Cartas

Recado de ObamaO presidente Barack Obama, em discurso na África, deu a seguinte sugestão aos povos locais: "Nenhuma empresa quer investir onde o governo tira 20% de todos os ganhos, ou o chefe dos portos é corrupto. Ninguém quer viver numa sociedade onde a lei é desrespeitada em favor da brutalidade e da compra de favores. Isso não é democracia, isso é tirania, e agora é a hora de acabar com isso." Essa mensagem não cai como uma luva em nosso Brasil (e na maioria dos países do Terceiro Mundo)? Aproveitando a chamada de Obama, não será hora de os homens de bem daqui se unirem pa-ra virar o jogo em favor da honestidade e dos bons princípios? 2010 está aí e nossos votos podem fazer a diferença. Por isso conclamo os brasileiros de bem a acordarem para a necessária luta (democrática) por um Brasil melhor!SILVANO CORRÊA scorrea@uol.com.brSão PauloGastançaEm 10 dias, governo amplia gasto em R$ 9 bi (12/7). Quem terá a coragem de desarmar essa bomba-relógio a partir de 2011?MAURÍCIO LIMAmapeli@uol.com.brSão PauloO império da impunidadeNão é à toa que a impunidade e a criminalidade vêm aumentando no País. Com os deputados federais atuais, que, em vez de aprimorar as leis para incrementar a segurança dos brasileiros e elevar a punição dos crimes, procuram afrouxar as que poderiam prejudicar muitos deles... Não bastasse a absolvição do senhor do castelo, ainda nos agridem com essa ridícula reforma eleitoral, muito bem analisada no editorial Mordaça política na internet (12/7, A3). Num país sério ela seria suficiente para cassar o mandato dos caras de pau que votaram a seu favor. Qualquer cidadão, para assumir um cargo público, além de ser aprovado e classificado em concurso, tem de apresentar atestado de idoneidade. Como é possível que um brasileiro que já tenha sido julgado e considerado culpado na primeira instância da Justiça esteja apto a concorrer a cargo eletivo? Com a morosidade de tartaruga da nossa Justiça e o número absurdo de apelações, provocadas em boa parte pelas leis estúpidas aprovadas pelo Legislativo, o malandro vai morrer de velho antes de ser condenado em definitivo. Não é possível que os eleitores que, por hipótese, vierem a votar na reeleição desses, digamos, senhores, durmam em paz com sua consciência. Acomodados em Brasília e acostumados ao dolce far niente e à impunidade, evidentemente não percebem que nossa paciência se esgotou há muito tempo e a hora da reação popular vai-se aproximando perigosamente. Não podem coexistir democracia e tanta bandalheira por tanto tempo num país minimamente civilizado.GILBERTO PACINIbenetazzos@bol.com.brSão PauloMea-culpaA anulação de 663 atos secretos pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), só tem um significado: assumiram a culpa. Agora só falta a renúncia de todos os envolvidos, para que se possa iniciar outro escândalo na "casa dos horrores". Em tempo: se Bernard Madoff estivesse no Brasil, seria preso? E com essa rapidez?MÁRIO ISSAdrmarioissa@yahoo.com.brSão PauloConfirmado: no Senado a política é o antônimo de ética.ROBERTO TWIASCHORrtwiaschor@uol.com.brSão PauloMuito incomumA cada dia que recebo o Estadão e leio as manchetes, vou dando mais e mais razão ao presidente Lula quando disse que Sarney não era uma pessoa comum. Comuns somos nós, que trabalhamos e vivemos com o suor de nosso trabalho e nosso salário. Comuns são todos os brasileiros honestos. Comuns são todos aqueles que respeitam o bem alheio. Comum seria o político que honra o voto que recebeu e sabe respeitar o bem público. É lendo essas manchetes que vou acabar tendo um enfarte de "raiva política".ODAIR PICCIOLLIouvidor@suednet.com.brExtrema (MG)Fiscal do SarneyTomo conhecimento de que faleceu em Manaus, em 2007, o empresário Omar Marczynski, que, no início do famigerado Plano Cruzado de 1986, ganhou fama passageira ao aparecer na TV interditando um supermercado em Curitiba, "em nome do presidente Sarney". Dessa forma a Providência poupa Marczynski do desgosto de testemunhar os "horrores" que se sucedem hoje na Casa presidida por aquele que inspirou o seu gesto de ingênua cidadania.JOAQUIM QUINTINO FILHOjqf@terra.com.brPirassunungaDepois de ser considerado o pior presidente que o Brasil já teve, ao mergulhar o País numa crise sem precedentes, Sarney conquista agora o título de pior ex-presidente. Pasmem, consegue superar até o Collor!EDGARD MARQUES FILHOed.marques@terra.com.brBarueriUm liberal destemidoConfesso que fiquei sensivelmente gratificado com a matéria jornalística de Roldão Arruda (12/7, A10 e A11) sobre a história e os grandiosos feitos da imprensa, contendo a entrevista com o diretor de Opinião do Estado, Ruy Mesquita. Posso assim me expressar: categoria absoluta! Escrevo com um sentimento de gratidão e profunda identidade com os ideais do inesquecível dr. Julio de Mesquita Filho e os de sua nobre e ínclita geração, pois sempre estarão vivos nas suas obras a serviço do próximo, do Brasil e de um mundo cada vez melhor. A nossa gente necessita mais do que nunca reavivar esses grandes paradigmas do amor do bem e da verdade, para que a democracia possa chegar ao seu ápice.MARCO ANTONIO AZKOULazkoul@ig.com.brSão PauloEsclarecimentosA respeito da nota CPI aponta fraudes nos procedimentos do Ecad (5/7), esclarecemos que o Ecad colaborou com todos os requerimentos solicitados na CPI de São Paulo, prestando todos os esclarecimentos necessários sobre os processos de arrecadação e distribuição de direitos autorais. O Ecad compareceu à Assembleia Legislativa e entregou todos os documentos solicitados. E recebeu os membros da comissão em sua sede, no Rio de Janeiro, quando apresentou informações sobre todo o funcionamento da instituição, esclarecendo todas as dúvidas. Na ocasião foram feitas denúncias pelo Ecad que nem sequer foram atendidas pela comissão. O deputado Bruno Covas negou-se a enviar ao Ministério Público e autoridades cópia e gravação das calúnias que envolviam o STF, a Associação de Magistrados de São Paulo, OAB-RJ e outras entidades. Sobre essa CPI, não houve nenhuma acusação concreta apresentada, nem nada provado contra o Ecad. As conclusões constantes no relatório final e reproduzidas na matéria em questão não têm amparo em nenhuma prova documental, sendo mera transcrição, retalho das denúncias deflagradas quando da CPI de 1995, que foi arquivada por também conter denúncias infundadas, mostrando que o sistema de direitos autorais de música no Brasil funciona de forma profissional e transparente.GLÓRIA BRAGA, superintendente executiva do EcadTiberius.Drumond@spsbr.com.brRio de JaneiroCom relação à matéria Mantega demite secretária da Receita (12/7, A13), a Petrobrás esclarece que a adoção do regime de caixa para apuração de impostos sobre a variação cambial é perfeitamente legal e foi amparada pelo previsto na Medida Provisória 2.158-35/2001. O valor líquido de IRPJ e CSLL compensado pela Petrobrás com outros tributos federais foi de R$ 1,14 bilhão, e não R$ 4 bilhões, como já informado pela empresa em diversas oportunidades. O valor que a Petrobrás compensou, na verdade, já havia sido pago a mais, anteriormente.LUCIO MENA PIMENTEL, gerente de Imprensaimprensa@petrobras.com.brRio de Janeiro

, O Estadao de S.Paulo

14 de julho de 2009 | 00h00

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