Cartas

QUESTÃO DE ORDEMOntem, Fernando Collor pediu a palavra no Senado para expor questão de ordem. Perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado. Clamou contra a injustiça que cometeram contra ele. Esqueceu-se, porém, de que não foi ninguém do povo ou da imprensa que adquiriu um Fiat Elba; e que seu falecido irmão foi parte dos episódios. Ao defender Sarney, estabeleceu uma absurda comparação com o julgamento e condenação de Jesus, quando foi libertado Barrabás. Talvez não saiba que então se cumpria uma profecia. E se a comparação vale, que soltem o Fernandinho Beira-Mar - este tem uma bela folha corrida que pode ser chamada de "biografia"... A imprensa, acusada por Collor, não criou fatos, eles existem, têm assinatura, voz exibida na TV, DNA. Os responsáveis que paguem pelo que fizeram. O povo pode muito bem aguentar essas coisinhas simples que acontecem todos os dias, como mensalão, dólares na cueca, dossiês, ONGs, Petrobrás e por aí afora, para, depois, aplaudir um belo jogo da seleção brasileira de futebol. E tudo restará como d?antes.José Roberto Cicolim, jrobcicolim@uol.com.brCordeirópolisLamentável o pronunciamento do "queridinho de Lulla desde a infância" Fernando Collor, na tarde de ontem. Segundo Collor, a imprensa, ou grande parte dela, é responsável pela crise no Senado e está fazendo jogo político, uma campanha contra o presidente Lulla! Quem não conhece Collor? Que moral tem esse senador para falar da imprensa? Tudo o que temos para estarmos informados das maracutaias e dos atos espúrios de nossos políticos é a imprensa investigativa, que querem calar a todo custo. A dignidade de ir à tribuna do Senado admitir seus erros muito poucos têm. Enquanto nosso país for governado pela "dupla dinâmica" de Alagoas, mais um maranhense que deveria ter sido cassado faz tempo e, ainda, um presidente que é "aconselhado" a parar de falar da crise no Senado para não perder a sua popularidade - afinal, está de acordo com a trinca... -, não existirá Brasil. Uma vergonha!Lígia Bittencourt, ligialbc@uol.com.brSão Bernardo do Campo?ESTADO? SOB CENSURAVivemos a venezualização da política brasileira. Cá, como lá, o sistema de governo é de "república monárquica", cada qual com seu presidente-rei. A Venezuela tem o Chávez, o Brasil tem o Lula. Em ambas as nações a corrupção, a miséria e a violência são latentes. Lá e cá o Poder Judiciário favorece o rei e os membros da corte. Lá a imprensa vive espremida, aqui ela é tida como nanica e a Justiça já coloca mordaça no Estadão para que não atinja Sarney, hoje amigo do rei, embora em décadas passadas tenha sido chamado de ladrão pelo magnífico soberano. Nos dois países, no de cima e no de baixo, roubar, afanar, malversar e corromper são coisas normais, embora os mais humildes passem até sete anos na cadeia por roubar uma galinha para dar de comer à família. Anormal, em ambas as nações, é a existência dos bandos de milhões de eleitores analfabetos, aculturados e ininteligíveis, cada um digno de carregar um "caçoá" nas costas, tal qual o da espécie ainda faz. Sinto medo de ver o meu país, o meu Brasil amado, igualzinho ao reisado de Chávez. Os prenúncios são muitos e estão aí fazendo tremer quem ama a democracia e a liberdade. Viva a democracia, que tem o Estadão como guardião da liberdade!José Maria Veloso, jomavecin@hotmail.comSão Bento (PE)O "achismo" só existe no governo federal do Brasil, onde o ministro da Justiça, o petista gaúcho Tarso Genro, "acha" que censura a jornal não é censura. Exportem o ministro para o Afeganistão!Helli dos Santos Oliveira, helliso@hotmail.comSão PauloA liminar - diga-se de passagem, inconstitucional - protegendo o senador José Sarney (nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa) & família foi deferida prontamente. Por que a demora do Judiciário em reverter essa atitude arbitrária?Miriam São Thiago, mest@terra.com.brSão PauloMINORIA E DEMOCRACIAAos senhores Lula e Calheiros: democracia prima por ser o governo da maioria com o respeito aos direitos das minorias. Considerar que o governo seja uma "vontade universal" é negar a democracia, é o totalitarismo, a tirania. Não há "minoria com complexo de maioria", mas uma minoria a ser respeitada, se o que se pretende é termos uma verdadeira democracia.Corinto Luis Ribeiro, corinto@corinto.arq.brSão PauloAvisem aos srs. Renan e Luiz Inácio que em 2010 o povo brasileiro pode tornar-se a maioria com complexo de minoria!Marcelo Peixoto Mello Gonçalves, marcelopeixoto1950@hotmail.comSão PauloCOMPADRIO POLÍTICOVivemos numa ditadura de compadres. Interessante é que inimigos ferrenhos de ontem são, sem o menor pejo, compadres de hoje.Celanira GaiaSão PauloCRISE NO SENADOCom relação à reportagem Crise leva Senado à paralisia e trava votação de projetos (9/8, A4), dois reparos: 1) Na minha opinião, ao se referir ao Senado atual, não se pode utilizar maiúscula para designá-lo; 2) pela falta de ética e decoro manifestos pela maioria, não vejo como os atuais senadores (grande parte deles nem sequer eleita!) tenham um mínimo de legitimidade para votar qualquer coisa de interesse da população.Jorge Alves, jorgersalves@estadao.com.brJaúCORREIOSEquivocada, em minha opinião, a posição do editorial O monopólio das cartas (7/8, A3), que julga inadequada a manutenção deste. Sábia a decisão do STF de mantê-lo. Os Correios são uma empresa que não visa exclusivamente o lucro, embora tenha crescido louváveis 13% no último ano. Essa empresa também presta inestimável serviço social ao País, mantendo agências não lucrativas nos grotões do mais distante interior do País pelo exclusivo interesse em atender a todos os brasileiros com a mesma excelência e qualidade, o que, sem dúvida, não interessaria à iniciativa privada, que só objetiva resultados financeiros. Ademais, o Correio brasileiro foi recentemente eleito (em pesquisa realizada pela revista americana Forbes) o melhor do mundo, com altos índices de inovação, satisfação recorde do consumidor e positivos resultados financeiros. A quebra do monopólio neste caso representaria um atraso para esse bem-sucedido setor e, portanto, um prejuízo para o Brasil.Eduardo Peres Sabino, oi@eduardoperes.com.brSão PauloPM X GUARDA CIVILEmbora acertada a afirmação de que cabe ao governo estadual, e não à Prefeitura, melhor remunerar os policiais militares paulistas, o editorial ?Bico? oficial para os PMs (10/8, A3) merece dois reparos. É equivocada a observação do diretor do Sindguardas, Clóvis Pereira, de que a Prefeitura "já conta com polícia própria" - e não pode o jornal contribuir para a difusão da falsa ideia de que a Guarda Civil municipal seja polícia. O poder de polícia é exclusivo do Estado, exercido pelas Polícias Militar e Civil, e da União, por meio da Polícia Federal, podendo as Forças Armadas exercê-lo nas regiões fronteiriças. Não há termo de comparação entre os riscos corridos por policiais militares e guardas civis. Os primeiros abordam suspeitos, entram em confronto com marginais e patrulham áreas de altíssimo risco, entre outras atividades. Os guardas civis não só estão livres desses riscos, como não podem revistar pessoas, exigir documentos de identificação pessoal, tampouco parar ou revistar veículos e seus ocupantes. É importante deixar claras as atribuições das Guardas Civis - que não têm poder de polícia -, muito distintas e incomparavelmente menos arriscadas que as das Polícias Civil e Militar.Luiz M. Leitão da Cunha, luizleitao@ebb.com.brSão Paulo

, O Estadao de S.Paulo

11 de agosto de 2009 | 00h00

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