Cartas

Eleição parasitáriaVem aí a eleição parasitária. Serão eleitos 37 parlamentares como membros do Parlamento do Mercosul. Acontece que esses representantes, uma vez eleitos, receberão, como os deputados federais, R$ 16,5 mil, passagens aéreas, R$ 60 mil para contratação de funcionários, cota para despesas de mandato e até R$ 3 mil de auxílio-moradia, tudo pago pelo contribuinte. O projeto é de autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP). A partir de 2014 os membros serão 75, uma vez que a representação adotada será proporcional à população de cada país. Por enquanto nada se falou sobre o trabalho deles, mas as mordomias estão garantidas. Por essas e outras é que devemos estar atentos ao estelionato eleitoral que virá nas próximas eleições. O número de picaretas vai aumentar e os gastos, também, mas eles estão tranquilos, porque a população desinformada dará vida boa aos futuros candidatos a vaga no Parlamento do Mercosul. E, de quebra, os brasileiros vão ter de engolir Hugo Chávez, que chamou os parlamentares de papagaios. Em países de Primeiro Mundo, esse projeto seria abortado no ninho, mas em países pobres essa é a maneira de se agarrar ao poder, ainda que por outras vias. E observem qual é o partido que defende a ideia, justamente o que criticava na oposição e prometia cortar gastos. Brasil, um país de tolos!IZABEL AVALLONEizabelavallone@yahoo.com.brSão PauloLula e a UNEParabéns a Suely Caldas pelo artigo Lula e a UNE (19/7, B2). Com muita propriedade e clareza, mostra mais uma vez a maneira assistencialista como o governo atual consegue popularidade, assim retratada e respaldada pelos institutos de pesquisa. A população que paga seus impostos e não está diretamente ligada a nenhum benefício do governo federal, com certeza, não aprova e questiona a emoção que o presidente demonstrou durante o evento em que foi orador. Este é um "país de todos" os que se beneficiam do governo.JOÃO QUEDASão PauloDurante a ditadura militar tivemos um Congresso Nacional dócil ao governo, pela força. A qualquer deslize deputados ou senadores poderiam ser cassados, ou até mesmo se fechava o Congresso. Hoje o Congresso é dócil porque se distribuem cargos, verbas e cobra-se fidelidade dos deputados e senadores que até há pouco eram adversários. Nessa mesma época os sindicatos e a UNE não podiam se manifestar contra o governo. Hoje os sindicatos e a UNE são fiéis aos governo federal porque dele recebem benesses. As analogias ficam por conta de cada um.FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRAfcoxav@gmail.comSão PauloAté o inimaginável pode acontecer nestes tempos de obscurantismo administrativo. A UNE deixou de ser um movimento de estudantes universitários de defesa da ética e dos bons costumes e passou a ser um movimento de vaquinhas de presépio do governo. Está tudo dominado pela kanvuanza, como diriam os angolanos. Mais uma vergonha!LEILA E. LEITÃOItanhaémA corrupção na classe estudantil é o que há de mais danoso para o desenvolvimento de um povo.VAGNER RICCIARDIvbricci@estadao.com.brSão PauloItaipuO sr. Lula continua fazendo média na América do Sul. Agora o nosso presidente resolveu "puxar o saco" do Paraguai, com novo acordo a respeito da energia de Itaipu. Por que não exigir ajuda para combater o contrabando entre nossas fronteiras e diminuir a entrada de carros roubados no Brasil? Que vergonha.MARCILIO FAUSTINOm_faustino@uol.com.brSão PauloA atuação do nosso presidente no acobertamento de escândalos vai além-fronteiras! Agora ajuda o colega paraguaio, Fernando Lugo. "O cara" tem o dom!CESARE MOROSINIcesare@listasinternet.com.brGuarulhosRecessoO grupo dos 81 acabou conseguindo o seu recesso. Afinal, ninguém é de ferro, em especial os daquela Casa, que trabalham pacas (três dias por semana) e ainda têm mais de cem agregados (lícitos, ilícitos, apaniguados e assemelhados) para lhes dar uma mãozinha - isso para cada um. Para o rei do Maranhão esse número é muito maior, sabemos bem. Porém não podemos negar que existem por lá alguns abnegados que realmente levam a sério o cargo e esperamos que esse número aumente para que o Senado volte a se recuperar, deixar de estar sob o jugo do Palácio do Planalto a pretexto de uma pretensa governabilidade. Eles podem estar em recesso, mas nós, os fiscais do Brasil, sempre estaremos a postos.CARLOS E. DE BARROS RODRIGUEScarlosedleiloes@terra.com.brSão PauloQue pena...! Vamos ficar 15 dias sem circo. Quem sabe a trupe retorne com novos números mais interessantes, ou, se não, com os antigos mesmo, porém mais apimentados...?! Para alegria de todos nós.EGBERTO DE LEMOS MEIRELLESegbertomeirelles@uol.com.brTupãSarneyDisse Sarney: "Eu nunca fui candidato a presidente do Senado por minha vontade, sempre por convocação." Claro, ninguém melhor do que ele reúne os predicados necessários ao desempenho do papelão que ele protagoniza, com distinção e louvor.MARIO HELVIO MIOTTOmhmiotto@ig.com.brPiracicabaSarney reclama que o Estadão se esqueceu do Senado e foca em sua família. Não será exatamente isso que ele mesmo vem fazendo?DAIRSON TULMANNdtulmann@uol.com.brSão Caetano do SulContra tudo isso que está aí... Estadão neles! Vamos, Brasil! Fora, Sarney!PAULO TILELLI DE ALMEIDAptilelli@gmail.comBebedouroSarney deve culpar seu caráter e sua consciência, não a imprensa.DAVID NETOdrdavidneto@drdavidneto.com.brSão PauloSarney sempre diz que não sabe de nada. Será que ele sabe que está presidente do Senado?ORIVALDO TENORIO DE VASCONCELOSprof.tenorio@uol.com.brMonte AltoCausa justaA criação de 10.479 novos cargos no Ministério Público Federal (15/7, A9) vai gerar uma despesa de R$ 3,41 bilhões anuais. Já a correção dos benefícios de 8,1 milhões de pensionistas e aposentados que contribuíram para o INSS e recebem mais que um salário mínimo representaria uma despesa também anual de R$ 4,5 bilhões (12/7, B1). Donde se conclui que a equiparação dos benefícios às correções do salário mínimo, além de ser justa, não é nenhum absurdo, como querem fazer crer alguns defensores do arrocho dos benefícios.GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGAgjgveiga@hotmail.comSão PauloServiço perigosoMuito bom o alerta contido no editorial de 18/7 (A3) quanto ao caráter perigoso do polêmico serviço público de transporte de pessoas em mototáxis. Esse transporte, por suas características, exigiria conduta cautelosa e total obediência aos princípios e regras de circulação em geral, requisitos que constituem o padrão adequado de dirigir motocicletas, mormente se forem táxis. Assim, a condução temerária de motos, com manobras pouco ortodoxas, ultrapassagens e conversões de alto risco, embora constitua prática notória nas vias desta capital, não poderia ser admitida em termos de serviço para o público, dada a indesejável transferência de riscos para o usuário.PAULO CAMASSApaulocamassa@yahoo.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

21 de julho de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.