Cartas

Chávez e o "império"Hugo Chávez entende mesmo é de revolução socialista, e não de economia popular ou de como atrair investimentos estrangeiros para seu país. Como explicar a um povo que sofre com inflação alta e desemprego que a tão sonhada revolução bolivariana ainda não o levou ao paraíso, mas à falta crônica de alimentos básicos nas prateleiras dos mercados, com os preços em disparada? O que fará agora o povo venezuelano para lidar com a escassez? Comprará nos mercados estatais fuzis Kalashnikov para o almoço ou alguns jatos Sukhoi para o jantar? Não, a solução é o povo esperar até que a aliança com o "império do mal", os EUA, proposta recentemente por seu metamórfico chefe, produza bons resultados financeiros para o país, já que o preço do petróleo despencou e agora o ditador venezuelano resolveu normalizar relações diplomáticas com seu ex-arqui-inimigo, que pode tornarse agora o império da salvação.PAULO R. KHERLAKIAN paulokherlakian@uol.com.brSão PauloEngasgandoE no Brasil, enquanto os bancos "bombam" com lucros magníficos, a economia continua engasgando e dando sinais inequívocos de recessão e falta de estrutura e planejamento do governo no combate à maior crise do século 21.CARLOS HENRIQUE ABRÃOabraoc@uol.com.brSão PauloSupersaláriosComo disse o ministro Jobim sobre a faxina realizada na Infraero, quando pessoas estranhas ao meio foram afastadas, "jabuti não sobe em árvore, se lá estão é porque foram colocados por alguém". No caso da Diretoria Executiva da Petrobrás, os jabutis alçados à frondosa árvore pelo PT e aliados, além de sobrecarregarem os galhos com novos jabutizinhos, resolveram também engordar suas próprias rações. Assim não há galho que aguente.NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHOrodrigues-nestor@ig.com.brSão PauloComplementando a informação, o Conselho de Administração da Petrobrás também conta com Fábio Barbosa (presidente do Grupo Santander e da Febraban), Luciano Coutinho (presidente do BNDES), Francisco de Albuquerque (general-de-exército da reserva) e Sergio Quintella (vice-presidente da FGV).CARLOS EDUARDO LESSA BRANDÃOcelb@iname.comSão PauloVejamos se seis picaretas serão úteis para desenterrar a caixa-preta da Petrobrás, tal como centenas de foices e martelos foram usadas para enterrá-la.FLAVIO MARCUS JULIANOopegapulhas@terra.com.brSão PauloGolpe de mestreNada mais confortante para o governo Lula do que a vitoriosa execração pública por que passa seu aliado José Sarney. Parece que só agora o povo e a imprensa tomaram conhecimento da vida pregressa do senador. Virou saco de pancada e o responsável por todos os males do Congresso Nacional. Mas o fato é que um presidente do Senado muito poderoso, apoiado pela ala podre do PMDB, poderia querer açambarcar os cargos dos demais partidos da base aliada, inclusive do PT, por meio de chantagem política. Com essa estratégia demolidora, muito bem executada pelo governo, o donatário do Maranhão vai ficando cada dia menor e com menos poder para incomodar os planos de Lula. Os que já conviveram com o ex-metalúrgico e foram defenestrados por ele sabem que não se pode confiar em suas promessas, muito menos em sua lealdade. Porém o maior feito da bem-sucedida operação Sarney foi tirar das manchetes dos jornais os desmandos existentes na Petrobrás, onde o dinheiro público corre pelo ralo da corrupção e aloprados conselheiros recebem ilegalmente salários milionários.SERGIO VILLAÇA svillaca@terra.com.brRecifeAbaixo o imperadorEntão, ficamos assim: José Sarney, que emprega praticamente toda a família no governo e tem à disposição 120 funcionários pessoais pagos com o dinheiro do povo, entre assessores, faz-tudo (nova designação do antiquado mordomo), blogueiros, secretárias, copeiras, lavadeiras, puxa-sacos, seguranças, motoristas, etc., pede para sair ou o povo vai apeá-lo, não demora muito. Nem dom João VI tinha tanta mordomia. E ele era rei!PAULO SERODIOpserodio@uol.com.brSão PauloÉ verdade que Sarney deve sair. Mas, por favor, leve junto todos os seus familiares e agregados, nomeados tão benevolamente. Estou cansada de pagar tanto imposto para sustentar tanta gente.IRENE SANDKEirene@frettes.com.brCuritibaOs cursos na Sorbonne e em Harvard do neto de sir Ney, o imperador, também foram financiados por nós? O cidadão comum só quer saber.GRIMA GRIMALDIgrimagri@terra.com.brSão PauloSacode que tem maisE cada dia aparece mais um... Fica, pois, a pergunta: será que existe algum parente ou cupincha de José Sarney que ainda não esteja "mamando" numa boquinha secreta do Senado ou do governo do Maranhão?SILVANO CORRÊAscorrea@uol.com.brSão PauloE por falar em Sarney e seus apaniguados, cadê o "Lulinha", aquele da Telemar?MARIA EULÁLIA MEURELLES BUZAGLOmemb@bol.com.brSão PauloIlusãoDe que adiantou a saída de Renan Calheiros? De que vai adiantar a saída de Sarney? Pura ilusão. Isso não muda absolutamente nada. E por quê? Por nossa culpa.MÁRIO ISSAdrmarioissa@yahoo.com.brSão PauloSegredos do SenadoAo ouvir do senador Sarney que as irregularidades no Senado seriam investigadas e os responsáveis, punidos, e a confirmação do senador Heráclito Fortes, senti firmeza. Creio que ambos estão providenciando a contratação (sem concurso, é claro) de Maxwell Smart, também conhecido como Agente 86.CARLOS GONÇALVES DE FARIAcgfaria@ajato.com.brSão PauloFiscalizaçãoNão consigo explicação lógica para tantos desmandos e escândalos. O que fazem de fato a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas da União, os serviços de inteligência, a Polícia Federal, que não conseguem represar a roubalheira que se espraiou entre os políticos e apaniguados? Por que a impunidade? Como contribuinte (não sonegador) tenho direito a resposta.ADEMAR MONTEIRO DE MORAESammoraes57@hotmail.comSão PauloCongresso NacionalHá mais ou menos 15 anos dizia a meus alunos que haveria uma revolta popular se viesse à tona 1% das falcatruas de dentro do Congresso Nacional. Passada essa década e meia, volto a dizer que o que saiu até agora não perfaz ainda esse 1%. A coisa é muito pior, mas muito pior mesmo, do que se possa imaginar.ORIVALDO TENORIO DE VASCONCELOSprof.tenorio@uol.com.brSão PauloJustiça lá e cáNa página B11 de 26/6, uma foto mostra, com o uniforme do presídio, algemado e com grilhões nos tornozelos, o bilionário norte-americano Allen Stanford, rodeado por guardas. Esse cidadão é acusado de uma fraude de cerca de US$ 7 bilhões pelo governo do seu país. Foi-lhe negado ser libertado sob fiança. É flagrante a diferença de como as coisas ocorrem por lá e por aqui.SÉRGIO PAULO TEIXEIRA POMBOsp.pombo@estadao.com.brCampinas

, O Estadao de S.Paulo

27 de junho de 2009 | 00h00

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