Cartas

Não nos iludamosA irmã do subchefe de gabinete do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) foi nomeada, em 2007, por ato secreto, na direção-geral do Senado, órgão comandado por Agaciel Maia. A conclusão é de que o modelo de administração que por anos vigeu na Casa apodreceu e suas pústulas estão aparecendo. Uma reforma radical tem de ser iniciada urgentemente. Os senadores que durante anos foram coniventes com a corrupção têm de ser julgados e seus mandatos, cassados. E uma reforma política tem que ser feita. Não podemos nos iludir que com a saída de José Sarney da presidência da Casa tudo estará resolvido.Victor Germano Pereiravictorgermano@uol.com.brSão PauloAté tu, Arthur?Marcelo Holtzmarcelo.holtz@terra.com.brAvaréO slogan corretoOs líderes dos principais partidos políticos que hoje pressionam José Sarney a se afastar da presidência do Senado são os mesmos que ontem costuraram alianças e captaram votos para que ele assumisse aquele endinheirado trono. Não venham me dizer que também não sabiam dessas descaradas falcatruas, desses horrendos atos secretos e das acintosas nomeações de parentes e amigos. Esse escândalo só veio à tona e foi parar na mídia porque não souberam dividir a fatia do bolo com alguns funcionários de absoluta confiança, que também desfrutavam das mordomias e da farra com o dinheiro público. Agora não adianta somente uma campanha de "Fora, Sarney". O slogan certo deveria ser "Fora, todos os senadores que depositaram o voto em Sarney". Atenção, eleitores, vêm aí as eleições de 2010. Só nós, os pobres pagadores de impostos, os que temos obrigação de exercer a cidadania votando é que podemos mudar esse tenebroso cenário político. DEBORAH FARAHdeborafarah@uol.com.brRio de JaneiroQue vergonhaPresidente do Senado federal: José Sarney (PMDB); ex-presidente do Senado federal Renan Calheiros (PMDB); e maioria no Senado federal: PMDB, com 19 representantes. A maioria (nem todos) a defender o ex e atual presidente da Casa, dentre outros e outros que caíram no esquecimento. Que vergonha, PMDB...JOSÉ CARLOS ALVESjc_alves@uol.com.brSão PauloA crise atual do Senado ultrapassa os limites da boa paciência dos brasileiros. Chega a ser angustiante termos de conviver com homens que, agarrados aos cargos, moldam a política de acordo com seus próprios interesses. Até quando teremos de ostentar essa falsa ingenuidade? ANTONINA DI SALVO MASTRANTONIOtonina@bol.com.brSão CarlosAr de seriedadeE o tal "Conselho de Ética" da Câmara dos Deputados deu ganho de causa a Edmar Moreira (sem partido-MG), aquele do castelo não declarado ao Imposto de Renda e da verba indenizatória gasta com sua própria empresa. Foram 9 votos a favor e 4 contra, esses talvez para conferir uma espécie de ar de seriedade ao conchavo.GERALDO ALAÉCIO GALOggalo10@terra.com.brGuarulhosLord Edmar Moreira, o homem da segurança privada, foi absolvido no Conselho de Ética. É revoltante ver parlamentares, eleitos pelo povo, tirarem do povo tanto dinheiro e, o que é pior, tudo na legalidade. O regimento interno da Casa não falava disso ou daquilo, etc., mas o bom senso sempre falou. Enquanto o Senado se vê em meio a escândalos, assistimos à Câmara agir como se nós, cidadãos, não valêssemos nada. O acordo para a absolvição do Lord deve ter sido muito bom, porque muitos parlamentares devem ter o telhado de vidro, a ponto de quebrar, pelos mesmos motivos do absolvido. É vergonhoso ter o nome do povo no meio da lama, porque elegemos os nossos representantes. LUIZ ANTONIO ERHARDTluiz@osom.com.brSão PauloAssustadosA deposição do presidente Manuel Zelaya pelas Forças Armadas hondurenhas, com o apoio do povo, do Congresso e dos tribunais, é uma consequência direta da tentativa de convocação de um referendo para alterar a Constituição e permitir a reeleição presidencial por tempo indeterminado. Acusado de envolvimento com o tráfico de drogas e outras contravenções mais, o candidato a ditador já apresentava forte declínio em sua popularidade, chegando, nos últimos dias, aos 30%, porcentual que normalmente representa o universo de eleitores esquerdistas na América Latina. A patética ameaça da Organização dos Estados Americanos (OEA), de expulsar o país da organização, contrasta com o vergonhoso convite para a entrada de Cuba, ditadura comunista retardatária que há mais de 50 anos impõe o silêncio e o medo a seus cidadãos, além de manter presos dissidentes políticos. Reveladora também foi a intervenção do presidente Lula, que, juntamente com sua patota bolivariana, defendeu apressadamente a recondução imediata do caudilho ao poder. Será que o que aconteceu na pequena Honduras está assustando essa turma?SERGIO VILLAÇAsvillaca@terra.com.brRecifeA OEA agiu com presteza e energia incomuns neste caso de Honduras, mas não tem se comportado com a mesma desenvoltura em relação a outros golpes que vêm ocorrendo em suaves parcelas pela América Latina. O que se observa é que as esquerdas já vêm tomando conta daquela organização também.PAULO BRAUNvicentebraun@gmail.comSão PauloRespeito à democraciaAo participar da Cúpula da União Africana, na Líbia, o presidente Lula ressaltou a importância do respeito à democracia na América do Sul e no mundo, ao comentar a expulsão do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, ainda de pijamas, para a Costa Rica. Na democracia Venezuelana, vota em Chávez quem tem juízo e deseja se manter vivo; em Cuba, a democracia é total: 100% dos votos de todos do partido comunista neles mesmos; na Argentina, ela é mediúnica: o casal Perón e Evita ainda comanda a nação por meio de seus encarnados Néstor e Cristina Kirchner. No Brasil, Lula pode usar seu pijama e dormir tranquilo, sem medo de ser feliz, até 2010.PAULO R. KHERLAKIANpaulokherlakian@uol.com.brSão PauloLei 11.960Mais uma notícia que mostra um risco real para a Previdência: as dívidas das prefeituras, vencidas até 31 de janeiro e calculadas em cerca de R$ 20 bilhões, poderão ser parceladas em até 20 anos. Sr. presidente, fossem esses valores cobrados como nós, contribuintes, somos cobrados, as contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estariam mais equilibradas. Os "benefícios", tais como o Bolsa-Família, não deveriam ser pagos pelos que durante anos contribuíram para o INSS, mas pela União. Isso prejudica os aposentados e aqueles brasileiros que esperam um dia se aposentar dignamente.ELFRIDA CSORDASelfrida@csordasSão PauloMais pedágiosOntem passou a vigorar mais um aumento no valor dos pedágios no sistema Anchieta-Imigrantes. Quanto às obras prometidas... Lembro que, em 2002, quando foi inaugurada a pista de descida da Imigrantes, houve um aumento no pedágio do sistema para "compensar os investimentos". Esse aumento se estendeu ao pedágio da Rodovia Piaçaguera-Guarujá, sob a desculpa de que várias obras seriam feitas, entre elas o viaduto de interligação da estrada com o início da Rodovia Rio-Santos, na entrada de Guarujá. Sete anos depois, a obra, prometida para 2006, ainda nem começou. E o nosso dinheiro, para onde foi?ARTUR BERNARDES JUNIORarturbernardesjr@gmail.comSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

02 de julho de 2009 | 00h00

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