Cartas

SarneyA revelação de ligações telefônicas de membros da famigerada família Sarney, lidas na edição de ontem do Estado e ouvidas pela internet, são o clímax de toda a carreira desse execrável político. "Bênção, meu pai." "Deus te abençoe meu filho." Que família linda, unida, incluindo até o namorado da neta! Esse homem já foi desmascarado anos atrás pelo Estado, quando se candidatou a senador pelo Amapá. O Estado publicou, na época, a foto de um barraco que o candidato Sarney apresentou como prova de moradia no Amapá, para ser eleito. Deve haver uma campanha de âmbito nacional para acabar de vez com a carreira desse ex-presidente de terceira classe, que durante sua gestão afundou o País. Quero ver a nova defesa que nosso Lula vai fazer. Farinhas do mesmo saco. Não sou político, sou apartidário. Meu partido é este sofrido país, daqueles que não vivem à custa das benesses governamentais.NEY ALVES RODRIGUESneyar@uol.com.brSão PauloNamorado de neta é parente?CHICO PELTIERcpeltier@uol.com.brRio de JaneiroRecessoSão tantas as falcatruas no Congresso que até em recesso são apuradas e divulgadas pela imprensa. Será que o sr. Sarney ainda não se convenceu de que o melhor é renunciar, para o bem do Brasil e dos brasileiros?LUIZ DIAS lfd.silva@uol.com.brSão Paulo"Quosque tandem, Ribamarina, abutere patientia nostra?", parafraseando Cícero, e não Sêneca.JOSÉ CARLOS VENDRAMINI FLEURYzkfleury@uol.com.brSão Paulo Fogo amigoSem a pretensão de ensinar o Pai-Nosso ao vigário, mas é evidente que todos os tiros na di-reção de Sarney vêm de pessoas próximas, muito próximas!MÁRIO ISSAdrmarioissa@yahoo.com.brSão PauloDitadura implícitaNunca opine. Só se manifeste depois da condenação. Olhe a biografia política do denunciado antes de condenar. Com isso Lula quer dizer: manifeste-se e eu o demito. Não ouça nada e só leia, pois a oitiva é repleta de emoções e as palavras são frias. Só faltou dizer: se o Sarney chegar até você ou se quiser chegar até ele, cuidado, olhe a biografia dele. Já foi até presidente. Ou seja, nosso procurador-geral não vai poder procurar nada.LUIZ ANTONIO ERHARDTluiz@osom.com.brSão PauloDiscursando - é só o que faz - na posse do novo procurador-geral da República, o presiMente disse que é preciso ter cuidado com a biografia dos investigados. Mas se estes não cuidam, não se preocupam com biografia, ética, honestidade, e participam de roubalheiras e desvios de dinheiro público, o Ministério Público é que tem de se preocupar?MÁRIO A. DENTEdente28@gmail.comSão PauloO.k., nosso presidente vira-casaca tinha razão: Sarney não pode ser tratado como pessoa comum, tem de ser tratado como corrupto e mentiroso reincidente.FILIPPO PARDINIfilippo@pardini.netSão PauloBravos homensHá exatos 77 anos morria em São Paulo o general Júlio Marcondes Salgado, vítima da explosão de uma nova arma que seria empregada no combate às forças da ditadura Vargas, na guerra dos paulistas em 1932. Juntamente com Julio de Mesquita Filho, eles enfrentaram dias negros de nossa História pátria, tal qual o País vem atravessando nos últimos tempos, quando a nossa Carta Maior vem sendo ignorada pela farra dos atos secretos emanados da Mesa do Senado Federal, em meio a conchavos e escândalos que diariamente chegam aos noticiários, pondo em risco a credibilidade do Congresso Nacional. Somente com a firmeza, inteligência e bravura de homens como estes, que enfrentaram destemidamente um presidente que usurpara o poder, o Brasil poderá estancar a enorme hemorragia moral que vem sofrendo. Muito embora Júlio Marcondes Salgado tenha sido ferido de morte e Julio de Mesquita Filho tenha sido encarcerado diversas vezes, além de deportado, ao dar seus esforços por meio do jornal O Estado de S. Paulo, a luta desses bravos homens em busca de uma Constituição em 1932 não foi em vão, pelo exemplo de coragem e civismo deixado em prol da democracia em nosso país!PEDRO PAULO PENNA TRINDADE,membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e da Comissão Cívica e Cultural da Associação Comercial de São Paulopptrindade@ig.com.brSão PauloDesregulamentaçãoAo oportuno artigo Desregulamentar profissões. Todas!, do professor Alexandre Barros (21/7, A2), gostaria de acrescentar alguns tópicos. Se o Ministério da Educação regulamentasse claramente as atividades inerentes a cada profissão e respectivas especializações, atribuindo às faculdades a grade curricular a ser desenvolvida para a qualificação e habilitação profissional, não como ocorre hoje em algumas profissões, em que o profissional nem sabe o que é, de fato não haveria necessidade dos Conselhos e Ordens. Caberia ao Ministério da Educação a fiscalização do cumprimento da grade curricular. Atualmente, nem o Ministério da Educação nem o Ministério do Trabalho (ao qual respondem Conselhos e Ordens) exercem como deveriam o poder de fiscalização e acompanhamento dos cursos. Afirmo com a experiência de ter exercido o magistério e ainda exercer, por mais de 30 anos, a profissão de engenheiro.CARLOS ALBERTO ALMEIDAcarlosalberto@enprel.com.brSão PauloA análise do articulista Alexandre Barros sobre a desregulamentação das profissões foi, para mim, simplista e superficial. Os poucos exemplos de situações citados são de menor complexidade e, mesmo assim, não justificam a tal desregulamentação. Um engenheiro assinará uma planta somente após sua análise. Um médico prescreverá óculos após confirmar um diagnóstico, descartando vários outros. Isto tudo exige formação e tem custo. Quanto às OABs, CRMs e Creas da vida, não existem para ser "sindicatos" e proteger "nichos" no mercado de trabalho, mas para fiscalizar e fazer cumprir diretrizes e regras, ou seja, a lei. Para quê? Para os melhores serviços possíveis à população. Se falharem quanto a isso, cabe a denúncia. A educação universitária (não que esta substitua em importância a de base familiar, pois temos tantos doutores corruptos) permite não só a formação técnica, mas também solidifica o caráter, a ética e a moral de um cidadão. Não tem sentido discriminá-la. O que precisa ser desregulamentado é a economia deste país, pois, aí, sim, pagaríamos menos taxas e impostos. Lamento que tudo isso não exista para a classe política. Enfim, quando boas regras ou leis existem, com a fiscalização adequada, todos ganham. Que o digam as nações de civilizações mais desenvolvidas.JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIASzambonelias@estadao.com.brMaríliaA opinião do articulista Alexandre Barros é uma verdadeira pataquada e se constitui em apologia da ignorância, além de estímulo a apedeutas, dos quais já temos demais.GEERT J. PRANGE, engenheiro naval, 18 anos de bancos escolaresprange@sul.com.br Paranaguá (PR)Concordo plenamente com o sr. Alexandre Barros nas suas colocações para desregulamentar profissões. Sou engenheiro civil e estou cansado de presenciar a "máfia" corporativa atuando em defesa de uns poucos parasitas, em detrimento da coletividade - aliás, muito comum nos sindicatos de todas as categorias! Quando nos vamos conscientizar de que algo só é bom se for bom para todos?SERGIO AUGUSTO CARNEIRO BEREgutobere@gmail.comSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

23 de julho de 2009 | 00h00

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