Cartas

CPI e faxinaAgora que uma avalanche de ilícitos poderá vir à tona com o início da CPI da Petrobrás, de nada adiantarão os esforços do governo para evitar que os fatos que ele tanto teme possam ser conhecidos pela sociedade, tal como uma rachadura numa barragem, que, uma vez aberta, não consegue segurar a força da água. É bom que rolem muitas águas, pois sem elas não há como fazer uma boa faxina.AMÂNCIO LOBOamancio lobo@uol.com.brSão PauloCrédito de IPILi a matéria sobre o crédito de IPI, que venho acompanhando há anos. Fiquei, como outros colegas, perplexo com a edição, em 2005, da resolução do Senado, se não dando vida ao crédito, pelo menos criando uma grande confusão na Justiça, reabrindo o caso. Agora me parece fácil entender o que deve ter acontecido. Vejam quem assinou a resolução: ninguém menos que o sr. Renan Calheiros, um dos próceres do "sarneysismo", expulso da presidência do Senado... Para bom entendedor, meia palavra basta.SALVADOR CÂNDIDO BRANDÃOdrbrandao@asserfi.com.brSão PauloMaçãs no lixoAinda quanto aos atos secretos e toda essa malversação praticada pelos dois diretores do Senado, cabe perguntar a mando de quem eles agiram. É muito esquisito que esses impolutos senhores tivessem agido sem o acobertamento ou a mando de alguém superior. De quem o sr. Agaciel era cria? O neto de quem foi nomeado por ato secreto? Para mim, está fácil ligar os fatos. Cabe agora à imprensa continuar a cobrança, pois já está na hora de certas maçãs podres serem definitivamente jogadas ao lixo da História.JOSÉ SEVERIANO MOREL FILHOmorel@sunriseonline.com.brSantosGeniComo pode alguém envolvido em tantos escândalos achar que pode sair impune? O melhor é sair o quanto antes, pois só vão piorar as denúncias e o Senado será a Geni. Sarney conseguiu transformar o Maranhão no pior IDH do Brasil, deixou a Presidência da República com inflação de 85%, empregou 15 parentes, deixou de declarar casas e ainda se acha injustiçado. Ora, ele realmente não é uma pessoa comum, mas está envergonhando o Brasil no exterior, como na matéria da The Economist sobre a casa dos horrores. Infelizmente, não é só o Senado a casa dos horrores, mas que se inicie por aí a purificação da mente de nossas autoridades. Ninguém pode ficar impune ante tamanho descalabro, falta de ética e moral. A inversão de valores precisa ser estancada e os criminosos, responder e pagar por seus atos.LUIZ HENRIQUE CHAVES D?AVILAluiz_davila@terra.com.brSão PauloLula e CollorNa minha avançada idade, pensei que nada me conseguiria surpreender, mas esse abraço inusitado prova que os princípios vigorosamente defendidos por nosso presidente na época de sua candidatura caíram na vala do esquecimento. Pena!ANTONIO RUDGEaamrudge@gmail.comSão PauloA foto na primeira página de ontem, em que os ex-desafetos e agora aliados Lula e Collor trocam caloroso abraço, adornado por cínicos sorrisos, poderia ter a seguinte legenda: "Aqui jaz o Luiz Inácio Lula da Silva que um dia encarnou o sonho de milhões de eleitores esperançosos, que acreditaram em vão num Brasil pautado por ética, transparência e moralidade."TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHOBelo HorizonteEstá aí a cara da "ditadura do pudê", que traz de arrasto o resto do Brasil colonial!ARIOVALDO BATISTAarioba06@hotmail.comSão Bernardo do CampoÓdio e amor... e Collor se candidatando à Presidência pelo PT? Perfeito.JACY LORI ÁRTICO MATTÉDIjacymattedi@globo.comSão PauloCampanha na internetA propósito do editorial Mordaça política na internet (12/7, A3), esclareço que há 12 anos, com a Lei n.º 9.504/97, a propaganda na internet foi equiparada à no rádio e na TV. Também o TSE restringiu fortemente o uso da internet nas campanhas, nos termos do artigo 18 da Resolução n.º 22.718, de 2008, limitando-o aos sites oficiais dos candidatos. São essas normas que estamos alterando, daí por que registro estranheza com o veredicto de que estamos restringindo o que era "livre". Ao contrário, aprovamos um sistema amplamente liberal no uso das tecnologias disponíveis. Assim será possível aos candidatos e aos cidadãos utilizar sites, blogs, twitters, orkuts, redes sociais de relacionamento de modo geral, e-mails, etc. O projeto permite ainda a utilização da internet como meio de doações, até com a utilização de cartão de crédito. Porém, evidentemente, essa mudança precisa ser feita com senso de ponderação, pois em eleições, além da liberdade de expressão, deve-se prestigiar outro princípio, de igual estatura: a máxima igualdade de chances entre os candidatos. Por isso é que não pode haver propaganda paga na internet, na medida em que não temos parâmetros para arbitrar certa equidade na distribuição de espaços disponíveis para a comercialização, como é feito nos demais veículos, entre eles jornais e revistas. Uma disputa realmente democrática pressupõe paridade de armas, caso contrário o mais forte economicamente esmagaria o mais fraco. Idênticas razões justificam regras sobre os conteúdos próprios das empresas de comunicação social, a exemplo do que já ocorre na imprensa escrita, na TV e no rádio. Isso nada tem que ver com o cerceamento da manifestação dos cidadãos, e sim com a proteção das eleições contra o abuso do poder econômico, em quaisquer das suas formas, como asseguram a Constituição de 1988 e a Lei Complementar n.º 64, de 1990. A Câmara também instituiu um regime claro de direito de resposta, previsto na Constituição e absolutamente necessário numa democracia. No caso de injúria, calúnia e difamação, será garantido ao candidato ir à Justiça Eleitoral e buscar o mesmo espaço para veicular a sua versão, caso o juiz autorize. A ideia de que a internet seria um "território sem regras" levaria à legalização de sites que defendem a pedofilia, o racismo, o nazismo, ou até que ensinam adolescentes a fabricar bombas caseiras. Evidentemente, não é assim, inclusive nas campanhas eleitorais, que não podem ser o reino do vale-tudo. Logo, a comparação com as normas vigentes revela que, na verdade, estamos retirando a mordaça política na internet.FLÁVIO DINO, deputado (PCdoB-MA)marcia.quadros@camara.gov.brBrasíliaGoverno de São PauloCiro Gomes não descarta aliança com Maluf. Eles se merecem.GILBERTO MARTINS COSTA FILHOpindorama@estadao.com.brSantosPaladino da liberdadeA passagem dos 40 anos da morte de Julio de Mesquita Filho nos evoca a história da própria luta pela liberdade de imprensa no Brasil. O dr. Julio foi um paladino da liberdade, exemplo de coragem e descortino para as novas gerações de jornalistas brasileiros. Por sua lente passaram as mudanças políticas que mais adiante modernizariam o País. Se o Brasil é hoje um país de liberdades, muito devemos à sua coragem no enfrentamento das ditaduras que estupidamente tentaram calar a imprensa brasileira.JOSÉ ANÍBAL, líder do PSDB na Câmarajoseanibal@joseanibal.comBrasíliaLi a vida do político e jornalista Julio de Mesquita Filho no Estadão, que assino há anos. Pelo que fez para o Brasil, é um herói nacional. Assim deve ser lembrado. Difícil aparecer outra pessoa do talento de Julio de Mesquita Filho, que enfrentou ditaduras no Brasil. Antes de tudo, ele era democrático.PAULO DIAS NEMEprofpauloneme@terra.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

16 de julho de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.