Cartas

TOMA LÁ, DÁ CÁToma lá, dá cá é a principal orientação que rege todas as ações políticas dos senadores brasileiros. O Conselho de Ética do Senado arquivou todas as denúncias contra o presidente José Sarney (PMDB-AP) e deixou a oposição plenamente satisfeita ao arquivar também as denúncias contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). É chegada a hora de dar um basta nessa piada em que se transformou o Senado e seu ridículo Conselho de Ética. O povo brasileiro gasta muito dinheiro e deposita muita esperança numa instituição que abriga um bando de políticos que literalmente se lixam para a população. Infelizmente, a relação custo-benefício do Senado há muito tempo deixou de ser vantajosa para os interesses do povo brasileiro e, portanto, na reforma política que um dia há de vir o País deve pensar seriamente na extinção dessa Casa e na adoção do unicameralismo para o Poder Legislativo.VICTOR GERMANO PEREIRAvictorgermano@uol.com.brSão PauloDepois desse Conselho de "Ética" o Senado realmente chegou ao fundo do poço! Espero que os eleitores se lembrem disso...ANGELO FONSECA NOGUEIRA JUNIORangelofnogueira@uol.com.brCaraguatatubaO Sarney se livrou e o Senado quebrou!JOSÉ PIACSEK NETObubapiacsek@yahoo.com.brAvanhandavaESPERANÇAMuito embora o comportamento e a postura pública da maioria dos nossos congressistas sejam para lá de deploráveis, ainda resta uma esperança. No plenário do Conselho de Ética do Senado, dentre todos, pelo menos um - e um só!!! -, o senador Flávio Arns, confessou que tinha vergonha...A. FERNANDESstandyball@hotmail.comSão PauloEmocionada, parabenizo o ilustre senador Flávio Arns pelo pronunciamento no Conselho de Ética. Poderia, e talvez até com certeza, esperar dos dois senadores petistas por São Paulo, minha terra natal, mas, para imensa alegria, veio o depoimento não destes, mas de senador do Pa-raná, Estado que adotei há mais de 40 anos. Volto a acreditar que ainda podemos contar com mais um, este ilustre senador Arns.ANNA MARIA VILLAC DE FARIAvillacanna@uol.com.brLondrina (PR)ÉTICA NO LIXOAntológica a participação do senador Flávio Arns (PT-PR) na reunião do Conselho de Ética. Brilhante o seu discurso em defesa de Arthur Virgílio (PSDB-AM). Corajosa e comovente a sua autocríti-ca, confessando publicamente a vergonha de pertencer ao mesmo partido de "companheiros" que acabavam de jogar a ética no lixo.SERGIO S. DE OLIVEIRAssoliveira@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)Parabéns ao senador Flávio Arns pelo depoimento lúcido. Espero que seus companheiros de PT tenham prestado bem atenção no que ele disse. O PT rasgou e jogou fora a ética. E agora, vão puni-lo, como fazem com quem não segue a cartilha petralha?CARLOS MONTAGNOLIcarlosmontagnoli@uol.com.brJundiaíEmblemático e oportuno o pronunciamento do senador Flávio Arns, envergonhando-se, publicamente, da posição de seu partido, de seus integrantes, perfeitos moleques inconsequentes e irresponsáveis que jogaram a ética política no lixo. Só resta ao senador, para coroar o seu desabafo com chave de ouro, sair do partido e fundar um novo, no qual pessoas de bem possam iniciar uma nova era política no Brasil. As demais legendas contêm muitas coisas podres que não combinam com seu pronunciamento e deveriam ser banidas para sempre do País. Essa mesma sugestão é válida para outros senadores que se sintam incomodados com as maçãs podres de seus partidos.FLAVIO MARCUS JULIANOopegapulhas@terra.com.brSão PauloSACRILÉGIOSO senador Flávio Arns sentiu-se envergonhado pela falta de ética do PT. Os maiores sacrilégios, para alguns petista, são: a verdade, a honestidade, o cavalheirismo, a ética e a civilidade.RONALD MARTINS DA CUNHAronald.cunha@netsite.com.brMonte Santo de Minas (MG)NAZISMO E PLÁGIOJá é público que a Polícia Federal indiciou um dos filhos de "Sainey", o Fernando, pela prática de corrupção nas estatais de energia. O senador mantinha e mantém afilhados em cargos de comando no setor de energia. Um caso que posso comprovar, porque fui diretamente atingido, é o da importação de energia elétrica da Venezuela. Tive a ideia de criar um sistema de transmissão, ofereci à minha ex-empregadora, a estatal Eletronorte, que a desprezou. Elaborei o projeto com outro colega e o registramos no Confea em 1991, quando já não era empregado. Em 1997 a obra foi licitada, à minha revelia, sem cessão dos direitos autorais. E adivinhem quem venceu? Uma empresa pequena do Maranhão, a Remoel, superando várias grandes e experimentadas companhias. A Eletronorte executou um projeto que me foi plagiado e usurpado, reconhecido pelo Confea. Davam-lhe suporte os diretores da estatal, um deles hoje presidente da Eletrobrás. E depois o senador diz que é perseguição nazista! Só se for contra mim, que abri 12 processos em Brasília mas só venci um - em primeiro grau -, porque blindaram os mandantes dos delitos e das irregularidades licitatórias. Inclusive no TJDFT. Sou um trabalhador, mas não sou blindado pelo governo dos trabalhadores. Estou apanhando desde então como cachorro de rua. E eles estão nadando de braçada, à nossa custa. TÁCITO SAMPAIO ALVES, engenheiro (USP), laureado com o Prêmio Roberto Simonsen (Fiesp/Ciesp), em concurso público (Sampalmas-Nova São Paulo), técnico em Planejamento Governamental (Seplan federal), autor, em coautoria, do Sistema de Transmissão Venezuela-Brasil, para atender Boa Vista e Manaustacitosa@uol.com.brSão PauloSarney está cavando um buraco cada vez maior, nunca vi alguém se afundar em tantos processos. Será que algum deles é verdadeiro? Ou melhor, algum não é?RODRIGO NEUMANNrodrigo@bluestone.com.brSão PauloSOLIDARIEDADEO Estado é um emblema de jornal perseguido politicamente: invadido e confiscado pela polícia política na ditadura Vargas, órgão censurado pelo maior tempo na ditadura militar e, agora, proibido de noticiar fatos por uma decisão caprichosa. Cumprimento o Estado por esse patrimônio moral que o jornal constituiu ao longo de sua vida e me solidarizo contra o arbítrio que, mais uma vez, ameaça a liberdade de imprensa.RENATO JANINE RIBEIRO, professor titular de Ética e Filosofia Política da USPrjanine@usp.brSão PauloPOUCAS PALAVRAS"Eu não mudo a verdade no grito nem preciso de agenda para dizer a verdade. A mentira não faz parte da minha biografia." De Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal. Precisa dizer mais?MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDOcrisrochazevedo@hotmail.comFlorianópolisSerá que a insistência com que membros do governo, inclusive o presidente Lula, tentam desmentir o encontro entre Dilma Rousseff e Lina Vieira não está tendo o efeito contrário ao desejado, fazendo crescer o número de adeptos da versão de que o fato efetivamente ocorreu?ODILON OCTÁVIO DOS SANTOSos.snts@ig.com.brMaríliaSugestão a quem tiver encontros com a ministra Dilma Rousseff ou qualquer outro membro do governo: gravem a conversa.LUCIANO NOGUEIRA MARMONTELautomat_br@ig.com.brPouso Alegre (MG)

, O Estadao de S.Paulo

20 de agosto de 2009 | 00h00

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