Cartas

Visita indesejadaObama e Sarkozy recusaram-se a recebê-lo. Avigdor Lieberman é também repudiado pela maioria da população de Israel. Esse chanceler, que se autoconvidou, chega a Brasília. Gostaria de saber a opinião dos que promoveram passeatas e se pronunciaram ferozmente contra a visita de Ahmadinejad sobre a chegada dessa "personalidade", ex-leão de chácara e declaradamente racista.WILSON HADDADitamaraca.sp@uol.com.brSão Paulo A chegada de Avigdor Lieberman (persona non grata) ao Brasil não representa os bons princípios e os sinceros desejos de paz do povo judeu. É preciso deixar isso claro. Lieberman não é bem-vindo. Não em meu nome! Aliás, notável a atitude do presidente Sarkozy de apelar para que Benjamin Netanyahu se livre dele. Com suas políticas hostis e discriminatórias, Lieberman apenas alimenta o ódio contra o Estado de Israel, dizimando os esforços do povo judeu e dos cidadãos israelenses de bem - que desejam a paz para o querido país do Oriente Médio. Am Yisrael Chai (o po-vo de Israel vive - e quer continuar vivendo). Fora, Lieberman.SÉRGIO ECKERMANN PASSOSsepassos@yahoo.com.brSão Bernardo do CampoVade foras, AhmadinejadEmbaixador do Irã anuncia a visita para "muito mais cedo do que vocês pensam" do sr. Mahmoud Ahmadinejad. Quase que em tom de ameaça, leio, apreensivo e até - parodiando o nosso presidente - nauseado e com azia, essa afirmação do sr. Mohsen Shaterzadeh. Se antes das eleições a visita de Ahmadinejad já não era bem-vinda, imagine agora, com a confirmação, das próprias autoridades iranianas, de que é fraudador, além da já conhecida face racista, preconceituosa e opressora. Falo, obviamente, em meu nome, mas acredito que muitos brasileiros ficariam gratos com novo cancelamento da visita do presidente do Irã, e desta vez definitivo. Um país democrático, pluralista, laico e que permite que todas as raças, culturas e religiões convivam em harmonia, paz e prosperidade não se deve dobrar a interesses puramente econômicos, em nome da dignidade nacional.LUIZ NUSBAUMlnusbaum@uol.com.brSão PauloHondurasO Brasil suspende ajuda a Honduras. Nunca antes neste país um presidente foi tão incoerente como o atual: suspende a ajuda a Honduras, mas financia projetos em Cuba, chama Kadafi de "meu irmão", ajuda e perdoa dívidas de ditaduras africanas, financia obras na Venezuela "mui democrática", e por aí vai... O mínimo que podemos esperar de um presidente é coerência, mas isso não é o seu forte.LUIS A. B. MORAESlabmoraes@uol.com.brSantosUNEQuem conheceu a idealista UNE de outrora, com seus bravos participantes lutando pela liberdade do País, fica atônito diante da entidade de hoje, que, em vez de discutir por que mais verba é gasta com o Bolsa-Família que com educação, se reúne para dar apoio a Sarney. Se antes o peleguismo era exclusividade de alguns sindicatos, agora o vemos nitidamente nessa UNE governista. Vergonha!ENI MARIA MARTIN DE CARVALHOenimartin@uol.com.brBotucatuÉ tristemente simbólico que no momento em que se buscam ossadas de desaparecidos da guerrilha do Araguaia fique evidenciado quão "encabresteada" a UNE é ao governo federal, por meio de polpudas subvenções destinadas a incitar os protestos convenientes (contra a CPI da Petrobrás, por exemplo) ou a calar os inconvenientes (contra José Sarney, por exemplo). Os desaparecidos, muitos deles estudantes ligados à outrora combativa e significativa UNE, que sacrificaram sua tenra vida por um ideal altruísta, teriam vergonha dessa subserviência, personificada numa casta de panfletários profissionais movida mais por politicagem do que por valorosos interesses acadêmicos e sociais. Mais uma obra do governo Lula.TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHOBelo HorizonteSorrisosNas fotos do sr. José Sarney estampadas em jornais e revistas, ele sempre aparece com um sorriso de quem sabe o que vai acontecer. Ou seja, nada. Nem com ele nem com os seus familiares. O nobre senador (parece piada) conhece bem o terreno onde pisa e o gado de que toma conta.ANTONIO FERNANDO FERREIRArdseg@terra.com.brSão PauloGuizo no gatoA sugestão do professor J. Vasconcelos (Escândalos no Senado, 20/7) sobre a unicâmera da Costa Rica é importantíssima, mas peço vênia ao professor, aos leitores e eleitores para acrescentar ao projeto, em todos os níveis: 1) Legislatura de cinco anos; 2) exclusão da reeleição; 3) voto distrital; 4) nova candidatura após duas legislaturas (modelo do país retromencionado). Ótimo, mas quem coloca o sino no pescoço do gato?ARI BERGERariberger@uol.com.brTatuíA UNE, em vez de unir o útil ao agradável, une o conveniente ao Desagradável"Sergio S. de Oliveirassoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)Parlamento do MercosulSolicito esclarecer aos leitores desse conceituado jornal, a propósito do editorial Eleição ignorada (20/7, A3), no qual meu nome é citado, que o projeto de minha autoria regulamentando as eleições de 2010 para os 37 representantes do Brasil no Parlamento do Mercosul não tem nenhum artigo propondo que esses parlamentares recebam remuneração idêntica à dos deputados federais, como pode ser entendido por leitores menos atentos. Creio, como o Estado, que devemos de forma intransigente defender os interesses da indústria e do comércio de nosso país, como o jornal bem vocalizou no seu editorial de 3/7 Para que serve o Mercosul?, em relação ao contencioso com a atual política protecionista adotada pela Argentina e também pela "invasão chinesa", que atinge não só a Argentina, como o próprio Brasil! Não podemos concordar que o Mercosul não interesse ao Brasil, porque os contenciosos entre os países do bloco, especialmente os de ordem econômica, devem ser resolvidos pelo caminho da negociação, à qual, tenho certeza, os representantes do Brasil, a serem eleitos diretamente em 2010, darão inestimável contribuição.CARLOS ZARATTINI,deputado federal (PT-SP)dep.zarattini@uol.com.brSão PauloParque Ecológico do TietêÉ bom que se resgate a verdade sobre o novo parque de 75 km que o governo do Estado lança agora como uma fantástica obra nova. Na verdade, no período do governo de Paulo Egydio Martins, o arquiteto Ruy Ohtake elaborou um projeto para o mesmo parque, sensivelmente melhor que o atual. Pode-se imaginar que 33 anos atrás não havia a ocupação do solo indiscriminada que ocorreu nas áreas às margens do Tietê e o parque utilizava uma área de terrenos desocupados pelo menos três vezes maior do que a do atual projeto. O projeto daquela época continha três barragens - Penha, Itaquaquecetuba e Suzano -, com a finalidade de reduzir o transporte de sólidos, cuja remoção seria muita mais econômica lá do que no canal, aqui, em São Paulo, situado entre as duas avenidas marginais. A paralisação do grande projeto pelo governo Franco Montoro e depois o uso indevido, no governo Mário Covas, com a construção de dois presídios em área destinadas exclusivamente à construção do parque levaram ao que será hoje, "um parque muito extenso e muito estreito". Este novo parque não será nem a sombra daquele imaginado por Paulo Egydio Martins e Ruy Ohtake e ao qual este assinante deu continuidade no governo seguinte, conseguindo realizar o que atualmente existe. É lamentável, mas pelo menos o atual governador, José Serra, resolveu, reconhecer os erros do passado.WALTER CORONADO ANTUNES, ex-secretário de Estado de Obras e do Meio Ambientew-coronado@uol.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

22 de julho de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.