Cartas

Mão únicaAo manter a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para montadoras e aumentar a perda de arrecadação do governo federal, sem anunciar uma única economia de gastos, o presidente Lula lembrou-me um político que disse "quebro o Banespa, mas elejo meu sucessor". ARTHUR SOARES arthur09br@yahoo.comBelo Horizonte Lula vai quebrar o País, enquanto montadoras e banqueiros enchem o caixa de dinheiro. E o bode expiatório já foi eleito: a perda de arrecadação, para Guido Mantega, é culpa dos governadores.CLEIDE SILVA cleidesilva007@estadao.com.brSão PauloPonto finalA condenação de Bernard Madoff, o maior fraudador de Wall Street, nos Estados Unidos, a 150 anos de prisão é emblemática. Trata-se do melancólico e dramático ponto final de um enganador e longo sistema gestado por um apóstolo da economia desvinculada da produção, que muitos acreditaram ser possível, mas tiveram prejuízos milionários. Resta ao mundo globalizado, agora, acreditar na força do trabalho, e não nas miragens financeiras com que os sábios econômicos tentavam convencer os investidores.JOSÉ DE A. NOBRE DE ALMEIDA josedalmeida@globo.comRio de JaneiroBoa pedidaSegundo fontes costumeiramente bem informadas, um certo banqueiro brasileiro, "perseguido" pela Polícia Federal, confidenciou a um amigo íntimo, poucas semanas antes de estourar o escândalo que envolvia o seu nome, que pretendia se mudar para os Estados Unidos. Definitivamente, não seria uma boa pedida.SÉRGIO PAULO TEIXEIRA POMBO sp.pombo@estadao.com.brCampinas Em seis meses Madoff foi julgado e condenado, tendo ficado na prisão por quase todos esses dias. No Brasil, estaria solto, beneficiado por um habeas corpus.MARIA TEREZA MURRAY terezamurray@hotmail.comSão Paulo Na inviável hipótese de uma condenação como a de Madoff valer para os 300 picaretas do congresso (minúscula, por favor) brasileiro, apontados por nosso líder nos primórdios de sua ascensão aos píncaros da glória, teríamos um somatório de penas que chegaria a 450 séculos, a serem cumpridas pelo pessoal da Ilha da Fantasia, que sumiu com o nosso dinheiro. A diferença é que lá, Madoff parou com a brincadeira. Já aqui...NELSON CARVALHO nscarv@gmail.com.brSão PauloContas secretasPor que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) não abrem suas contas para que todo cidadão saiba para onde vão suas verbas (Ex-militantes do MST coordenam núcleos do Incra, 29/6, A4)? Será que existem contas secretas no Incra, nos moldes dos atos do Senado?LAURO FUJIHARA lauro@healthquality.com.brCarapicuíbaCorretor de segurosO neto do imortal José Sarney também vendia seguro de vida aos funcionários do Senado? Realmente, não são pessoas comuns. Sugiro chamarem o Mister M para presidir a Casa. Pelo menos ele contaria como se fazem as mágicas e os atos secretos.FLAVIO MARCUS JULIANO opegapulhas@terra.com.brSão PauloDefesa do colegaE quem ainda sai em defesa de José Sarney é a senadora Ideli Salvatti, do PT? Depois do mensalão e do caso Renan, já não impressiona, mas ainda é engraçado. Ela exige a "apuração dos fatos", como se fatos ainda precisassem de apuração. Mais: se fôssemos apurar cada denúncia, um mandato na presidência do Senado seria pouco.LÉO COUTINHO leo.coutinho@uol.com.brSão Paulo Sarney vem tentando pôr panos quentes sobre as denúncias inquestionáveis e indesculpáveis que pesam sobre ele. Mesmo assim, não pensa em deixar a presidência do Senado para que haja investigações imparciais. O pior de tudo é que há tantos senadores calados que podemos supor o grau de falta de transparência, moral e ética naquela Casa. Esses senhores, que deveriam servir de exemplo à Nação, não passam de sanguessugas do sistema. Imaginem o que se passa na Câmara dos Deputados, no Palácio do Planalto e nas estatais, depois do exemplo dos atos secretos do Senado? Sarney é o reflexo da imagem de nossas instituições.LUIZ HENRIQUE CHAVES D?ÁVILA luiz_davila@terra.com.brSão PauloTeimosoO Senado brasileiro precisa voltar a exercer as suas funções precípuas, o que não está acontecendo. José Sarney, para o Brasil, já é carta fora do baralho e deveria renunciar ou se afastar da presidência da Casa até que tudo seja devidamente apurado. Mas o homem é teimoso e não arreda pé. Pedimos, então, encarecidamente ao senador que se afaste, renuncie, saia logo, pelo bem dos brasileiros, do Senado e dele próprio.CARLOS E. DE BARROS RODRIGUES carlosedleiloes@terra.com.brSãoPaulo "A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce" (J. J. Rousseau). Parece ser essa a aposta do povo brasileiro em relação aos homens públicos e privados com poder de decisão no País.FRANCISCO JOSÉ SIDOTI fransidoti@terra.com.brSão Paulo E na Argentina, será que os Kirchners, sem a maioria, vão apelar para um mensalão?"Tania Tavares taniatma@yahoo.com.br São PauloVozesSão os discursos de quem cultua a democracia que alertam os cidadãos a protestar para que o Direito seja respeitado. A voz do professor Goffredo da Silva Telles Júnior merece ser lembrada também contra os desmandos vergonhosos do Senado liderado por Sarney. Lembro-me também do discurso do tribuno Ibrahim Nobre que deflagrou a revolução de 1932 contra o getulismo restritivo às liberdades: "E então, homens?"FERNANDO AVERBACH reginalili@yahoo.comSão PauloOráculo do OcidenteHá alguns dias, o mundo assistiu à repressão de um protesto legítimo de oposicionistas no Irã contra as evidências de fraude nas eleições, com direito a cenas de assassinato e espancamentos ao vivo, além de centenas de prisões, inclusive de jornalistas e opositores. O Irã proibiu as comunicações de rádio, TV e internet do país. Jornalistas estrangeiros foram "aconselhados" a deixar o país e proibidos de cobrir as manifestações. Mr. Obama, o oráculo do Ocidente, ficou chocado e triste, mas não passou disso. A ONU se indignou, mas não passou disso. Pouco depois, acontece um contragolpe de Estado em Honduras e Mr. Obama, junto com a ONU, se mostra indignado e se recusa a reconhecer o novo governo, e o mundo grita ao ver o exército hondurenho conter os distúrbios nas ruas de Tegucigalpa e ao ver as transmissões de TV interrompidas. Qual é a diferença entre Irã e Honduras? Ora, Honduras não tem bomba atômica nem um Ahmadinejad louco para bombardear Israel. Dois pesos, duas medidas e muita cara de pau.MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO crisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolis (SC)Vizinhos democráticosO presidente Lula declarou que, se Honduras não rever a sua posição, vai ficar totalmente ilhada no meio de um contingente enorme de países democráticos. Isso significa que Cuba e Venezuela são países democráticos? Só rindo...RONALDO GOMES FERRAZ ronferraz@globo.comRio de JaneiroCorreçãoNo artigo Mestre da Ciência (30/6, A2), de Xico Graziano, o cientista Gregor Mendel é austríaco, e não inglês, como foi publicado.

, O Estadao de S.Paulo

01 de julho de 2009 | 00h00

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