Cartas

LealdadeLula recomenda a seus ministros que sejam leais a Sarney. Nem que para isso seja preciso ser desleal a 190 milhões de brasileiros "comuns", não é, presidente?TEREZA SAYEGtereza.sayeg@gmail.comSão PauloNo fornoSarney anula atos secretos, mas efeito não é imediato (14/7, A1). Os senadores aguardam que a pizza esteja assada.MARIA ELISA GHERINI STEPHANelisagherini@yahoo.com.brSão PauloGostaria de acreditar que a anulação dos 663 atos secretos é para valer, mas duvido. Num país de terceira classe como o nosso, todos os beneficiários desses atos recorrerão à Justiça brasileira, cheia de leis conhecidas por permitirem mil caminhos para escapar a quem possa pagar um bom advogado. Nossa Justiça manterá seus direitos adquiridos nos tais atos até a solução final, que demorará mais de 30 anos para tal e aí, se ainda houver o ressarcimento, este terá de ser cobrado dos mortos beneficiados...LAÉRCIO ZANINIarsene@uol.com.brGarçaNulidade redundanteComo leigo, pergunto: pode ser anulado o que já é nulo? Será que a publicação da anulação de atos que por si sós são nulos, por sobre serem criminosos, poderá validá-los e gerar direitos? Ao contrário! Na minha opinião, os beneficiários são coniventes e partícipes da falcatrua, deveriam ser condenados a devolver aos cofres públicos o dinheiro que receberam durante a vigência dos tais atos secretos.LUIZ CARLOS BIANCHIluiz@luiza.com.brSão PauloRenúncia já!É de estarrecer a falta de brios do presidente do Senado, José Sarney, continuando a desmentir os fatos escabrosos a ele relacionados que estão sendo veiculados pela imprensa do País. O mínimo que o ex-presidente da República deveria fazer é renunciar ao seu mandato de senador e tentar, com seu advogado Saulo Ramos, provar a sua inocência nas acusações. Inocente, ganharia o respeito de toda a Nação!VALDECI CARDOSOvaldeci.engecustos@terra.com.brSão PauloBoi de piranhaO estoque de denúncias contra Sarney já está no fim. Agora será preciso, urgentemente, eleger outro boi de piranha para tentar paralisar a CPI da Petrobrás. Aposto que o "serviço secreto" do governo Lula vai mirar no PSDB ou no DEM. Especialistas em dossiês, falsos ou não, é o que não falta.LUIZ RESS ERDEIportal@portasblindadas.com.brOsascoO petroacordoSem o apoio da mídia a CPI da Petrobrás vai dar em águas profundas. Só vamos saber alguma coisa se a oposição municiar os meios de comunicação. As irregularidades têm de ser conhecidas, se houver. Ninguém pretende quebrar a Petrobrás, que é orgulho dos brasileiros. Porém os espertos têm de ser punidos. A multinacional está dominada por partidos políticos da base aliada e Sarney, de olho no pré-sal. De novo vamos assistir a uma comédia hollywoodiana, com um triste final. Nada.LUIZ ANTONIO ERHARDTluiz@osom.com.brSão PauloExpectativasToda maldade deve ser condenada, toda denúncia deve ser investigada, toda corrupção deve ser punida.SEBASTIÃO HETEMsebahetem@ig.com.brTaiuvaPoupadosComo bem escreveu o leitor sr. Joaquim Quintino Filho (Fiscal do Sarney, 14/7), a Providência teria poupado o sr. Omar Marczynski, falecido em 2007, um dos fiscais do então presidente da República José Sarney, do desgosto de vê-lo hoje mergulhado nos "horrores" que se sucedem no Senado. Acredito que a Providência tenha poupado também o senador Jefferson Peres, falecido em 23/5/2008, que, entre outras coisas, aceitou, quando ninguém queria, a incumbência de ser o relator no caso Renan Calheiros, concluindo, destemido, pela cassação. E observando com tristeza a manobra que foi feita pela absolvição, profetizou: "E amanhã, ou depois, não venham perguntar por quem os sinos dobram. Eles dobram pelo Senado Federal."SIDÔNIO DE MATOSsidonio.10@ig.com.brSão PauloFundação SarneyNo editorial Situação-limite (14/7, A3), o Estado busca desacreditar a informação prestada por esta assessoria - e pelo próprio senador José Sarney, em declaração no plenário da Casa - de que não tem responsabilidade administrativa pela fundação que leva o seu nome. Amparando-se no estatuto da fundação, e sem mais apuração, concluiu o editorialista que Sarney teria faltado à verdade, pois, segundo o referido documento, responsabilidades administrativas e financeiras a ele caberiam efetivamente. Para preservar a verdade, esclareço que em 7 de novembro de 1990 o senador Sarney transferiu in totum a administração da referida fundação ao advogado e escritor José Carlos Sousa e Silva, por meio de delegação de poderes - e não por procuração, como chegou a publicar o jornal, em pé de matéria -, devidamente registrada em cartório. Essa delegação de poderes, com a totalidade prevista no artigo 19 do estatuto da fundação, tem sido, desde então, renovada quinquenalmente. O senador José Sarney não mentiu.FRANCISCO MENDONÇA FILHO, Secretaria de Imprensa da Presidência do Senadochicom@senado.gov.brBrasíliaN. da R. - A cópia da procuração de 7/11/90 em poder do Estado, e que foi entregue pela Fundação Sarney ao Ministério da Cultura, desmente a carta da assessoria do senador Sarney. Ela só delega poderes "na ausência" do senador. Além disso, o senador Sarney confirmou sua gestão pessoal na fundação ao assinar carta pedindo ao Ministério da Cultura pressa no convênio com a Petrobrás, agora objeto de investigação pelo Ministério Público.Parabéns ao STFCom a sentença favorável dada aos poupadores de todo o País impetrantes de ação contra os planos econômicos de José Sarney e Fernando Collor de Mello, o Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou coerência e justiça em sua posição nesse momento, sendo contrário aos banqueiros de plantão que tanto ganham em nossas costas o tempo inteiro e se julgam acima da lei e da Justiça. Parabéns, STF! Também me sinto um pouco responsável por isso, pois por duas ocasiões me servi deste nobre espaço para mostrar minha posição contrário aos bancos, ao Banco Central e questionar a possibilidade de o STF proferir sentença favorável a estes.BORIS BECKERSão PauloMáfia do transporteO Sindicato dos Motoristas de Ônibus receber dinheiro público da Prefeitura para pagar plano de saúde dos trabalhadores e embolsar a grana é um absurdo. Todo ano a Prefeitura e a população ficam reféns dessa máfia dos patrões dos ônibus e do sindicato dos trabalhadores e, ainda assim, recebem plano de saúde pago pela população. Ainda por cima desviam dinheiro! Realmente, o caso é de polícia.CLEIDE M. SILVA cleidesilva007@estadao.com.brSão PauloA máfia das empresas de ônibus e do sindicato dos trabalhadores já passou dos limites. E o impressionante é a demora de procuradores, policiais e juízes na reação. Ainda vão querer jogar a culpa na dupla Serra-Kassab, que recebeu essa herança maldita da ex-prefeita petista, ou então vai aparecer um mordomo ou uma secretária para serem responsabilizados.OSVALDO FOSTERfosterosvaldo@gmail.comSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

15 de julho de 2009 | 00h00

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