Cartas

Compañeros y olvidadosMilhares de agricultores brasileiros ameaçados de expropriação na Bolívia do cocalero Evo Morales. Milhares de "brasiguaios" ameaçados de perder suas terras no Paraguai do fecundíssimo Lugo. Não é isso, entretanto, que Lula quer discutir na próxima reunião da Unasul. Agricultores brasileiros pobres agredidos por tiranetes populistas não interessam à combativa diplomacia brasileira, muito menos aos nossos secretários/ministros dos Direitos Humanos e congêneres (se fosse alguém vivendo nos EUA ou na Inglaterra que desse pretexto para discursos e passeatas contra o imperialismo ou um filme cheio de lágrimas, aí seria outro caso). Problema, mesmo, são 800 soldados americanos que vão ajudar o governo da Colômbia a impedir as Farc de distribuir cocaína livremente para os países vizinhos, incluindo o Brasil, onde o tráfico assassina milhares de pessoas todos os anos. Entre os interesses dos opressores e o sofrimento das suas vítimas brasileiras, o nosso governo até agora só mostrou simpatia pelos primeiros. É por escolhas como essas que se avalia o caráter dos estadistas que nos governam.ODILON TOLEDOodilonto@terra.com.brBelo HorizonteChávez proíbe tudoRecebi de uma amiga esta mensagem, que fala de uma brasileira vítima de Hugo Chávez: "Ontem, minha tia da Venezuela ligou para minha mãe, chorando. Faz 30 anos que ela não vem para o Brasil e agora que conseguiu (o dinheiro necessário), após muitas dificuldades em sua vida, a Venezuela não permite o seu visto para viajar. Além disso, eles (tia e marido) estão incomunicáveis, não sei como conseguiu, mas o fato é que o Chávez proibiu o uso de MSN (Messenger) e SMS por celular. Minha mãe conversava com ela todos os dias pela internet e minha tia, pelo celular, por meio de mensagens, e agora nem isso ela pode mais! Acredita?! Lá funciona tudo na corrupção... Para pequenas coisas do quotidiano é preciso corromper para se exercer direitos básicos. Maria Fernanda."MOACYR CASTROjequitis@uol.com.brRibeirão Preto?Estado? sob censuraO desembargador Dácio Vieira, do TJDFT, amigo da família Sarney e de Agaciel Maia, concede liminar ao filho de S. Exa. o senador José Sarney, o empresário Fernando Sarney, para que gravações com autorização judicial da Operação Boi Barrica - que o indiciou por lavagem de dinheiro, tráfico de influência e formação de quadrilha - não sejam mais publicadas pelo Grupo Estado, que informava corretamente a população. Pedir emprego no Senado para o namorado da filha, por intermédio do avô presidente, é assunto privado? Decisão judicial de quem devia declarar-se impedido, por ter relações de proximidade com uma das partes, é legítima?CHICO ALENCAR, deputado federal (PSOL-RJ)dep.chicoalencar@camara.gov.brBrasíliaManifesto minha integral solidariedade ao Estado pela censura a que foi submetido. Temos de banir do planeta esses pseudocaudilhos que já abusaram demais da nossa paciência. Basta.FLÁVIO A. DIASf.thayan@uol.com.brSão PauloSerá que os Sarneys estão pensando que São Paulo é comparável ao feudo particular deles - o Maranhão? Fiquem sabendo que o Estadão é o orgulho dos paulistas e sempre se pautou pela democracia do País e pela liberdade de imprensa. E o lema dos paulistas é: "Non ducor, duco."SILVIA MARIA REZENDE DE ANDRADEnaborandrade@yahoo.com.brSão PauloInformo a esse importante veículo de comunicação que amanhã haverá uma postagem coletiva na blogosfera com o tema "Xô, Sarney!", em resposta à censura feita pelo presidente do Senado ao jornal O Estado de S. Paulo. Maiores informações no blog http://www.ramsessecxxi.blogger.com.br/. Obrigado!DOMINGOS CESAR TUCCId.ctucci@globo.comSão PauloFarsa institucionalO (biônico) senador Paulo Duque, "pau-mandado" de Renan Calheiros no Conselho de Ética do Senado, no ocaso de sua "trajetória política", presta-se a ser despudorado protagonista de uma acintosa farsa institucional. S. Exa., assim, sai do completo anonimato para entrar no rol da infâmia nacional, "lixando-se" para o Brasil. Trata-se de mais um ícone de nossa excruciante podridão moral, cujo principal mentor e maestro, na atualidade, se senta na cadeira de presidente da República. Mensalão era só aperitivo...JORGE JOÃO BURUNZUZIANburunlegal@hotmail.comSão PauloPenso que o presidente do Conselho de Ética do Senado prestou um relevante serviço ao Brasil. Ao arquivar todas as representações contra Sarney, deu o tiro de misericórdia na instituição, que, todos sabemos, não tem mais condições de atender ao princípio da moralidade pública.ORIVALDO TENORIO DE VASCONCELOSprof.tenorio@uol.com.brMonte AltoÉtica do PMDBO senador Paulo Duque julgou as ações apresentadas ao Conselho de Ética segundo a ética do seu partido, o PMDB, que com suas decisões ele expôs muito bem. A esta altura Renan Calheiros deve estar arrependido de por muito menos ter renunciado à presidência do Senado, visto que pela ética de seu partido ele é um santinho, tanto quanto Jader Barbalho e outros, todos do grupo de apoio do prisidente (com i mesmo). Tais senhores não têm vergonha do que fazem nem dos exemplos que dão. O prisidente deve estar satisfeito, pois o Senado está sendo domado e desmoralizado, fazendo o que ele quer. E pensar que essa nojeira é sustentada com os impostos que pagamos. WILSON SCARPELLIwiscar@estadao.comSão PauloMaioriaParabéns ao grupo de senadores que, resistindo a esses safados, representa, sim, e dignamente a maioria do povo brasileiro.ILMAR MELLO DE CARVALHOilmarcarvalho@gmail.comSão PauloAgravantePara suavizar as acusações que pesam sobre José Sarney, os senadores têm enaltecido a sua longa biografia, como se fosse uma atenuante. Mas, na verdade, trata-se é de uma lamentável agravante, que, ao contrário de inocentá-lo, acaba por comprometê-lo, uma vez que as responsabilidades de todos os políticos se fundamentam na razão direta do tempo em que são políticos e do número de cargos que ocuparam! E ninguém neste país ocupou mais cargos do que Sarney. Assim, se somos o país que somos, somos o resultado do que esses senhores fizeram dele!EUGÊNIO JOSÉ ALATIeugeniojosealati@yahoo.com.brCampinasGovernabilidadeAfinal, depois destes dois meses de problemas no Senado, e vendo o presidente Lula se unir ao PMDB em defesa de José Sarney, fiquei com uma dúvida, que talvez seja comum a outros cidadãos não versados nos meandros dos processos políticos do País: o Brasil tem possibilidade de relativa governabilidade sem que haja corrupção e troca de favores ou não? Será que algum leitor poderia esclarecer essa questão?MARIA CAROLINA BELOTTItositstill@gmail.comSão PauloNossa RepúblicaVejam a situação de nosso país. O Poder Judiciário censura a imprensa; os precatórios vão para o esquecimento - são solenemente ignorados pelos Estados e municípios, São Paulo na liderança. Poder Legislativo: o Senado transformou-se numa casa de escândalos. E o Poder Executivo, vencer as próximas eleições é a meta. Essa é a República que queremos?CARLOS VIEIRAvieira3013@terra.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

08 de agosto de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.