Cartas

QUEM VENDE, QUEM MORREMais um relativismo "pai d?égua" de nosso apedeuta-mor ao se referir às mais recentes denúncias contra José Sarney: "Não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte. Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby." Por essas e outras é que a Justiça no Brasil não funciona. Há muitos em Brasília, começando pelo primeiro mandatário, que estão "vendendo" o futuro do Brasil em benefício próprio (político e/ou financeiro). E, infelizmente, nessa história kafkiana quem acaba "morrendo" são os honestos e pagadores de impostos, obrigados a sustentar as farras com o dinheiro público, justificadas "criminosamente" por quem deveria ser o mais responsável e cumpridor da Constituição. Só nos resta uma palavra: SOCORRO!SILVANO CORRÊA scorrea@uol.com.brSão PauloLula rendeu-seÉ impressionante a metamorfose de Lula desde que ascendeu ao poder. Quando era oposição, por nada já saía de megafone na mão criticando a conduta de todos os que não fossem de seu partido. Verberou contra Sarney e Collor e posou de ético e reformista. Chamava de "picaretas" os congressistas. Hoje, que transformação! Apoia Renan (mais sujo que pau de galinheiro), defende Sarney (donatário da capitania do Maranhão e sinônimo do mais desavergonhado nepotismo), passou a mão na cabeça de Severino (aquele!) e, de quebra, confraterniza com Collor (de quem disse coisas impublicáveis). Oligarcas nordestinos, representantes do que há de pior e mais atrasado "neste país". Do alto de sua popularidade, que cresceu na mesma proporção com que jorraram os bilhões do Bolsa-Família, sente-se até à vontade para recomendar ao novo procurador-geral da República muita atenção com a "biografia dos investigados", prelecionando que curriculum vitae pesa e, portanto - consequência óbvia -, nada de mexer com os novos amigos de infância...! Aquele que um dia disse ter vindo para "mudar tudo isso que está aí" hoje legitima as piores práticas e passou para o time dos que antes estavam lá. Lula, a esperança do povo, rendeu-se ao que de pior existe na política. Que coisa, hein, companheiro?SILVIO NATAL silvionatal49@yahoo.com.brSão PauloPosse ou imposição?O que está esperando o novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que, após a imposição de condições durante a fala do "cara" e logo depois da sua posse, deveria ter-se demitido incondicionalmente? Na minha opinião, esse senhor já está desqualificado para exercer as suas funções! Mas ainda há tempo...JOÃO GUILHERME ORTOLAN guiortolan@gmail.comBauruBiografiaO povo trabalha e gasta seus míseros trocados, fins de semana e férias para participar de concursos públicos, enquanto os que têm "biografia" esbanjam cargos públicos, pagos com o dinheiro do povo, para os seus apadrinhados. Este é o Brasil real e sua realeza.VANDERLEI ZANETTI vanzanetti@uol.com.brSão PauloFamigliaAviso aos jovens brasileiros, netos de vovôs comuns: virem-se para arrumar um emprego e trabalhem muito - mas muito mesmo! - para pagar impostos e sustentar os netos de vovôs incomuns lá de Brasília. Xô, Sarney!ANGELA CARACIK angelacaracik@terra.com.brSão PauloXô, todo o clã dos Sarneys!VALTER GALI vgali@concili.com.brSão Paulo Não sei por que os senadores estão pedindo a renúncia de Sarney da presidência da Casa. Eles deveriam pedir é a cassação do mandato do ilustríssimo. Collor caiu por muito menos...JÔ MIYAGUI jo.miyagui@bol.com.brSão PauloCoronelatoParabéns ao Estadão pelo desmascaramento do coronelato nordestino, um verdadeiro escárnio. Mas não podemos esquecer que o prestativo pai/filho é vice-presidente da CBF e em 2014 a Copa do Mundo será aqui. MAURÍCIO LIMA mapeli@uol.com.brSão Paulo''Piores que os atos secretos são as suas crias, os ratos secretos do Senado, que sem a menor vergonha roeram as nossas contribuições tributárias. Chumbo neles!"Gilberto Dib gilberto@dib.com.brSão PauloEsperançaNum momento em que a violência física e moral predomina em tudo o que lemos e a que assistimos na mídia, fiquei muito feliz e esperançoso com a bela história - e lição de vida - do jovem David dos Santos (PM lê histórias para futuras mães, 22/7). Ele teve quase tudo contra: desemprego, dificuldade financeira, ambiente familiar semianalfabeto, bairro com altos índices de violência, etc. O que teve a favor foram sua índole, o caráter e a vontade de vencer. Agarrou com todas as forças uma bolsa de estudos e conseguiu conciliar sua dura vida de policial militar, o trabalho voluntário e os estudos e em breve ganharemos um professor exemplar. É revigorante conhecer histórias assim. Parabéns, David. É uma pena que nosso Congresso Nacional e os Poderes Executivos de todas as instâncias não tenham mais Davids em seus quadros.OTÁVIO VILLARES DE FREITAS ovf@netpoint.com.brSão PauloSinceramente, acredito que existam mais policiais militares como o sr. David dos Santos, que foi apresentado aos leitores do Estadão. Profissionais ruins existem em qualquer área e, infelizmente, são eles que aparecem mais. A solidariedade desse policial é uma história digna de filme. É um bom exemplo.CLEIDE M. SILVA cleidesilva007@estadao.com.brSão PauloUnidade de SemiliberdadeSobre a reportagem Fundação Casa irrita vizinhos na zona sul (5/7), há um processo de regularização da edificação (anistia) para o imóvel, que deu entrada na Subprefeitura de Santo Amaro em 2003, para regularizar obras de ampliação realizadas no local pelo proprietário (a Fundação Casa é inquilina). A lei de anistia serve exclusivamente para regularizar a edificação e só é aplicável quando o uso do imóvel é permitido pela Lei de Uso e Ocupação do Solo. Como à época o uso do imóvel pela Fundação Casa era permitido (Centro de Integração Social, categoria de uso E2.4), a subprefeitura deferiu o pedido de anistia, o que permitiu a regularização da edificação. Porém, em abril, a Fundação Casa publicou no Diário Oficial do Estado portaria informando que instalaria no local uma Unidade de Semiliberdade. Isso configura mudança de uso do imóvel e esse novo uso já não é permitido, uma vez que a Lei de Uso e Ocupação do Solo aprovada em 2004 alterou a região para zona estritamente residencial. Portanto, o único uso hoje permitido é o residencial unifamiliar. A Fundação Casa pode manter no local a mesma unidade administrativa (Centro de Integração Social), porque já estava lá instalada antes da nova lei, mas não pode instalar esse novo uso pretendido, uma vez que não é residencial unifamiliar (caracteriza uso como pensão, albergue ou assemelhado). Em despacho, o coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Urbano da Subprefeitura de Santo Amaro confirma que, caso essa Unidade de Semiliberdade seja instalada, estará configurada a mudança de uso da edificação para outro não conforme, o que exigirá ação fiscal e ordem de fechamento. Deve ficar claro que não há anistia para uso, e portanto, independentemente da regularização da reforma executada, o uso deve necessariamente respeitar as restrições impostas pela legislação (Plano Diretor Regional de Santo Amaro, Lei 13.883/04, Livro XIV).GUILHERME RODRIGUES ALVES, sababv@altodaboavista.org.br presidente da Associação dos Amigos do Alto da Boa VistaSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

24 de julho de 2009 | 00h00

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