Cartas

CPI PetrobrásLula reclama que a CPI é inoportuna, mas nunca antes neste país um governo prejudicou tanto a Petrobrás como o atual. Depois de ceder aos governos da Bolívia e do Equador, que se recusaram a cumprir contratos em vigor com a empresa, agora o Planalto pretende criar nova estatal para explorar o pré-sal, que foi descoberto com o dinheiro dos acionistas. E mais grave: a exploração nessa área será feita por concessão, sem licitação pública, e pode ser destinada a qualquer empresa que agrade aos poderosos de Brasília, não necessariamente à Petrobrás. Isso rompe o monopólio garantido pela Constituição, exatamente o que a base do governo acusa a oposição de querer fazer. A CPI pretende investigar os financiamentos concedidos, com dinheiro público, a ONGs de apaniguados, como a Fundação Sarney, o MST, etc. O medo de Brasília é que isso venha à tona, o uso político e partidário do que é público. Com Lula, Lobão e Gabrielli, a Petrobrás não necessita de mais inimigos. Como acionista e eleitor, espero que o Congresso conduza bem a CPI e enterre logo o projeto da nova estatal do pré-sal. Com ajuda do PT, claro. Antes que seja tarde...JOÃO CARLOS RODRIGUESjcrodrig@terra.com.brRio de JaneiroO presidente Lula conhece tão bem os pizzaiolos da "base alugada" que já encomendou algumas pizzas para a CPI da Petrobrás. Pelo andar da carruagem, podemos esperar um encerramento com uma especial à moda da casa. Algo como "me engana que eu gosto" ou "faz de conta que investigamos alguma coisa". Tudo regado com bastante óleo de peroba.IVACY F. OLIVEIRAivacy.oliveira@cpb.com.brTatuíVergonhaNos 70 anos em que acompanho a política nacional, muitos escândalos ocorreram envolvendo políticos. Mas tenho certeza que jamais atingimos nível tão baixo como agora. Nunca o cinismo, a desfaçatez, o despudor se mostraram tão claramente, não só pelos diretamente envolvidos, como entre os que ainda os apoiam. O descaramento é tal que não hesitam em negar provas e evidências.PAULO BRAUNvicentebraun@gmail.comSão PauloJustiça socialSe a Polícia Federal tivesse o mesmo empenho, demonstrado nas invasões da residência e do local de trabalho das sras. Eliana Tranchesi e Tania Bulhões, nas propriedades dos srs. Sarney, Edemar, Renan, Maluf, Quércia, Inocêncio, Palocci e tantos outros que enlameiam nosso Brasil e nos enchem de vergonha, aí, sim, os brasileiros pensantes que não são comprados pelo kit miséria dado pelo governo começariam a acreditar em justiça social.MARIA HELENA BORGES MARTINSm.helena.martins@uol.com.brSão PauloSem o cifrãoEstudantes fizeram protesto no Senado trajando camisetas com os dizeres "FORA SARNEY". Na entrada um deles foi barrado e a frase ficou "FORA ARNEY". Mas por lá é assim mesmo. Qualquer coisa parecida com $ eles já vão pegando!DORIVAL MUNHOZ JUNIORjunhaomunhoz@terra.com.brCuritibaVisita de estudantes à casa dos horrores (Senado) é proibida após protesto. Será que vão proibir também a visita da imprensa internacional ao País, após a revista britânica The Economist - uma das mais conceituadas do mundo - maltratar as pessoas incomuns (os senadores brasileiros)? Como a moda no Brasil são os reality shows, vamos começar a eliminação dos que mais atrapalham a Nação. Como no caso desse tipo de show o regulamento prevê a retirada de uma só pessoa por semana, proponho a eliminação do presidente da Casa. Podemos também sugerir a eliminação por partido - nesse caso, o partido que mais atrapalha a Nação, o PMDB dos Sarneys, dos Renans, etc. Os dois peemedebistas que são gente do bem que procurem outro partido.JOSÉ CARLOS ALVESjc_alves@uol.com.brSão PauloDemorandoVou parafrasear o nobre deputado Roberto Jefferson: sai logo, Zé!BENEDITO ANTONIO TURSSIIbatéCongresso capturadoO editorial A captura de uma instituição (16/7, A3), de uma ótica que só o Estado sabe mostrar, deveria se mais abrangente: a captura de uma nação sem lutas armadas pela nossa esquerda festiva. O que estamos vendo nos mares de lama da História do Brasil são capítulos de que até Deus dúvida! A luta armada para essa conquista fica por conta dos Genoinos, Dirceus e Dilmas da vida, heróis de nossas histórias em quadrinhos, os quais hoje, de seus tronos, indicam o caminho do lulismo para o golpe final - a ditadura sindical - neste pobre e sofrido Brasil. Essa pizza da Petrobrás quiçá seja a última. Os pizzaiolos, como diz o mestre-cuca presidente Lula, estão cansados de ser bisbilhotados. Vamos pôr ordem na casa, eles ditam. Só assim estaremos à vontade, sem as intromissões dos nanicos. Por piedade, Deus, pare de duvidar e nos proteja!ROBERTO STAVALEbobstal@dglnet.com.br São PauloInfelizmente, a captura do Congresso não é exceção, dificilmente existe alguma organização do Estado (federal, estadual e municipal) que "tradicionalmente" não esteja capturada por políticos e parceiros da sociedade civil. Naturalmente, os resgates estão sendo regiamente pagos por meio de cargos, contratos, tráfico de influência, etc. A incompetência resultante do loteamento político de cargos causa desperdício vultoso dos recursos arrecadados e em escala maior causa prejuízos às atividades privadas. Quando teremos a mudança de cultura necessária para iniciar o processo de eliminação do loteamento político das organizações do Estado, herdado da época colonial? O exemplo dos países desenvolvidos não deve ser levado em conta?DARCY ANDRADE DE ALMEIDAdalmeida1@uol.com.brSão PauloO presidente é contumaz nos mensalões. Lançou a versão II no Senado.JOSÉ ANTONIO GARBINOgarbino.blv@terra.com.brSão PauloCorreçãoPaulo Duque (carta Conselho de Ética?, 17/7) é senador, e não deputado, como publicado. Professores do Estado O Estadão erra ao dizer que a Secretaria de Estado da Educação vai contratar 5 mil professores. O próximo concurso, a ser anunciado em agosto, vai prever a contratação, na primeira chamada, de pelo menos 10 mil profissionais. Os aprovados que não forem classificados na primeira chamada serão convocados para cursar a Escola de Formação de Professores, sucessivamente. A Assembleia Legislativa já aprovou lei de iniciativa do governador José Serra que cria 80 mil vagas de professores na rede estadual. Com isso novos concursos podem ser lançados sem a necessidade de nova aprovação legal para a abertura das vagas. A meta é reduzir o número de temporários na rede, admitindo professores efetivos para as classes onde, hoje, eles atuam. O governo do Estado criou, também, duas novas jornadas de trabalho de professores, de 40 e 12 horas semanais. Assim será possível tornar as equipes escolares mais estáveis e diminuir a quantidade de professores temporários. A preocupação com o tema é tal que um decreto do governador passou a prever a periodicidade para a realização de concursos. Todas essas iniciativas fazem parte de um grande esforço do governo do Estado para valorizar os professores e melhorar a qualidade da educação.ROGER FERREIRA, assessor de Comunicação da secretariaSão PauloN. da R. - As 10 mil vagas estão contempladas na matéria. A informação sobre as 5 mil vagas foi dada à reportagem pelo secretário de Gestão, Sidney Beraldo.

, O Estadao de S.Paulo

18 de julho de 2009 | 00h00

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