Cartas

Lógica perversaNo momento em que o consumidor mais precisa do serviço público, ele se torna mais caro. A tarifa dos pedágios nas estradas é reajustada tradicionalmente em julho, quando as famílias aproveitam as férias escolares e viajam. Agora o consumidor é surpreendido com reajuste de soberbos 13% nas contas de energia elétrica residencial, em pleno inverno, quando o consumo de energia é maior. Como se explica esse aumento, quando a inflação oficial gira em torno de 6% ao ano? Não bastasse a aplicação de índices de reajustes bem superiores à inflação, a carga tributária nas contas de luz chega a 40%, o que é um absurdo! Os órgãos de defesa do consumidor precisam se mobilizar, pleiteando a impugnação desses índices de reajuste e a revisão dos tributos, eis que estamos falando da prestação de um serviço público essencial à população.MARCOS TENÓRIO DE MESQUITA mt.mesquita@terra.com.brSão PauloQual o motivo desse reajuste de 13% da energia elétrica? Esse porcentual me parece muito alto, especialmente se considerarmos que os reajustes de salários ficam em torno das taxas de inflação. Já não chega a alta carga de impostos que somos obrigados a engolir? E ainda temos esses reajustes de tarifas públicas que não são devidamente explicados e justificados.SEBASTIÃO CARLOS MAZINsmazin@terra.com.brSanto AndréEx-petistaFui um petista dos velhos tempos. Ajudei a fundar o PT em minha região. Fui do tempo do PT ético, ideológico, que tinha uma bandeira de luta pelas causas sociais. Achei que podíamos fazer um país mais justo, mais digno. Foi por isso que milhares lutaram contra a ditadura e sofreram as consequências da luta pela democracia. Assisti, incrédulo, à derrocada do PT: dólares na cueca, mensalão, apoio aos corruptos, aproximação com os conservadores que tanto exorcizamos, etc... Mas agora não dá mais. Jamais imaginaria o senador Aloizio Mercadante, por quem tinha grande apreço, subindo à tribuna para defender o indefensável Sarney. Disse que fazia isso em nome da governabilidade. Que governabilidade, senador? Será que o senhor pensa que se Sarney saísse da presidência do Senado a população pegaria em armas e sairia às ruas para defendê-lo? Em que mundo o senhor vive? Cadê tudo aquilo que o senhor pregava em nossas reuniões? Não se deve vender a alma ao diabo em nome do poder. Hoje, graças à sua atitude e de ex-companheiros que me decepcionaram e enojaram, sou um ex-petista. O socialismo que tanto pregaram se transformou numa bela boquinha, afinal, ninguém é de ferro. Senador Mercadante, o senhor rasgou sua biografia a pedido do "chefe". Fui ao cartório eleitoral e com dor no coração me desfiliei do PT, que eu tanto amei e em que acreditei. O PT de hoje é a Arena de ontem!JOSÉ MILTON GALINDOgalindo52@hotmail.comEldoradoO PT era uma colcha de retalhos de ideologias baratas e pelegos. Sobraram só os pelegos.ARIOVALDO BATISTAarioba06@hotmail.comSão Bernardo do CampoFaz muito tempo e todos esqueceram os discursos da Vila Euclides, inclusive Lula e a bancada petista do Senado.ROBERTO ARANHArcao@globo.comSão PauloMera coincidência?Estão lembrados da célebre frase pronunciada pelo famigerado Orestes Quércia, "quebrei o Banespa, mas elegi meu candidato"? Lula, com seu apoio à triste figura, espera repetir uma frase parecida: "Não importa que o Senado caia de podre, contanto que eu eleja a minha candidata em 2010." Fora, Sarney! Fora, Lula! Eles envergonham o Brasil.ADOLFO ZATZdolfizatz@terra.com.brSão PauloDe biografiasAo apoiar Sarney para que permaneça à testa de um Senado em franca putrefação, e contra os anseios de grande parte da sociedade brasileira, Lula mancha indelevelmente a sua biografia.TEREZA SAYEGtereza.sayeg@gmail.comSão PauloTão cioso de sua biografia, o imortal José Sarney, protagonista de inumeráveis falcatruas, deveria saber distinguir "história" de "folha corrida".PAULO RUASpstreets@terra.com.brSão PauloJoão-sem-braçoSe um cidadão comum se "esquecer" de declarar a aquisição de um imóvel à Receita Federal, causará problemas para si mesmo e para o vendedor. Ambos terão suas declarações de Imposto de Renda retidas, pagarão multas, terão de prestar contas como sonegadores do Fisco, etc., etc. Já com o senador que não é uma pessoa comum, não há problema. Foi o contador que se esqueceu de declarar uma casinha de R$ 4 milhões. Coisa pouca. E como não há mais nenhuma irregularidade na vida desse senhor incomum, juro que não consigo entender o porquê dessa perseguição.ANGELA CARACIKangelacaracik@terra.com.brSão PauloUm senador que pendura nas tetas do Estado, sorrateiramente, parentes próximos e também distantes, apaniguados políticos, que utiliza funcionário público para prestar serviços particulares, constantemente, e não declara uma propriedade no valor de R$ 4 milhões, realmente não é um cidadão comum. Lula acertou.MARIO GHELLERE FILHOmarinhoghellere@gmail.comSão PauloComo é possível alguém se esquecer de declarar um imóvel de R$ 4 milhões? Isso é brincar com a inteligência alheia. A que ponto chegamos! Temos de engolir um absurdo desses sem ter uma única arma capaz de pôr fim a tal descaramento.JOÃO MENONjoaomenon@terra.com.brSão PauloDemocracia?Que tipo de "democracia" é esta, em que o Legislativo depende da vontade do Executivo para resolver os seus problemas internos? Aprendi que os três Poderes, numa democracia, devem funcionar independentes uns dos outros, justamente para garantir os direitos do povo. O que estamos assistindo ultimamente é a uma completa distorção do sistema democrático, já que nosso Legislativo e o Judiciário dependem de "negociações" com o presidente da República na maioria dos casos. O Legislativo acaba de oficializar essa dependência, o que nos deixa ainda mais preocupados. Não estamos num bom caminho!ANA PRUDENTEana_prudente@uol.com.brSão PauloSe a democracia que estamos vivendo hoje, constituída apenas por dois Poderes, o Executivo e o Judiciário, foi motivo de muita luta durante 20 anos, confesso que nos deixa frustrados e decepcionados. Isso não é democracia, e sim uma aberração, é como ter lutado por nada. Um Poder não pode sobrepor-se a outro, como é rotina no procedimento do presidente. Espero que a imprensa não se deixe intimidar pelos truculentos seguranças dos políticos e continue a denunciar estas barbaridades produzidas por eles.JOSÉ MENDES DO CARMOjosemendesca@ig.com.brVotorantimSangue de barataA Constituição da República não determina a separação dos três Poderes? E a intromissão do presidente Lula no Senado não beira o crime de responsabilidade? Os nossos políticos (da oposição, bem entendido) e nós mesmos, cidadãos, pecamos ao ficarmos calados diante das manobras do presidente, fazendo o tempo todo campanha focada na eleição de 2010. Temos, todos nós, sangue de barata.JOÃO U. STEINBERGjusteinberg@terra.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

04 de julho de 2009 | 00h00

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