria o resto da vida reparando todo o mal que tem feito ao Brasil e, principalmente, ao sofrido povo maranhense.WAGNER DE BRITO PIO financeiro@relojoariacentral.com.brSão PauloPessoa comumPensei que a farra com o dinheiro público no Senado havia acabado. Ledo engano. Sinto que fica cada vez mais distante a chance de a minha restituição do Imposto de Renda, ano-base 2007, ser feita. Segundo a Receita Federal, minha declaração apresenta "inconsistência de despesas médicas", talvez pelo fato de eu ter ousado muito ao fazer um tratamento dentário e, como não tenho assistência médica e odontológica vitalícia, ter lançado a referida despesa na coluna de abatimentos, em meu ajuste anual. Não deu outra. A cada dia me convenço mais de que sou uma pessoa comum, não sou imortal nem imoral.HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHO hlffilho@hotmail.comSão PauloO Brasil não pode mais suportar essa máquina de produzir privilégios e privilegiados. Com a profunda cegueira de seu egoísmo, esse clientelismo político e o nepotismo estão fermentando neste país os ressentimentos que destilam o ódio. Até quando nós, os comuns, temos de trabalhar para manter os caprichos e requintes desses mandarins que se encarapitaram nos poleiros de ouro de nossas instituições? É preciso que o bisturi saneador da livre crítica e da imprensa funcione todos os dias, em todas as edições, semana por semana, como vem sendo feito.JOSÉ ERASMO NEGRÃO PEIXOTO jenp@bitweb.com.brTatuíCumpre-me felicitar José Nêumanne pelo esclarecimento contido no artigo A diferença entre servir à Pátria e servir-se dela (24/6, A2). E respondo à sua indagação: nenhum político, dentro ou fora do Congresso, fica indignado com os desmandos de hoje porque eles comungam o mesmo ideal: enganar o maior número de brasileiros, no maior tempo e valor possível. Isto é Brasil!EDIVELTON TADEU MENDES etm_mblm@yahoo.com.brSão PauloAnos do lixoMuito oportuno o tema abordado pelo leitor sr. Roberto Antonio Massarente (Cadeia para sonegador, 25/6). Faltou apenas acrescentar que muitas vezes o sonegador é aquele que trabalha, produz riquezas, gera empregos e, bem ou mal, paga impostos. Diante da absurda e vergonhosa carga tributária que incide sobre a produção, obviamente alguém vai querer sonegar alguma coisa, para poder sobreviver. O mesmo não ocorre no Senado e na Câmara dos Deputados, onde não se geram empregos, mas cargos, onde legislam em causa própria, participam das mais escabrosas negociações, espoliam a Pátria, metem a mão no dinheiro dos impostos e a Receita Federal e o Ministério Público não os ameaçam com cadeia. Geralmente se perpetuam no poder por meio dos seus descendentes e contam sempre com o voto dos menos esclarecidos. Essa desmoralização pode novamente nos remeter aos "anos de chumbo", para nos livrar dos "anos do lixo". Por muito menos, já vimos esse filme.CARLOS DOS REIS CARVALHO carlaomercurio@uol.com.brAvaré''O Senado deixou de ser um Poder da República, é um Poder do Sarney"Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)LengalengaE continua a lengalenga sobre a lei antifumo sancionada pelo governador José Serra. Daqui a pouco seus opositores vão querer da Justiça atestado de bons antecedentes para o cigarro. E como perguntar não ofende: será que quem bater mais pesado na lei paulista será recompensado na campanha eleitoral de 2010? É o que parece.ARTHUR SOARES arthur09br@yahoo.comBelo HorizonteÉ inaceitável a decisão de um juiz de reverter a tão esperada lei antifumo de São Paulo. Fico me perguntando quais seriam as razões reais dessa decisão. Concordo que alguns itens da lei são exagerados, como a obrigatoriedade de o dono do estabelecimento chamar a polícia caso um cigarro seja aceso. A polícia tem de tratar de assuntos infinitamente mais importantes e vitais do que prender fumantes. Mas daí a vetar a lei... Que se criem fumódromos e que os fumantes sejam convidados a se retirar dos estabelecimentos ao acenderem o cigarro. Não sou obrigado a fumar pelos outros.LEANDRO SPETT spett@speko.com.brSão PauloEsclarecimentoO editorial Perseguição política (22/6, A3) informa equivocadamente que o procurador da República Luiz Francisco "obteve, no Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Joaquim Barbosa, uma liminar suspendendo a punição". Na verdade, a decisão foi proferida pelo ministro Eros Grau, relator do MS 27517.RENATO PARENTEsecretário de Comunicação Social do STFBrasíliaFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

26 de junho de 2009 | 00h00

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