Cartas

O 9 de JulhoEm momento crítico que o País atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria de nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito por todos nós, brasileiros, nada mais oportuno que relembrar a data cívica de 9 de julho, que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais no ano de 1932. Ela celebra a maior revolução que o Brasil teve em sua História e até hoje simboliza a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu nessa luta, desejando trazer de volta valores como liberdade e democracia por meio de eleições gerais, além de uma nova Constituição para o País. Por esses objetivos a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista. Oradores inflamados discursavam em vários pontos da cidade clamando por liberdade, entre eles Ibrahim Nobre, que fazia de sua tribuna uma trincheira cívica. Embora os paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores pela disseminação de um sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de força e brio não foi em vão, pois em 1933 uma Assembleia Constituinte se formou e já em 1934 era promulgada uma nova Constituição para o País. Para que o heroísmo dos que lutaram em 1932 não caia no esquecimento o feriado desta data sinaliza a todos, principalmente às novas gerações, o que foram a luta e os ideais dessa revolução, estimulando o culto à nossa História pátria. Portanto, a data 9 de julho não pode desaparecer do calendário dos que amam a liberdade!PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, diretor da Sociedade Veteranos de 32 - MMDC e membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulopptrindade@ig.com.brSão PauloFiz ontem pesquisa por conta própria e, de 50 pesquisados nas diversas faixas etárias, com a pergunta "você sabe por que é feriado amanhã?", o resultado foi: ninguém sabia absolutamente nada. Um deles, que esteve recentemente em Buenos Aires, disse que era por causa da independência da Argentina, que ocorreu em 9 de julho de 1816! Ai, ai...LUIZ HENRIQUE PENCHIARI JR.luiz.penchiari@bericap.comVinhedoCarga tributária e SUSQuem não se lembra dos discursos inflamados dos defensores do PT, especialmente na voz do senador Mercadante, esbravejando que sem a CPMF o País ficaria ingovernável? Não é o que mostram os números: a carga tributária bate novo recorde e os gastos não param de crescer. Se a reforma tributária não veio quando a maré estava pra peixe, imaginem agora, diante da crise, se sairá alguma coisa... Ainda assim, Lula chora a extinção da CPMF, cujos recursos ajudavam a saúde, mas esqueceu de dizer que quando ela estava vigente a saúde era o mesmo caos, porque o dinheiro que deveria ter ido para lá foi parar em outros cofres, não difíceis de perceber, pelo andar da carruagem. O que, de fato, incomoda o governo são as pessoas que leem e enxergam a corrupção correndo solta, sem o menor escrúpulo. IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloUma vez mais Lulla tenta enganar a todos nós, brasileiros, alegando que os problemas com o Sistema Único de Saúde (SUS) estão graves porque a arrecadação da CPMF foi cancelada. Ora, o governo do "cara" arrecadou mais de R$ 1 trilhão em 2008, portanto, não deveria faltar dinheiro para nada. Mas o que se viu foi uma gastança desenfreada e nada funcionando. O PAC, que S. Exa. inventou, está praticamente paralisado, por pura falta de gerência e incompetência das pessoas escolhidas para executar esse programa - e os demais. Nunca realmente vimos um governo tão ruim e permeado de corrupção como este. S. Exa. foi eleito para governar para nós, brasileiros, sugados terrivelmente pela máquina arrecadadora do Estado, e não para brincar de presidente. Contrate gente capacitada para trabalhar e trabalhe também, viaje menos e faça o que todos estamos aguardando desde que tomou posse.CARLOS ED. BARROS RODRIGUEScebr2403@gmail.comSão PauloAtraso no PACQuem já trabalhou na gestão de projetos sabe que nessa atividade existem dois tipos de indivíduos, os festeiros e os obreiros. Os festeiros estão mais preocupados em arranjar um nome bonitinho para os projetos, adoram os holofotes das apresentações, mas têm uma aversão profunda a botar a mão na massa. Os obreiros possuem as habilidades e as competências necessárias para concluir o projeto no prazo, dentro do orçamento e com os resultados prometidos. Se os festeiros do PAC tivessem tido um mínimo de humildade para conversar com os obreiros antes de anunciar oficialmente o projeto, teriam descoberto um enorme fosso entre as suas fantasias e a realidade. O pior é que quando um projeto fracassa a culpa é dos obreiros, pois os festeiros estão sempre protegidos sob as asas paternalistas do chefe.CLOVES SOARES DE OLIVEIRAclovessoliveira@superig.com.brValinhosLula e o G-8O viajante que às vezes ocupa a Presidência da República, em Brasília, está na Itália. Ele tinha dito que "o G-8 está morto". Então, o que foi fazer nessa reunião do grupo?SERGIO FREIRESão PauloLiberdadeDepois de quase quatro meses, foram soltos os quatro rapazes que roubaram um boné. No Senado ninguém foi preso, né?JOÃO MENONjoaomenon@terra.com.brSão PauloÔnibus fretadosParece-me paradoxal a proibição parcial da circulação de ônibus fretados: enquanto todo o esforço é feito para substituir carros privados, geralmente transportando apenas uma pessoa, por veículos coletivos, dificulta-se agora a circulação destes, induzindo a maioria de seus usuários a voltarem a usar os seus carros! Política de transporte deve ser conduzida por um órgão de transporte (SMT), e não por um órgão de trânsito (CET). Por outro lado, este não pode ser culpado pela ausência de uma política mais abrangente e enérgica de transporte: estão atrasadíssimos seja a rede de metrô, seja os corredores exclusivos para ônibus, seja, ainda, os estacionamentos públicos sob o leito das principais vias coletoras, conforme sugerido pelas operações urbanas elaboradas até 2004, ainda não implementadas.JORGE WILHEIMjorge.wilheim@jorgewilheim.com.brSão PauloLiteraturaO artigo O Buraco das Araras (7/7, A2), de Luiza Eluf, lavou a minha alma. Tenho livros publicados, muitos outros nas gavetas e já nem os mando para editoras, que só apreciam best sellers estrangeiros e/ou brasileiros e portugueses consagrados. Devolvem os originais dizendo que não estão interessados ou nem respondem. E olha que tive boas críticas, até de Antonio Houaiss, e ganhei prêmios de literatura. O que o escritor brasileiro pouco ou nada conhecido pode fazer? Parar de escrever? O curioso é que existe bolsa para tudo neste país, proteção aos índios, cotas para afrodescendentes, cotas nos cinemas para filmes nacionais, enquanto as livrarias exibem, orgulhosas, todas as capas de livros estrangeiros que aparecem no mercado. Editoras que tentam publicar só livros brasileiros entram pelo cano. Como diz Luiza Eluf, as livrarias não compram livros nacionais. Por isso não vendem. E quando compram um ou dois exemplares, escondem os pobrezinhos em estantes lá do fundo. Os funcionários? Uma barbaridade, não conseguem nem entender quando se pede um livro de autor pouco conhecido. A ideia de Luiza é maravilhosa: deveria haver cotas nas livrarias para escritores nacionais. Seria um bom começo! É uma ideia para o governador Serra, que recentemente lançou um prêmio de literatura de grande vulto. Que São Paulo comece. O Brasil vai atrás.REGINA HELENA DE PAIVA RAMOSreginahpaiva@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

09 de julho de 2009 | 00h00

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